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             Igreja dos Santos dos Ultimos Dias  

                                 (Mórmons)

                                         RESUMO HISTÓRICO

         O mormonismo, teve
como seu fundador Joseph Smith Jr., que nasceu a 23 de dezembro de 1805 no estado de Vermont, nos Estados Unidos, filho de Joseph e Lucy Smith, viveu de 1805 a 1844. Sua criação deu-se em meio à superstições, pois sua mãe era mística e seu pai obcecado por procurar tesouros perdidos . Em 1820, “Deus” - o Pai, e “Jesus Cristo” teriam aparecido a Smith e ele teria sabido que nenhuma das igrejas da Terra eram verdadeiras (JS-H1:1-20 – Apêndice do Livro de Mórmon, pág.202 – Edição de 1995 – impresso em 1998). 

Nessa visão que teve Smith viu dois seres em pé, acima dele, os quais brilhavam mais que o sol. Um dos seres chamou Joseph pelo nome e apontando para o outro disse: “Este é o meu filho amado, ouve-o”. O próprio Smith é que identificou os seres como sendo Deus e Jesus. Posteriormente foi visitado pelo anjo Morôni (que era, supostamente, uma pessoa que viveu no passado) que lhe falou sobre um livro com lâminas de ouro enterrado na colina de Cumorah, no qual estaria registrada a “história” dos antigos habitantes do continente Americano e a “plenitude do evangelho Eterno”. No dia 22 de setembro de 1827, Smith diz ter encontrado o tal livro bem como dois aros de prata presos a um peitoral, os quais denominou Urim e Tumim. Com a ajuda desses dois aros começou a tradução das lâminas de ouro. Ë questionável como é que duas lâminas de ouro poderiam ajudá-lo a traduzir hieróglifos estranhos, visto que Smith só conhecia o Inglês (sobre isso falaremos mais tarde). Bom, em 1830, publicou o livro com o título de Livro de Mórmon (JS-H1:66-67,75).     

A BÍBLIA ENSINA SALVAÇÃO PARA OS MORTOS? 

INTRODUÇÃO

Salvação para os mortos é um das doutrinas distintivas do mormonismo que por sua vez os separa do Cristianismo histórico. Nota-se, contudo, que o Livro de mórmon se silencia a respeito da salvação para os mortos e também do batismo para os mortos. Outros livros de revelações posteriores da seita que explicitamente mencionam estes assuntos são em grande parte interpretações de um punhado de passagens da Bíblia (dois em particular—1 Pedro 3:19 e 1 Coríntios 15:29). Assim, o real fundamento da doutrina da salvação para os mortos, é sua própria interpretação deturpada destas passagens.

“Este artigo começa com uma introdução ao ensino bíblico básico relativo ao destino eterno da humanidade, e então examina em alguns detalhes a interpretação de que Cristo estava pregando aos espíritos em prisão como descrito em 1Peter 3:19”


Existe Alguém Inocente Perante Deus?

Por exemplo, a Bíblia é a única fonte de conhecimento sobre Deus; este Deus não pode julgar razoavelmente a menos que todos tenham a mesma oportunidade; e, que esses têm o desejo do evangelho para adorar e obedecer a Deus, mas são privados de o fazer assim por uma falta de conhecimento. Todavia estas suposições estão em conflito com o ensino bíblico. Nos primeiros dois capítulos da epístola de Paulo aos Romanos, o apóstolo mostra que o problema espiritual mais profundo da humanidade não é uma falta de conhecimento sobre Deus, mas uma atitude do coração rebelde. Esses que não têm a Palavra escrita de Deus (revelação especial) está não obstante sem desculpa, de acordo com Paulo, porque eles rejeitaram a revelação que Ele deu através da criação e da consciência humana (revelação geral):

“Porquanto, o que de Deus se pode conhecer, neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Pois os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de modo que eles são inescusáveis” Romanos 1:19,20

Além da revelação da existência de Deus e do poder da criação, o mundo pagão também tem a voz da consciência. Paulo descreve consciência como " o trabalho da lei escrita nos corações " (Rom. 2:15). Esses com apenas a luz da criação e da consciência serão julgados por Deus com menos rigor , entretanto eles ainda estarão sem desculpa:

 

“Porque todos os que sem lei pecaram, sem lei também perecerão; e todos os que sob a lei pecaram, pela lei serão julgados. Pois não são justos diante de Deus os que só ouvem a lei; mas serão justificados os que praticam a lei (porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem por natureza as coisas da lei, eles, embora não tendo lei, para si mesmos são lei. pois mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os)” Romanos 2:12 - 15

 

Esses que morrem na ignorância terão que dar conta no juízo final pelos seus pecados e responderem pela luz que tiveram. Porém, a Bíblia nos assegura que onde há corações minuciosos verdadeiramente, Deus providencia a luz necessária para a salvação (por exemplo, o funcionário etíope de Atos 8:26-40, e o centurião, Cornélio, Atos 10:1-48). (Esses que morrem ainda crianças em caso especial, desde que eles não são de responder pelo bem ou mal que fizeram terão sua compreensão diante de Deus.

 

A MORTE DEFINE NOSSO DESTINO ETERNO

 

Um dos obstáculos para aceitar a doutrina da salvação para os mortos é o ensino bíblico de que nosso destino eterno é fixo pela morte. Hebreus 9:27 declara exatamente isso. Não há nenhuma oportunidade para se arrepender depois da morte. Tudo aponta para o fato de que nosso destino eterno é fixo pela morte que exclui a possibilidade de arrependimento no mundo dos espíritos.

 

 

UMA INTERPRETAÇÃO DEFEITUOSA

 

O livro Doutrina e Convênios na página 138 (é a explicação mais detalhada de salvação para os mortos nas  escrituras mórmons ) tenta prover uma base para a suposta pregação do evangelho no mundo dos espíritos. Ensina que, " Deus não foi entre os maus e desobedientes que tinham rejeitado a verdade " (D&C 138:29), mas que ele designou mensageiros dentre os espíritos íntegros para que levassem o evangelho aos espíritos desobedientes (138:57).

Porém, nota que aqui D&C 138 contradiz I Pedro diretamente. Também há duas razões adicionais por concluir que D&C 138 é uma interpretação defeituosa de I Pedro 3:19:

A reivindicação que seres humanos levam o evangelho para o mundo dos mortos desobedientes, contradiz o próprio Jesus que deixou bem claro que não é possível que o espírito do justo atravesse para o lugar do morto injusto.

O ensino mórmon de que os que rejeitaram a verdade em mortalidade podem se arrepender no mundo dos espíritos (D&C 138:32) está em conflito não só com a Bíblia,  mas até mesmo com outras escrituras da igreja mórmon. O Livro de mórmon ensina vigorosamente e repetidamente que o destino eterno desses que ouvem e rejeitam a verdade em mortalidade é fixo na morte. Veja isso nas seguintes passagens das escrituras mórmons: Alma 34:31-35; também veja 2 Ne. 9:24-25,27; Mos. 2:36,39.  

Paulo Cristiano da Silva

Jesus Ensinou o Batismo pelos Mortos?

A opinião de que os mortos podem receber o evangelho de Jesus Cristo no mundo dos espíritos, e pelo batismo de procuração executado em benefício deles pelos membros da SUDs, é um das doutrinas distintivas do Mormonismo que os separa do Cristianismo histórico e Bíblico. A pergunta de que se esta prática tem ou não  base Bíblica e se foi praticada pela igreja primitiva é assunto de suma importância o qual faz parte deste estudo.

A suposta base bíblica  oferecida pela SUDs para apoiar seu ensino de que o evangelho de Jesus Cristo foi pregado no mundo dos espíritos, se restringe especialmente I Pedro 3:19-20 e 4:6. A interpretação oficial desta passagem da Bíblia, se acha em Doutrina e Convenios 138. No entanto está baseada em exegese distorcida. Ligada a este ensino herético está a doutrina do batismo por procuração, ou como é comumente chamado: “batismo pelos mortos”.

 Focalizaremos agora especificamente a prática relacionada com o batismo para os mortos. Antes porém, cabe aqui uma pergunta apropriada: A Bíblia realmente ensina a prática do batismo pelos mortos? Foi ensinada e praticada por Jesus e pelos  primeiros apóstolos de Cristo?

.Embora o Livro de mórmon é tido pelos adeptos como contendo “a plenitude do evangelho eterno” (Doutrina e Convênios 27:5), embora dizem ser o batismo para os mortos um ensino central do evangelho de Jesus Cristo, é esclarecedor sabermos que o Livro de mórmon não contém nenhuma referência à prática, direta ou indiretamente deste ritual. Isto pode ser verificado facilmente conferindo abaixo “Batismo pelos Mortos” no Guia Tópico da igreja de LDS para as Bíblias ou o Índice para a Combinação Tripla — as únicas referências dadas provém de quatro seções de “Doutrinas e Convênios” (124,127,128,1382). Este ponto também pode ser verificado olhando no Índice na parte de trás do Livro de mórmon. O que se verifica é que este livro não traz nenhuma referência a esta doutrina herética. 

UM ÚNICO VERSO

O silêncio do Livro de mórmon quanto ao batismo pelos mortos é um fato importante, por isto um único verso na Bíblia—1 coríntios 15:29—constitui sua base exclusiva para os teólogos mórmons. Isto é reconhecido pela Enciclopédia de Mormonismo de 1992. Em I coríntios 15:29 está escrito:

“De outra maneira, que farão os que se batizam pelos mortos? Se absolutamente os mortos não ressuscitam, por que então se batizam por eles?”

A primeira coisa que notamos neste verso é que o batismo para os mortos não é ensinado de fato, mas apenas mencionado. Dado a natureza escassa da evidência, é especialmente importante seguir princípios sãos de interpretação Bíblica buscando entender este verso. Dois princípios básicos pertinentes a esta tarefa são: (1) não leia um verso de forma isolada, mas cuidadosamente considere seu contexto, e (2) use passagens claras e explícitas da Bíblia para interpretar o que está obscuro ou menos claro não o contrário!

Uma leitura superficial de I coríntios 15:29 isolada de seu contexto pode sugestionar um aparente apoio para o batismo para os mortos. Porém, um estudo cuidadoso do verso em seu contexto e na luz de outras passagens Bíblicas pertinentes, deixa claro que isto não é possível.

Seguindo os princípios descritos acima, nós deveríamos fazer várias perguntas tais como:  (1) Há qualquer coisa em I coríntios (num contexto mais amplo) que lança mais luz sobre a questão em 15:29? (2) o que o tema e essa linha de argumento tem a ver com o contexto imediato? (3) como o verso 29 se ajusta nesta linha de argumento? (4) Há alguma outra menção sobre o ensino do batismo, em outras epístolas de Paulo ou em outro lugar no Novo Testamento?

Será que o apóstolo aqui está dando aprovação à doutrina do batismo para os mortos? Jesus e os outros escritores do Novo Testamento apóiam esta doutrina?

Perguntas como estas nos ajudarão a chegar a uma interpretação precisa do verso 29, e também vão evitar a tentação de ler no texto nossas próprias idéias preconcebidas.

O CONTEXTO MAIS LATO

 Há três outras referências a respeito de batismo em I Coríntios — são elas: 1:14-17, 10:2, e 12:13. Em 1:14-17. Paulo menciona o batismo para expressar a preocupação dele sobre contendas e facções nas reuniões entre os cristãos em Corinto:

“Dou graças a Deus que a nenhum de vós batizei, senão a Crispo e a Gaio;para que ninguém diga que fostes batizados em meu nome.É verdade, batizei também a família de Estéfanas, além destes, não sei se batizei algum outro. Porque Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar o evangelho; não em sabedoria de palavras, para não se tornar vã a cruz de Cristo.”

É bem clara suas palavras quando diz que: “Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar o evangelho,” Paulo está lembrando aos coríntios que é a mensagem da morte de Cristo por nossos pecados (aceita pela fé genuína) que pode de fato regenerar e pode transformar a pessoa interior, e não o rito externo do batismo, ele é importante, entretanto, como um sinal externo de fé e obediência. Este fato mostra que os coríntios davam muita importância ao batismo, e que o apóstolo sentia a necessidade de os guiar a um ensinamento equilibrado de seu significado.

Então em 10:2 o apóstolo usa a palavra “batizou” descrevendo o Israelitas ' que cruzaram o Mar Vermelho: “todos foram batizados em Moisés na nuvem e no mar.” Embora este seja um uso figurativo do termo, Paulo usa isto para construir na lembrança deles a prioridade de fé e regeneração interna em cima da questão do batismo (1:14-17). Ele faz uma observação perspicaz dizendo que todos os Israelitas que saíram do Egito eram “batizados,” figurativamente, eles não agradaram a Deus: “Mas Deus não se agradou da maior parte deles; pelo que foram prostrados no deserto.” (10:5).

Finalmente, em 12:13 Paulo menciona batismo como um argumento para a unidade Cristã: “Pois em um só Espírito fomos todos nós batizados em um só corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos quer livres; e a todos nós foi dado beber de um só Espírito.” Aqui novamente, não é o rito do batismo que vale, mas a realidade da união com Cristo que batismo o batismo representa (Romanos 6:3-4), forjado não através da água, mas pelo Espírito.

O orgulho dos crentes em Corinto quanto ao batismo é uma pista importante para se entender o significado de 1 coríntios 15:29. Pois como veremos, o apóstolo associa o batismo pelos mortos a um grupo herético dentro da igreja cujo falso ensinamento recebeu atenção especial no décimo quinto capítulo de 1 coríntios.

 

O contexto imediato. O melhor modo para entender qualquer texto na Bíblia é examinar os versos que o cercam. E quando nós lemos 1 coríntios 15:29 em seu contexto, fica nítido que é a ressurreição e não o batismo, o único tema dominante ao longo de todo o capítulo 15.

Nos versos 1-11, Paulo declara que após Cristo ter morrido pelos nossos pecados, foi ressuscitado dentre os mortos, fato este que foi amplamente atestado por quase 500 testemunhas, a maioria de quem ele diz ainda estar viva na época.

Então nos versos 12-49 o apóstolo coloca em ordem uma série de argumentos para a raciocinando sobre a importância da doutrina da ressurreição do corpo. Aqui, o leitor moderno precisa se lembrar de que a doutrina judeu-cristã da ressurreição, era considerada, loucura, verdadeira tolice entre os gregos antigos (Corinto era uma cidade grega). A menção que Paulo faz do batismo pelos mortos no verso 29 é apenas uma daquelas série de argumentos introduzidos para servir de apoio na defesa que ele faz da ressurreição.

Então a pergunta agora é: então quem em Corinto praticava o batismo pelos mortos. E o mais importante: essa prática tinha a aprovação do apóstolo?

 

A CHAVE DA RESPOSTA NA EXPRESSÃO - “alguns entre vós”

 

A pergunta retórica de Paulo no verso 12 expressa o raciocínio do capítulo: “Ora, se prega que Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, como dizem alguns entre vós que não há ressurreição de mortos?”

Uma coisa importante que se deve notar é que a série inteira de argumentos nos versos 13-49, especificamente, é apontada para refutar estes falsos mestres dentro da congregação (“alguns entre você”) que estão negando a ressurreição abertamente. O esboço seguinte dá uma avaliação da passagem:

1. Se não houver nenhuma ressurreição, Cristo não ressuscitou (vv. 13,16)

2. Nosso pregação é vã, nós ainda permanecemos em nossos pecados (vv. 14,17)

3. Nós somos considerados como falsas testemunhas (v. 15)

4. Os mortos em Cristo estão perdidos (v. 18)

5. Cristãos são os mais miseráveis dentre os homens (v. 19)

6. Como a morte veio por um homem (o Adão) e seus descendentes, assim também a ressurreição veio por um homem (Cristo) para tudo que pertencem a Ele (vv. 20-22)

7. A ordem da ressurreição: primeiro Cristo, as primícias, e depois todos que estão nele na sua vinda(vv. 23-28)

8. O ensinamento dos falsos mestres que negam a ressurreição se torna incoerente quando eles se batizam pelos mortos, pois a prática está baseada na esperança da ressurreição (v. 29)

9. Por que sofremos ainda pelo evangelho se não houver nenhuma ressurreição? (vv. 30-34)

10. Ressurreição é como uma semente que morre primeiro para então produzir vida (vv. 35-38)

11. A natureza do corpo da ressurreição é diferente da do corpo mortal, como a carne de humanos, mamíferos, e peixes são diferentes um do outro (v. 39)

12. O corpo de ressurreição é de maior glória que o corpo carnal, como o sol é de maior glória que a lua (vv. 40-41)

13. Mais contrastes entre o corpo da ressurreição e nossos corpos mortais (vv. 42-49)

 

No verso 29 há outra pergunta retórica: “De outra maneira, que farão os que se batizam pelos mortos? Se absolutamente os mortos não ressuscitam, por que então se batizam por eles?” Paulo aqui aponta o fato que desde que é o corpo humano que é batizado, esses que executam tal rito por procuração por uma pessoa falecida têm de fazer assim porque eles têm a esperança da ressurreição futura por aquela pessoa. Assim, a função primária do verso é ainda outro argumento em defesa da ressurreição.

 

Paulo Endossou tal Prática?

O fato de Paulo mencionar tal pratica não quer dizer que ele aprovou, ensinou ou praticou tal coisa. Isto é visto pela maneira impessoal que ele se refere a este pessoal. Se o rito fosse uma parte legítima do ensino do apóstolo, ele teria dito mais ou menos como “o que fará você. . .” ou “o que faremos nós. . .” que batizamos pelos mortos.

Está claro que Romanos 9:1-3 e 10:1-4 mostra a grande preocupação que Paulo tinha pelos de sua raça que estavam longe da mensagem do evangelho. Certamente havia alguns da própria família do apóstolo que tinham morrido sem o batismo cristão. Se Paulo ensinou realmente o batismo pelos mortos, é inexplicável que ele se exclua de modo tão claro desses que praticavam tal rito, como de fato deixa transparecer na expressão: “que farão (eles) os que se batizam pelos mortos?”

Também note que o apóstolo contrasta o grupo herético que praticava isto com ele e a comunidade Cristã de Corinto. Quando se refere aos crentes da comunidade ele sempre usa os pronomes “vós” ou “nós” incluindo a si próprio.  

 

Quem São “Eles?”

Se nós perguntamos quem são aqueles “eles” de que fala o verso 29, o contexto aponta claramente para atrás ao verso 12. São esses dentro da congregação que está negando a ressurreição, e para quem a passagem inteira aponta como refutação. Então o argumento de Paulo fica claro: Estes falsos mestres são contraditórios, pois ao passo que negam a ressurreição, ainda se ocupam com um ritual que está baseado na esperança da ressurreição.

Ironicamente, a Enciclopédia de Mormonismo adere a esta mesma interpretação do verso: “. . . Paulo recorre claramente a um grupo distinto dentro da Igreja, um grupo que ele acusa de inconsistência entre ritual e doutrina.”

Assim, longe de endossar o batismo pelos mortos, Paulo na verdade associa isto com um grupo a quem ele já identificou como estando em grave heresia.

Por que então Paulo não refutou essa doutrina?

Será que Paulo usou uma pratica a qual não concordava para apoiar algo que ele defendia (a ressurreição)?

Veremos que esta objeção levantada por alguns não tem consistência:

 

Primeiro, Paulo já associou esta pratica com falsos mestres. Sendo assim, parece que não precisou de nenhuma refutação especial.

Segundo, a história mostra que a prática na realidade nunca foi amplamente difundida. Somente algumas seitas isoladas praticaram isto, inclusive a seita dos Marcionitas do segundo século, e a Sociedade de Efrata, um grupo oculto Cristão na Pensilvânia (1700). Na verdade estes dois grupos não têm quase nada em comum e até mesmo menos ainda com o ensino do mormonismo.

Assim a reivindicação de que a doutrina do “batismo pelos mortos” fazia parte do Cristianismo original e que se perdeu com a alegada “grande apostasia” carece de base histórica e bíblica.

CONFLITOS COM O LIVRO DE MÓRMON

 

Há evidências substanciais no Livro de mórmon contra a prática deste ensinamento: (1) ensina que aqueles que  morrem sem ouvir o evangelho (os candidatos primários do batismo pelos mortos) estão vivos em Cristo, então não precisam de batismo, e (2) ensina que o batismo especificamente é um convenio para esta vida mortal, de forma que seria completamente sem sentido batizar pelos mortos.

No primeiro ponto, nota que Moroni 8:22 declara explicitamente que o estado desses que morrem sem um conhecimento do evangelho é como as crianças que morrem na infância:

 

“Porque eis que todas as criancinhas estão vivas em Cristo, assim como todos os que estão sem a lei, porque o poder da redenção atua sobre todos os que não tem lei; portanto o que não foi condenado , ou seja, o que não está sob condenação, não pode arrepender-se; e para tal o batismo de nada serve”   

 

Então, do mesmo jeito que o Livro de mórmon rejeita o batismo infantil, rejeita no mesmo fôlego aqueles que morreram na ignorância.

O próximo verso (23) chama isto de obras mortas: “Mas é escárnio perante Deus negar as misericórdias de Cristo e o poder do seu Santo Espírito e depositar confiança em obras mortas”

O batismo pelos mortos também está em conflito com o ensino mórmon de que o  batismo é um convenio para esta vida mortal (cf. Mosias 18:13)

 

CONCLUSÃO

 

Concluímos que o batismo pelos mortos é totalmente anti-bíblico, carece de fundamentos. Nós não poderemos nos salvar por nossos próprios méritos ou de algum ritual. O batismo não salva, nem a santa ceia, nem minha carteira de membro. Somente a fé em Jesus Cristo é que faz isto. Aceite Jesus e Rejeite o batismo pelos mortos.  

Traduzido por Paulo Cristiano da Silva

Contradições em Ensinos Mórmon

Esta seção documenta algumas das muitas contradições nos ensinos da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias através dos anos. Várias coisas que foram ensinadas pelos primeiros apóstolos e profetas da SUD entra em contradição com o que é ensinado hoje em dia.  Por exemplo, Brigham ensinou que para ser diácono da Igreja é necessário que os pretendentes para o cargo sejam homens maduros, casados com famílias, isto é uma flagrante contradição com a prática mórmon atual de ordenar rapazes de até 12 anos ao ofício de Diácono ao Sacerdócio Aarônico.

 Ensino antigo

Ensino atual

Deus está aumentando em conhecimento e poder.

Wilford Woodruff - " O próprio Deus está aumentando em conhecimento, poder e domínio, e fará assim, mundos sem fim.  " Discursos, vol. 6, pág. 120,  (1857)

Deus tem todo o poder e conhecimento.

" Deus é um homem glorificado e perfeito, um personagem de carne e ossos (veja D&C 130:22) .  Dentro de seu corpo tangível existe um espírito eterno. Deus é perfeito.  Ele é um Deus de amor, clemência, caridade, verdade, poder, fé, conhecimento, e julgamento. Ele tem todo o poder.  Ele sabe todas as coisas. Ele está cheio de bondade ". Princípios do evangelho, ed. 1992, pág. 9

Há evidência arqueológica para o local geográfico de civilizações do Livro de mórmon.

"... há outras evidências externas da autenticidade do Livro de Mórmon.  Estas são as evidências arqueológicas que foram reveladas em regiões da América Central e do Sul. [Quadros de pinturas Asteca...e ruínas maias.] Estas ruínas que restaram das civilizações que uma vez floresceram no Hemisfério Ocidental são provas que o Livro de mórmon é verdadeiro. "   o que é o Livro de mórmon, folheto publicado pela Igreja SUD, 1982, pág., 12.

Deus não tem contudo revelado a geografia do Livro de mórmon.

O artigo intitulado " Problemas de Geografia - " A geografia do livro de mórmon intrigou algumas leitoras do volume desde sua publicação. Mas por que se preocupar  sobre isto?  Esforços para definir certos lugares de que está registrado no livro são infrutíferos...
...Mas levantar dúvidas nas mentes das pessoas sobre o local da Colina Cumorah, desafia assim as palavras dos profetas relativo ao lugar onde Moroni enterrou os registros, e isto é certamente prejudicial. Se ele quiser que a geografia do Livro de mórmon seja revelada, Ele fará assim pelos seus  profetas , e não por algum escritor que deseja iluminar o mundo apesar da falta absoluta de inspiração nesta questão. Alguns autores sentiram chamados para informar o mundo sobre a geografia do livro de mórmon e publicou escritos que dão o parecer pessoal deles.  Estes livros são trabalhos estritamente privados e representam somente suas especulações  pessoais. Editorial, Notícias da Igreja, pág., 16 (29 de julho de 1979)

Adão não foi feito do pó desta terra.

Brigham  —  Adão não foi feito do pó desta terra.  Diário de Discursos, vol. 2, pág. 6, (1853) o Joseph Smith—"

Adão foi feito do pó desta terra.

Joseph Fielding Smith -  " Adão foi criado do pó desta terra. “Doutrinas de Salvação, vol. 1, pp. 90-91 (1954)

Joseph morreu depois de atirar em duas ou três pessoas.

John Taylor – Relembra os minutos finais da vida de Joseph Smith e como ele atirou e feriu duas ou três pessoas, duas morreram, antes do próprio Joseph morrer.  História da Igreja, vol. 7, pp. 102-103  (1844) e História da Igreja, vol. 6, pág. 618,  (1844)

Ele foi para a morte como um cordeiro para o matadouro.  (D&C 135:4)

" Quando dois ou três dias antes do seu assassinato, Joseph foi a Carthage para se entregar aos pretensos requerimentos da lei, disse: “Eu vou como o cordeiro ao matadouro mas estou tranqüilo como uma manhã de verão; eu tenho uma consciência limpa com Deus e os homens. "

"... Como o seu Mestre, Joseph Smith derramou também seu sangue para que o testamento final, o restabelecimento da convenção nova, pudesse ser feito por completo (veja Heb. 9:16). " A Bandeira, 1994 de junho, pág., 22.

Diácono deve ser um homem com uma esposa e família.

Brigham Young - Citando o apóstolo Paulo diz:  ' eu não ouso nem mesmo chamar um homem para ser um Diácono, e ajudar em minha chamada, a menos que ele tenha uma família. '   não é o negócio de um homem jovem, de nenhuma experiência em assuntos de família, investigar as circunstâncias das famílias, e saber os desejos de toda pessoa. ... selecione um homem que tem uma família para ser um Diácono cuja a esposa possa ir com ele ". Diário de Discursos, vol. 2, pág. 89, (1854

Rapazes de 12 anos pode ser diácono na Igreja SUD.

" Um rapaz que foi batizado e confirmado membro da Igreja e é digno poderá ser ordenado ao ofício de diácono quando tiver doze anos de idade. Princípios de evangelho, 1992 ed., pág. 88

Negros nunca poderá celebrar o sacerdócio nesta vida.

Brigham Young - A maldição permanecerá nos negros de forma que eles nunca poderão celebrar o sacerdócio mórmon até que todos os outros descendentes de Adão recebam as promessas e desfrutam as bênçãos do Sacerdócio. —Diário de Discursos, vol. 7,

Bruce R. McConkie - Na eternidade Preexistente houve uma guerra no céu.  " Dos dois-terços que seguiram a Cristo, porém, alguns eram mais valorosos que outros. ... Esses que eram menos valorosos em sua  pré-existência foi impostas algumas restrições durante a mortalidade eles são conhecidos como os negros. Tais pessoas foram enviadas para a terra pela linhagem de Caim, a marca que foi posta neles por causa da rebelião deles contra Deus e o assassinato de Abel foi uma pele negra.

O escritor mórmon Arthur M. Richardson, declara: "A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias não foi chamada a levar o evangelho aos negros, e não o faz."[ Arthur M. Richardson, That Ye May Not Be Deceived, p.13. Citado por Tanner, Mormonism, Shadow or Reality, p.274.]

 

Todos os membros do sexo masculino poderão participar do sacerdócio.

 Em junho de 1978, o presidente Spencer Kimball declarou oficialmente:“Portanto todos os membros dignos do sexo masculino da Igreja podem ser ordenados ao sacerdócio, sem levar em condição sua raça ou cor.” (Doutrinas e Convênios pág. 311) leia também Doutrina mórmon (1966 ed.), pp. 526-528 (1979)

 

Tradução: Paulo Cristiano da Silva

Falsas Profecias Mórmons

Jesus disse: " acautelai-vos dos falsos profetas" (Mateus 7:15) e o Apóstolo João advertiu que " muitos falsos profetas têm saído pelo mundo " (1 João 4:1) .  Como nós podemos identificar um falso profeta?  Um teste simples, mas fundamental é examinar as profecias que eles fizeram em nome de Deus. Se uma única dessas profecias não se cumprir o pregador é identificado como um falso profeta e nós somos exortados a não darmos atenção a ele (Deuteronômio 18:20-22).

Uma resposta comum que os mórmons costumam dar quanto a isto, para evitar as sérias implicações que as inumeráveis falsas profecias de Smith e Brigham Young fizeram, é citar as próprias palavras de Smith," um profeta só é um profeta quando ele estiver agindo como tal. "  Entretanto, um exame cuidadoso das declarações dos líderes da SUD a seguir, mostra que eles estavam reivindicando autoridade profética ao emitir tais declarações. 

·         Joseph Fielding Smith – “O Senhor decretou que os filhos de Caim não deveriam ter o privilégio de participar do sacerdócio até que Abel tivesse uma posteridade que alcançasse o sacerdócio, e isso teria que ser no futuro distante. Quando isso for realizado em algum outro mundo, então as restrições serão removidas dos filhos de Caim.”—Respostas ás perguntas do Evangelho, vol. 2, pág., 188 (1958)

·          Joseph Smith -  UM templo será construído neste lugar [Lote do Templo, Kirtland, Ohio] nesta geração—Doutrina e Convênios 84:4-5 (22 de setembro 23, 1832)

·          Joseph Smith – “E agora Sião prosperará se fizer estas coisas, e se esparramará e se tornará muito gloriosa, muito grande e muito terrível.” Doutrina e Convênios  97:18-20 (2 de agosto de 1833)

·          Joseph Smith - os mórmon voltarão a Sião, o único lugar que Deus designou para os santos. , Doutrina e Convênios 101:16-21 (16 de dezembro de 1833)

·          Joseph Smith - seriam achados Tesouro, ouro e prata, em Salém, Massachusetts e seria deles.  Doutrina e Convênios  111:1-11 (6 de agosto de 1836)

·         Joseph Smith - " Verily assim saith o Deus..." David Patten para ir em uma missão a primavera seguinte (1839). —Doutrina e Estipula 114:1-2 (17 de abril de 1838)

·          Joseph Smith – Que a cidade de Far West seja uma terra santa e consagrada a mim; e o local da minha casa. Doutrina e Convênios  115:7-12 (26 de abril de 1838)

·         Joseph Smith - O nome de Oliver Granger será tido em herança sagrada de geração em geração, para todo o sempre. Doutrina e Convênios  117:12-15 (8 de julho de 1838)

·         Joseph Smith - John C. Bennett para ajudar Joseph Smith, Deus viu que o amor dele seria grande. Doutrina e Convênios  124:16-17 (19 de janeiro de 1841)

·         John Whitmer - Profecia sobre o retorno de Deus por Lyman Wight. História   da Igreja, vol. 1, pág. 176, (1831 de junho)

·         Joseph Smith - Joseph Smith profetizou que continuaria no escritório de seu pai até á volta de Cristo —História da Igreja, vol. 1, pág. 323, (23 de janeiro de 1833) 

·         Joseph Smith - " eu profetizo no nome do Deus de Israel, a menos que os Estados Unidos reparem as injustiças cometidas... em alguns anos o governo será totalmente subvertido...—História da Igreja, vol. 5, pág. 394, (18 de maio de 1843)

·         Joseph Smith - " eu profetizo no nome do Deus de Israel, angústia e ira e tribulação nesta terra e a retirada do Espírito de Deus desta geração, até que eles sejam visitados com desolação absoluta. ... Eu profetizo eles nunca terão poder para me matar...—História da Igreja, vol. 6, pág. 58, (15 de outubro de 1843) 

·         Brigham Young - Caim e sua posteridade permanecerão amaldiçoadas e não receberão o sacerdócio até que todos os outros filhos de Adão tenham este  privilégio. —Diário de Discursos, vol. 2, pág. 143, (12 de dezembro de 1854) 

·         HEBER C. Kimball - " Brigham Young se tornará o Presidente dos Estados Unidos ". —Diário de Discursos, vol. 5, pág. 219, (6 de setembro de 1856)

·         Brigham Young - A marca de Caim é um nariz chato e pele preta. —Diário de Discursos, vol. 7, pág. 290, (9 de outubro de 1859)

·         Brigham Young - A maldição permanecerá nos negros de forma que eles nunca poderão celebrar o sacerdócio mórmon até que todos os outros descendentes de Adão recebam as promessas e desfrute as bênçãos do Sacerdócio. —Diário de Discursos, vol. 7, pág. 291, (9 de outubro de 1859)

·         Brigham Young, " os únicos homens que se tornam Deuses, até mesmo os Filhos de Deus, são os que praticam poligamia ". —Diário de Discursos, vol. 11, pág. 269, (19 de agosto de 1866)

·         Orson Pratt - Deus devolverá os mórmon a Sião no município de Jackson- Missouri. —Diário de Discursos, vol. 13, pág. 138, (10 de abril de 1870)

·         Orson Pratt - " Deus prometeu no ano de 1832 que nós devemos, antes desta geração morrer, retornar e construir a Cidade de Sião no Município " de Jackson. —Diário de Discursos, vol. 13, pág. 362, (5 de maio de 1870)

·         Brigham Young - Para o Congresso exigir a renúncia da poligamia é pedir a renúncia da fé.  Estrela milenária, vol. 27, pág. 675-676,  

·         HEBER C. Kimball – A pluralidade de esposas é uma lei estabelecida por Deus para sempre.  Seria mais fácil para os Estados Unidos construírem uma torre para remover o sol do que remover a poligamia. Estrela milenária, vol. 28, pág. 190,  

·         Brigham Young - " Nós construiremos o município de Jackson nesta geração "— Tempo e Estações, vol. 6, pág. 956, (6 de abril de 1845)

 

Traduzido por PAULO CRISTIANO DA SILVA

  OS MÓRMONS

DIZEM POSSUIR AS CHAVES DO SACERDÓCIO:

         “Joseph Smith e Oliver Cowdery receberam as chaves...” (Livro de Mórmon – Ed.98, Apêndice pág.37).  Hoje todos os mórmons reconhecem o sacerdócio de Arão e Melquisedeque, tendo como ponto de partida as supostas revelações de Smith. A Bíblia, porém, diz que o sacerdócio de Arão foi removido; “De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico{ou de Arão}(pois sob este o povo recebeu a lei), que necessidade havia ainda de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e que não fosse contado segundo a ordem de Arão? Pois, mudando-se o sacerdócio{ o sacerdócio de Arão foi removido ou mudado}, necessariamente se faz também mudança da lei...” ( Hb.7:11-12) e o sacerdócio de Melquisedeque pertence exclusivamente a Cristo; “...Tu és sacerdote eternamente segundo a ordem de Melquisedeque), de tanto melhor concerto Jesus foi feito fiador. E, na verdade, aqueles foram feitos sacerdotes em grande número, porque pela morte foram impedidos de permanecer, mas este, porque permanece para sempre, tem o seu sacerdócio perpétuo” (Hb.7:21-24). A palavra grega para “perpétuo”, nesse versículo, é aparábatos, e só aparece aqui, em todo o Novo Testamento, e significa: “imutável, inalterável, intransmissível, intransferível” (DF). O Dr. Robertson diz: “Deus pôs a Cristo neste sacerdócio (o de Melquisedeque), e ninguém mais pode introduzir-se nele”. Os mórmons dizem exercer um sacerdócio que, segundo a Bíblia, foi removido ou mudado, e outro que pertence exclusivamente a Cristo. Essa crença mórmon, portanto, é uma prática inconsistente, sem base Bíblica, ou seja, Smith não recebeu nenhum sacerdócio, mas sim inventou um embuste, para criar uma falsa idéia de que a sua Igreja tinha algo que as outras não possuíam.

         O importante é o que diz a Bíblia e para Ela  somos um reino de sacerdotes; “e nos fez reino, sacerdotes para Deus (Ap.1:6). Dentro da verdadeira Igreja de Jesus Cristo não existe uma classe de sacerdotes pertencentes ao sacerdócio Araônico, Levítico ou Melquisedequista, todos pela graça e misericórdia de Deus fomos chamados a exercer um sacerdócio em Cristo e em favor uns dos outros e dos perdidos, anunciando-lhes as virtudes de Graça de nosso Senhor. Aleluia!!! 

A Verdade Acerca do "Deus-Adão"

A doutrina do Deus-Adão é um espinho para a igreja dos Santos dos Últimos Dias. Espinho esse que gostariam que desaparecesse. Brigham Young ensinou que Adão era Deus. Ele apresentou esta doutrina por mais de 20 anos em muitos sermões diferentes. A igreja mórmon acreditava nela, aceitou-a e ensinou-a pelo menos por 50 anos. Os mórmons de hoje, em geral, negam essa doutrina.

O "Profeta Vivo" e atual presidente dos Santos dos Últimos Dias, Spencer W. Kimball, agora chama esta doutrina do Deus-Adão de "doutrina falsa". Se os mórmons seguem a Brigham Young nesta doutrina herética de Adão ser Deus, revelam que a igreja dos Santos dos Últimos Dias é falsa, inegavelmente. A doutrina Deus-Adão contradiz o Livro de Mórmon. Contradiz a Bíblia. Não somente isto, também é contra-senso puro e completo. Entretanto, é um fato inegável que Brigham Young ensinou esta doutrina! Abandonar a doutrina e preservar a integridade do "profeta" é impossível. Isto despedaçaria a lógica, emascularia a honestidade, e denudaria a verdade.

Deixe-me resumir. Crer que Brigham Young foi um profeta de Deus e aceitar sua revelação do Deus-Adão é admitir que o "profeta" de hoje Spencer W. Kimball e a igreja dos Santos dos Últimos Dias são falsos. Rejeitar a doutrina Deus-Adão é negar o "profeta" que a apresentou--Brigham Young--e admitir que ele era profeta falso. Esta contradição doutrinária prova que a igreja dos Santos dos Últimos Dias é uma igreja falsa, liderada por vários anos por um profeta falso.

Agora examinemos breve mas honestamente as evidências. Preste atenção às datas à medida que prosseguimos.

A Doutrina do Deus-Adão

Brigham Young evidentemente introduziu esta doutrina num sermão que pregou no dia 9 de abril de 1852. Leia-o no contexto no Journal of Discourses: "Agora ouvi, ó habitantes de terra, judeus e gentios, santos e pecadores! Quando nosso pai chegou ao jardim do Éden, entrou nele com um corpo celestial, e trouxe consigo Eva, uma de suas esposas. Ele ajudou a organizar este mundo. Ele é Miguel, o Arcanjo, o Ancião de Dias! Acerca de quem santos homens têm escrito e falado--ele é nosso pai e nosso Deus, e o único Deus com quem devemos lidar" (vol. 1, p.50, 51, itálicos do autor).

Repetidas vezes Brigham Young ensinou que Adão era Deus. Isto não foi uma tirada única e isolada.

Agora leia a contradição clara do atual presidente e profeta vivo dos mórmons, Spencer W. Kimball: "Prevenimos-vos contra a disseminação de doutrinas que não são segundo as escrituras e que supostamente foram ensinadas por algumas das Autoridades Gerais das gerações passadas. Tal é o caso, por exemplo, da teoria do Deus-Adão. Denunciamos tal teoria e esperamos que todos tomem precaução contra esta e outros tipos de doutrinas falsas " (1) (itálicos do autor).

Os mórmons gostariam que seu povo e os de fora acreditassem que Brigham Young foi citado erradamente ou mal compreendido. Gostariam de pensar que esta doutrina do Deus-Adão fosse uma tentativa de difamar o seu profeta, por parte dos antimórmons.

Não obstante, qualquer mórmon honesto e que esteja disposto a encarar os fatos pode descobrir por si mesmo exatamente o que Brigham Young ensinou sobre o assunto no Journal of Discourses e outros escritos mórmons. Para os que não têm acesso ao Journal of Discourses, Melaine Layton, Jerald e Sandra Tanner e Bob Witte trazem, em seus respectivos livros, fotocópias dos sermões de Brigham Young acerca de Adão ser Deus.

Adão, Quem é Ele?

Mark E. Peterson, apóstolo mórmon, escreveu um livro intitulado Adam, Who Is He? Afirmava ele que o apóstolo mórmon Charles C. Rich ouviu, no dia 9 de abril de 1852, o sermão que Brigham Young pregou sobre a doutrina do Deus-Adão e ouviu Brigham Young dizer algo diferente sobre o ponto que realmente estava registrado. Segundo o apóstolo Rivh, Brigham dissera: "Que idéia erudita! Jesus, nosso irmão mais velho, foi gerado na carne pelo mesmo personagem que esteve no jardim do Éden, e que conversou com nosso Pai do céu." Examinemos esta afirmativa e verifiquemos sua exatidão e honestidade históricas.

O historiador mórmon, Leonard J. Arrington, escreveu um livro intitulado Charles G. Rich, Mormon General and Western Frontiersman. Nesse, livro, Arrington conta de uma viagem que Rich fez. Diz ele que Rich deixou San Bernardino, na Califórnia, no dia 24 de março de 1852, em direção ao vale de Salt Lake, com um carroção carregado de suprimentos. De Salt Lake ele retornou a San Bernardino, chegando aqui no dia 20 de agosto de 1852, em 22 dias, "a viagem mais rápida de que se tem registro", segundo Arrington.[2] Obviamente, se Rich levou 22 dias para ir de Salt Lake City a San Bernardino - e essa foi a "viagem mais rápida de que se tem registro", ele teria levado pelo menos 22 dias para ir de San Bernadino ao Vale de Salt Lake. Portanto, se ele saiu de San Bernardino no dia 24 de março, teria sido impossível que Charles C. Rich chegasse a Salt Lake City no dia 9 de abril a tempo de ouvir o sermão de Brigham Young. Os escritores mórmons nem mesmo conseguem conciliar suas evasões da verdade!

Brigham Young disse que quando seus sermões eram corrigidos, eram escritura.[3] Ele falou como o "profeta vivo" oficial da igreja dos Santos dos Últimos Dias, dando a seu povo, ostensivamente, a revelação que Deus tinha para eles. Um ano depois de ele pregar este sermão, o ponto central deste mesmo sermão acerca do Deus-Adão foi publicado no Millenial Star mórmon, enfatizando que Brigham Young havia ensinado que Adão era Deus. O sermão logo foi reproduzido no Journal of Discourses, onde Brigham Young tinha de aprová-lo. Ele não o mudou nem o rejeitou em parte alguma. Desde 1852 até à morte de Brigham Young, em 1877, o sermão permaneceu intacto como ele permitira que fosse reproduzido no Journal of Discourses, Ainda está lá.

A afirmação de Mark Peterson foi, simplesmente, uma de muitas tentativas para encobrir o ensino de Brigham Young acerca do Deus-Adão. Temos apresentado algumas das evidências quanto ao fato de Brigham Young ter inegavelmente ensinado a doutrina herética de que adão foi Deus, e ter acrescentado que Adão era "o único Deus com quem devemos lidar". Isto elimina Jesus, Eloim e todos os outros deuses mórmos.

Rejeitamos a idéia de que Brigham Young foi citado erradamente ou compreendido mal em sua mensagem de 9 de abril de 1852. Chamamos atenção ao fato de que Brigham Young ainda ensinava a mesma doutrina do Deus-Adão 21 anos mais tarde! Numa citação de um jornal mórmon, The Deseret News, de 18 de junho de 1873, 21 anos depois do primeiro sermão de Brigham Young sobre o Deus-Adão, em 9 de abril de 1852, Young disse: "Quanta descrença existe nas mentes dos Santos do Últimos Dias em relação a uma doutrina particular que a ele revelei, e que me foi revelada por Deus...a saber que Adão é nosso Pai e Deus... Nosso Pai Adão ajudou a formar esta terra, ela foi criada expressamente para ele e depois de ter sido ela criada ele e seus companheiros para aqui vieram. Ele trouxe consigo uma de suas esposas, chamada Eva, por ser a primeira mulher sobre esta terra. Nosso Pai Adão é quem está no portão e tem as chaves da vida eterna e da salvação a todos os seus filhos que já vieram e que virão à terra... 'Bem', diz alguém 'Por que Adão foi chamado Adão'? Ele foi o primeiro homem sobre a terra, e seu estruturador e criador. Ele, com a ajuda de seus irmãos, trouxe-a à existência. Então disse ele: 'Desejo que meus filhos que estão no mundo dos espíritos venham e habitem aqui. Uma vez já vivi numa terra parecida com esta, num estado mortal. Fui fiel, recebi munha coroa de exaltação [tornou-se um "Deus" segundo o ensino mórmon]. Tenho o privilégio de estender minha obra, e o seu aumento não terá fim. Desejo que meus filhos que me nasceram no mundo dos espíritos venham e tomem tabernáculos na carne, que seus espíritos possam ter uma casa, um tabernáculo ou uma habitação como o meu tem, e onde está o mistério?'"[4]

A Criação de Deus

Seria difícil conseguir mais contradições com a Bíblia numa afirmação curta como esta. Leia o simples relato de Gênesis 1-2 que afirma que Deus criou o homem, soprou nele o alento da vida - o que, se ele já estivesse vivo, teria sido desnecessário. Esta criação então tornou-se o primeiro homem, Adão, alma vivente. Eva foi criada por Deus, aqui nesta terra, do corpo de Adão; ela obviamente não foi trazida aqui por Adão como "uma de suas esposas". Adão não teve absolutamente nada que ver com a criação da terra. Ele era uma mera criatura insignificante feita por Deus depois de ter sido formada a terra.

(A propósito, Deus deu uma esposa a Adão, não mais que uma. O homem quebrou este padrão de monogamia mais tarde, para seu própio pesar como para o de Deus. No Novo Testamento Deus claramente afirmou seu plano para o casamento, em passagens tais como Mateus 19:5. Ao falar do homem deixar seu pai e sua mãe e apegar-se à sua esposa, disse ele, os dois serão uma carne. Cristão algum no Novo Testamento todo jamais disse ter mais do que uma esposa de cada vez; e aos bispos, anciãos e diáconos, como cristãos comprovados, era terminantemente proibido ser marido de mais de uma mulher [ver 1 Timóteo 2-3; Tito 1]. Sob a nova aliança - o Novo Testamento - com maior luz e com o Espírito Santo habitando seu povo, Deus proíbe terminantemente a prática de se ter mais de uma esposa, o que ele havia "deixado passar" nos dias do Antigo Testamento [Atos 17:30].

Historicamente, os líderes mórmons têm ignorado e quebrado o mandamento explícito de Deus com relação ao casamento. Muitos dos fundadores mórmos - José Smith, Brigham Young, e seus bispos e anciãos - tiveram mais de uma esposa. Isto significa que não eram qualificados para o cargo que possuíam, e que todas as suas afirmações de autoridade eram espúrias aos olhos de Deus!)

Brigham Young não somente introduziu em 1852 a doutrina do Deus-Adão, mas continou a ensiná-la por muitos anos, como prova outro sermão de 1857;[5] e ele ainda a pregava em 1873. Outras fontes mórmons também substanciam este fato. A doutrina do Deus-Adão de Brigham Young foi citada exata e largamente em publicações mórmons por muitos anos. Brigham Young viu muitas, se não todas, destas citações, bem como seus sermões no Journal of Discourses. Ele teve anos e anos de oportunidade para corrigir qualquer citação errada nessas publicações; não o fez. Isto prova, efetivamente, que ele ensinou e queria dizer que Adão é Deus, e o "único Deus com quem devemos lidar"! Ai do mórmon que não crer no "profeta vivo" e em sua "revelação"! E ai do mórmon que nele crê!

F.D. Richards, mórmon preeminente, disse: "A respeito da doutrina de Adão ser nosso Pai e Deus... o profeta e apóstolo Brigham a declarou, e essa é a palavra do Senhor."[6]

E então Diary of Hosea Stout: "Outra reunião esta noite. O presidente B. Young ensinou que adão foi o Pai de Jesus e o único Deus para nós."[7]

O líder mórmon George Q. Cannon ensinou que "Jesus Cristo é Jeová", e que "Adão é seu Pai e nosso Deus".[8]

Um comentário muito interessante foi feito pelo mórmon A.F. MacDonald em "Minutes of the School of the Prophets, Provo, Utah, 1868-1871" (pp.39,39) muitos anos depois do primeiro sermão de Brigham Young sobre o Deus-Adão em 1852: "A doutrina pregada pelo presidente Young alguns anos atrás na qual ele diz que Adão é nosso Deus - o Deus que adoramos - nisso crê a maioria do povo... Orson Pratt disse não crer nela, ...se o presidente faz uma afirmação não é nossa prerrogativa disputá-la... quando ouvi pela primeira vez a doutrina de Adão ser nosso Pai e Deus, fiquei favoravelmente impressionado - gostei dela e a vi como uma nova Revelação - pareceu-me razoável que como pai de nossos espíritos, ele nos trouxesse aqui."

O mórmon Edward W. Tullidge escreveu: "Adão é nosso Pai e Deus. Ele é o Deus da terra; assim diz Brigham Young."[9]

O ponto está estabelecido: Brigham Young deveras ensinou que Adão era Deus, "o único Deus com quem devemos lidar". Como diz Melaine Layton, uma ex'mórmon de grande conhecimento, em seu excelente livro Mormonism, ainda não publicado: "É verdade que os mórmons de hoje não acreditam nisso; entretanto, vários mórmons disseram-me que o crêem. A maior parte dos restantes ou nunca ouviram falar de tal coisa ou dizem simplesmente que não é verdade. Entretanto permanecem os fatos: Por mais de 50 anos (1852-1903), os escritores oficiais do mormonismo ensinaram, sem hestitação, que Adão é nosso Deus, e a grande maioria das pessoas acreditou nisto!"

O Profeta Contraditório

Considere, outra vez, a contradição incrível do presidente e "profeta vivo", Spencer W. Kinmball: "Admoestamo-vos contra a disseminação de doutrinas que não estão de acordo com as escrituras e que supostamente foram ensinadas por algumas das Autoridades Gerais das gerações passadas. Tal é o caso, por exemplo, da teoria do Deus-Adão. Denunciamos tal teoria e esperamos que todos tomem cautela contra esta e outras espécies de doutrinas falsas" (itálicos do autor). Como sabiamente diz Wally Tope referindo-se a esta afirmação: "Ou Spencer W. Kimball está mentindo; não fez seu trabalho de casa; ou recusa-se a crer na linguagem clara. Todas as alternativas são inescusáveis.

Simplesmente não existe saída. É impossível e totalmente desonesto fingir que Brigham Young foi citado erradamente ou compreendido mal por mais de 50 anos pelos líderes mórmons e milhares de pessoas. Se suas "revelações" foram contraditadas em data posterior, por que ter um "profeta vivo"? Como sabem os mórmons que não estão interpretando mal seu profeta atual? Quantidade alguma de desculpas vai satisfazer um Deus Santo que exige a verdade de acordo com sua verdadeira Palavra, a Bíblia. A doutrina do Deus-Adão é falsa, por um profeta falso, numa igreja falsa.

Esta doutrina falsa levou a outras doutrinas blasfemas que Brigham também ensinou. Entre estas está a que diz ter sido Adão o pai de Jesus, como resultado de relações sexuais com a virgem Maria, de modo que Jesus realmente não nasceu de uma virgem como declara claramente que "Jesus Cristo não foi gerado pelo Espírito Santo".[11]

A Bíblia diz: "O que está concebido nela é do Espírito Santo."

Sabemos que nenhum profeta verdadeiro de Deus contradiz a Palavra de Deus. Entretanto, já lidamos com este assunto e o mencionamos aqui meramente para mostrar a que ponto a doutrina do Deus-Adão de Brigham Young o levou. Certamente, o Jesus que os mórmons conhecem não é o Jesus da Bíblia.

_________

Notas

[1] Church News, 9 de outubro de 1976.

[2] Leonard J. Arrington, Charles G. Rich, Mormon General and Western Frontiersman (Salt Lake : BYU Press, sem data), p. 173.

[3] Journal of Discourses, vol. 13, p. 95.

[4] The Deseret News, 18 de junho de 1873.

[5] Journal of Discourses, 1857, vol. 5, p. 331.

[6] Millenial Star, 26 de agosto de 1954, vol. 16, p. 534.

[7] Diary of Hosea Stout, 9 de abril de 1852, vol. 2, p. 435.

[8] Diary Journal of Abraham H. Cannon, 23 de junho de 1889, vol. 11, p.39.

[9] The Women of Mormondom, 1877, pp. 79, 179, 196, 197.

[10] Wally Tope, "Maximizing Your Witness to Mormons", p. 20.

[11] Journal of Discourses, vol. 1, pp. 50, 51.

A Falha Fatal

É o Deus do mormonismo o Deus da Bíblia? É o Cristo do mormonismo o Cristo da Bíblia?

Efésios 4:15 adverte-nos a "falar a verdade em amor", e procurarei, com a ajuda de Deus, fazer justamente isso. Deus ama a mórmons e a não-mórmons e Cristo morreu por ambos. Ele procura corações honestos e inquiridores onde quer que os possa encontrar.

O ponto central de qualquer reinvindicação de ser cristão é o que tal posicionamento ensina acerca de Deus e de Jesus Cristo. Se a pessoa tiver idéias erradas a respeito de Deus, então é fácil que doutrina errada flua desta falha fatal.

Portanto, examinemos, amável e objetivamente o que o mormonismo ensina acerca de Deus e o que a Bíblia ensina. É o Deus do mormonismo o Deus da Bíblia?

O Deus dos mórmons

O coração, a própia essência da doutrina mórmon, o embrião de que surgiu o mormonismo, o alimento que o sustenta, e a meta pela qual mórmons sinceros lutam é sua crença em Deus: "Cremos em um Deus que em si mesmo é progressivo, cuja majestade é a inteligência; cuja perfeição consiste em progresso eterno - um Ser que atingiu seu estado de exaltação por um caminho que agora seus filhos têm permissão de seguir, cuja glória é sua herança partilhar. A despeito da oposição das seitas, em face a acusações diretas de blasfêmia, a igreja proclama a verdade eterna, 'Como é o homem, Deus uma vez já foi; como Deus é, o homem pode ser" [1] ( itálicos do autor).

Aqui, nas Regras de Fé, um dos livros mais preciosos para o mormonismo, temos o centro do seu ensino. Qual é? Deus uma vez já foi homem e ganhou ou atingiu ou progrediu até chegar a ser Deus. O homem, por sua vez, também pode ganhar, atinguir ou progredir até ser Deus. Este é um dos motivos fundamentais para as boas obras que os mórmons praticam, pelo trabalho de sua igreja e templo.

A fim de evitar que alguém ainda pense que não é isso que o mormonismo ensina, deixe-me citar outra vez - de suas próprias fontes - o próprio profeta José Smith: "O próprio Deus já foi como somos agora, e é um homem exaltado e senta-se no trono dos céus além!... Vou dizer-lhe como Deus veio a ser Deus. Sempre imaginamos e supusemos que Deus fosse Deus desde toda a eternidade. Refutarei tal idéia e tirarei o véu, par que possam ver." [2]

Ainda de outra fonte mórmon: "Os profetas mórmons têm ensinado continuamente a verdade sublime que Deus o Pai Eterno uma vez homem mortal que passou por uma escola da vida terrena similar à qual estamos passando agora. Lembrem-se que Deus, nosso Pai Celestial foi, talvez, em algum tempo, uma criança, e mortal como nós somos, e se elevou passo a passo na escala do progresso, na escola do desenvolvimento." [3]

Compreendemos agora claramente o que o mormonismo ensina acerca de Deus e do homem? O profeta Smith e seus seguidores ensinam que Deus não foi sempre Deus, e que ele teve de ganhar, progredir, trabalhar, antigir o ser Deus. Uma vez ele foi homem como nós antes de se tornar Deus. Nós, também, podemos trabalhar, progredir, ganhar e atingir a estatura de Deus. "Como é o homem, Deus uma vez já foi; como Deus é, o homem pode ser."

O Deus da Bíblia

A Bíblia é a revelação original de Deus, antedata o Livro de Mórmon de muitos séculos. Em qualquer conflito de pontos de vista, a Bíblia deve ter precedência sobre o Livro de Mórmon e também sobre quaisquer outros livros ou ensinamentos sagrados do mormonismo.

Agora comparemos o Deus da Bíblia com o Deus do mormonismo. Primeiramente, jamais houve, não há e nunca haverá nenhum outro senão o único Deus verdadeiro.

A Palavra de Deus declara em 1 Coríntios 8:5, 6: "Porque, ainda que há também alguns que se chamem deuses, quer no céu, ou sobre a terra, como há muitos deuses e muitos senhores todavia, para nós há um só Deus" (itálicos do autor). Neste versículo o apóstolo Paulo refere-se ao politeísmo pagão, que incluía muitos deuses e ídolos. Ele declara enfaticamente que há somente um único Deus, o Deus, que nós, os verdadeiros crentes em Cristo, conhecemos.

Ainda muito mais devastador para o mormonismo, entretanto, é a palavra de Deus em Isaías 43:10: "Vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor, o meu servo a quem escolhi; para que o saibais e me creiais e entendais que sou eu mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou e depois de mim nenhum haverá" (itálicos do autor).

Examine, cuidadosamente, Isaías 44:6: "Assim diz o Senhor, Rei de Israel, seu Redentor, o Senhor dos Exércitos: Eu sou o primeiro, e eu sou o último, e além de mim não há Deus" (itálicos do autor).

Continue a ler em Isaías 46:9: "Lembrai-vos das cousas passadas da antigüidade; que eu sou Deus e não há outro, eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim" (itálicos do autor).

Agora está claro que Deus declara que ele é o único e verdadeiro Deus, neste universo ou em qualquer outro, neste mundo ou em qualquer outro, neste planeta ou em qualquer outro. Não há outro Deus. Este é o próprio Deus de Gênesis 1:1: "No princípio criou Deus os céus e a terra." Gênesis 1:16 diz-nos que ele fez as estrelas e Gênesis 2:1 declara: "Assim, pois, foram acabados os céus e a terra, e todo o seu exército."

Deus criou todos os mundos possíveis, universos, planetas e estrelas e Ele é o único Deus de todos eles. Não há outros deuses em, existência em qualquer outro lugar. Ele só é o único e verdadeiro Deus. Não houve Deus antes dele, não há outro Deus agora, e jamais haverá qualquer outro Deus. Ele é o primeiro e o último.

Um do nomes primários de Deus, Jeová, significa, em essência, o que tem existência em si mesmo; aquele que tem a vida dentro de si mesmo, original, permanentemente e para sempre.

Deus, então jamais foi homem, jamais foi mortal, mas sempre foi Deus. Ele não é agora um "homem exaltado", como afirma o mormonismo. Deus declara explicitamente: "Porque eu sou Deus e não homem" (Oséias 11:9).

Uma vez que Deus declarou claramente em Isaías 43:10 que não haveria Deus depois dele, homem algum jamais, agora, no futuro, ou na eternidade tornar-se-á Deus. Portanto, o credo mórmon em seu ponto principal: "Como é o homem, Deus uma vez já foi; como Deus é, o homem pode ser", é totalmente antibíblico. Não é de Deus. "Antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá" (Isaías 43:10; itálicos do autor).

Deus não teve de conseguir ser Deus e jamais foi homem. Ele sempre foi Deus. Salmos 90:2 diz: "Antes que os montes nascessem e se formasse a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus."

Ora, todos nós sabemos que eternidade significa sem fim, que dura para sempre. Então o que "de eternidade", significa? Exatamente a mesma coisa,

mas aplicada ao passado. Deus foi Deus desde o passado eterno, assim como somente ele é Deus agora, e assim como somente ele será Deus no futuro eterno, sem fim!

Isto é inteiramente contrário ao ensinamento mórmon: "como é o homem, Deus uma vez já foi; como Deus é, o homem pode ser." Não podemos conciliar as duas idéias. Ou cremos nisto ou cremos na Bíblia.

O mormonismo diz que Deus uma vez já foi homem. A Palavra de Deus diz que Deus sempre foi Deus, nunca homem, de eternidade a eternidade.

O mormonismo diz que Deus teve um princípio. A Palavra de Deus diz que ele não teve.

O mormonismo diz que há muitos deuses que haverá mais. A Palavra de Deus diz que jamais houve, não há e jamais haverá outro Deus.

O mormonismo diz que o homem pode tornar-se Deus. A Palavra de Deus diz que jamais haverá qualquer outro Deus. O Cristianismo, bíblica e historicamente sempre foi monoteísta, crendo em um único Deus. O paganismo, bíblica e historicamente, tem sempre sido politeísta, crendo em mais de um Deus. O paganismo, bíblica e historicamente, tem sempre sido politeísta, crendo em mais de um Deus. Nem o Antigo nem o Novo Testamento, nem Jesus, nem seus discípulos, nem os cristãos primitivos, como pode ser provado pela história da igreja, jamais ensinaram que houvesse mais de um Deus.

Até aqui, neste capítulo, temos contrastado o Deus do mormonismo com o Deus da Bíblia. Descobrimos que o Deus dos mórmons e o Deus da Bíblia parece terem muito pouco em comum. É verdade que os mórmons referem-se a Deus em termos bíblicos que embaçam as diferenças berrantes e fatais aos olhos dos incautos; mas ao chamarem ao seu Deus de "eterno" têm eles um significado diferente do da Bíblia. Quando os escritos mórmons dão relatos brilhantes de "o Deus eterno, criador poderoso, pai eterno", e assim por diante, estas palavras maravilhosas não significam o que parecem dizer. Não têm relação verdadeira com o único verdadeiro Deus da Bíblia cujo próprio nome foi revelado a Moisés como "EU SOU", enfatizando que Deus foi, agora é, e para sempre será o único Deus!

Na segunda parte desta discussão sobre a falha fatal fazemos outra pergunta: É o Cristo do mormonismo o Cristo da Bíblia?

O Cristo

Os mórmons fizeram com Jesus Cristo o mesmo que fizeram com Deus. A Bíblia ensina que Jesus Cristo é Deus o Filho. Deus desceu à terra em carne humana para derramar seu sangue por nossos pecados e vencer a morte por nós por meio da ressurreição corpórea.

Os mórmons ensinam que Jesus Cristo é um Deus chamado Jeová, outro Deus, diferente de Deus Pai cujo nome é Eloim. A Bíblia usa estes nomes intercambiavelmente, aplicando-os ao único e verdadeiro Deus e a Jesus Cristo, como é indicado em Deuteronômio 6:4: "O Senhor [Jeová] nosso Deus [Eloim] é o único Senhor [Jeová]." Entretanto, o ensinamento dos mórmons concernente a Jesus Cristo é que "Cristo o Verbo, o Unigênito, havia é claro, atingido o status de divindade ainda na pré-existência". (4)

Contrário ao ensino mórmon, Cristo sempre foi, agora é, e para sempre será Deus. Ele não atingiu o estado de ser Deus porque jamais houve época em que Ele não fosse Deus.

É claro, que Cristo tem um começo no que se tornou homem mediante o nascimento virginal. Entretanto, examine Isaías 9:6: "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; [uma profecia clara e reconhecida universalmente da vinda de Cristo] e o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus, Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz" (itálicos do autor). Aqui a Palavra de Deus chama a Jesus Cristo de "Deus, o Pai da Eternidade." (Ver também Jeremias 32:18.)

É isso mesmo, Jesus Cristo é esse único, verdadeiro e eterno Deus, manifestado na carne (veja João 1:1; 1 Timóteo 3:16).Cristo é chamado de Deus numerosas vezes: "Senhor meu e Deus meu!(João 20:28); "Mas, acerca do Filho: O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre" (Hebreus 1:8). Uma vez que Deus declarou em Isaías 43;10 (e em outros vários lugares) que ele é o único Deus, e que jamais haverá outro, Jesus Cristo, então, ou é um Deus falso ou não é Deus de modo algum, ou ele é esse único Deus verdadeiro revelado na carne como o Filho de Deus.

Outra profecia que se refere a Jesus Cristo, o Deus-homem, Miquéias 5:2: "E tu, Belém Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade." Este "desde os dias da eternidade" definitivamente significa desde toda a eternidade passada, sem nenhum princípio, como já verificamos.

João 1:1 declara: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus." (Mais tarde em 1:14 vemos que "o Verbo se fez carne, e habitou entre nós", o que torna Cristo e o Verbo sinônimos.) João 1:1 ensina-nos que Cristo era o Verbo e que ele estava com Deus e que ele era (não se tornou) Deus. De novo, aqui no primeiro versículo do evangelho de João, vemos que Deus foi Deus desde o princípio (o que aqui possui o significado de "de todo o tempo") e assim Jesus Cristo foi Deus desde o princípio, de todo o tempo!

Jesus Cristo aceitou a adoração como Deus em muitas ocasiões porque era Deus. Por exemplo: "E eis que Jesus veio ao encontro delas, e disse: Salve! E elas, aproximando-se, abraçaram-lhe os pés, e o adoraram" (Mateus 28:9).

Ora, Deus proibiu totalmente a adoração a qualquer outro deus, em passagens bíblicas tais como Êxodo 34:14: "Porque não adorarás outro deus: pois o nome do Senhor é Zeloso; sim, Deus zeloso é ele." O fato de Jesus permitir, encorajar e aceitar a adoração, indentifica-o como Deus, e há somente um único Deus que já foi e será Deus, "de eternidade a eternidade".

Não somente o Deus do mormonismo não é o Deus da Bíblia, mas também temos de afirmar que o Cristo do mormonismo não é o Cristo da Bíblia. O ensinamento mórmon acerca de Deus e de Jesus Cristo leva-nos ainda para mais um erro doutrinário - a doutrina da salvação.

O Caminho da Salvação

A crença mórmon de que "como é o homem, Deus uma vez já foi; como Deus é, o homem pode ser" presta-se à decepção da pessoa que não é salva e leva-a a pensar que de alguma forma pode ganhar sua salvação, ou ajudar a ganhá-la. Esta crença alimenta a idéia de que o homem pode tornar-se uma ovelha de Deus ao ignorar sua natureza pecaminosa e agir como uma ovelha, o que é tão fútil como um porco agir como uma ovelha a fim de se tornar ovelha.

É preciso que nossa natureza seja mudada pelo novo nascimento, e assim recebamos uma natureza nova: "Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Romanos 3:23). Quantidade alguma de igreja, batismo ou boas obras pode mudar nossa natureza ou pagar nossos pecados. Devemos voltar-nos unicamente para Jesus por salvação, sabendo que o seu sangue derramado nos limpará de todo o pecado. Simultaneamente, ao invocar seu nome, com fé, ele entrará em nossa vida para mudar nossa natureza de dentro para fora. Isso nos torna verdadeiros filhos de Deus. "Nada em nossas mãos trazemos, simplesmente à tua cruz nos apegamos."

Temos a salvação mediante a graça de Deus: "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie" (Efésios 2:8,9).

A graça de Deus sobre a qual os mórmons às vezes escrevem está muito longe da graça de Deus de que fala a Bíblia. O conceito mórmon da graça consiste, em parte, em fazer boas obras na igreja, no templo e boas obras religiosas, desta forma fazendo com que a pessoa se torne digna da graça de Deus. A graça bíblica é estendida livremente aos que nada merecem, como no caso do ladrão na cruz (veja Lucas 23:39-43). Ao invocarmos a Cristo, não merecendo, mas com fé, ele responde com a salvação instantânea. Então, à medida que ele entra em nossa vida e nos torna filhos de Deus, Cristo muda nossa vida de dentro para fora. Recebemos nova natureza, novos desejos, novo amor e novo poder. Veja o assassino louco, Saulo, que se tornou um missionário magnífico, Paulo, depois de um encontro vital com o Cristo ressurreto na estrada de Damasco.

Resumindo

Uma das coisas que os cristãos acham mais complicadas para compreender e aceitar é que os amigos mórmons usam a mesma terminologia, mas para significar coisa inteiramente diferente.

Muitos cristãos, tragicamente, nunca analisam as palavra de amigos mórmons sinceros que declaram ter aceito Cristo como seu Salvador e amá-lo. Dizem depender dele para sua salvação. É claro, podem acrescentar, que têm um pocou mais de luz, de verdade, ou uma salvação mais elevada, uma vez que são mórmons e pertencem à igreja mórmon!

Os mórmons usam o nome de "Cristo", mas ao fazê-lo estão pensando em alguém ou em algo inteiramente diferente, a menos que não conheçam a doutrina mórmon. Nesse caso ele não é mórmon de modo nenhum, a não ser de nome. Se ele realmente aceita o Cristo da Bíblia, logo terá sede de um oásis de verdadeiros cristãos, e deixará a igreja mórmon.

De qualquer forma, se você tiver um amigo mórmon, ame-o e seja paciente com ele como desejaria que ele fosse com você e como Cristo é conosco. Entretanto, examine, gentil mas cuidadosamente seu testemunho até descobrir em que Cristo ele confia, e se ele crê ou não que exista mais de um Deus.

O mórmon verdadeiro deve crer nas escrituras mórmons tais como a Pérola de Grande Valor de José Smith: "E os Deuses ordenaram, dizendo: Que as águas debaixo do céu sejam ajuntadas em um lugar, e apareça a terra seca; e assim foi, como Eles ordenaram; e os Deuses chamaram à porção seca, terra; e ao ajuntamento das águas Eles chamaram as grandes águas; e os Deuses viram que Eles eram obedecidos" (Abraão 4:9,10).

Crer na existência de outros deuses é paganismo politeísta, não Cristianismo. É negação da Palavra de Deus. Realmente devemos escolher, como também devem nossos amigos mórmons, crer ou no Deus bíblico ou nos deuses do mormonismo. Eles se excluem mutuamente.

Os fariseus, intensamente religiosos, mas perdidos, cometeram um erro fatal. Adoravam a Deus usando o nome correto, faziam muitas boas obras para Ele, pertenciam ao sistema de adoração que Deus havia estabelecido, oraram muito, davam muito, prosperavam muito, eram extremamente religiosos e tinham sacerdotes em sua igreja. Os fariseus apareciam como anjos de luz e ministros da justiça e realmente criam estar certos, pertencer à única "igreja" verdadeira servindo a Deus, mas estavam tragicamente enganados. Verdadeiramente nunca aceitaram a Jesus Cristo como Deus e permaneceram perdidos para sempre, com exceção de alguns poucos que confiaram em Jesus.

Em Mateus 24:23,24 nosso Senhor pronunciou as espantosas palavras: "Então se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! ou: Ei-lo ali! não acrediteis; porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos."

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Notas

[1] James E. Talmage, A Study of the Articles of Faith (Salt Lake City: The Church of Jesus Christ of Latter-day Saints, 1952), p.430.

[2] Joseph Fielding Smith, comp., Teachings of Prophet Joseph Smith (Salt Lake City: Deseret News Press, 1958), p.345.

[3] Milton R. Hunter, The Gospel Through the Ages (Salt Lake City: Deseret Book Co., 1945), p.104.

[4] B.R. McConkie, What the Mormons Think of Christ (folheto) (Salt Lake City: Deseret News Press), p.36.
  OS MÓRMONS

DIZEM QUE DEUS TEM UM PAI

 E UM CORPO DE CARNE E OSSO:

        Ou seja, Jesus Cristo é neto de outro Deus, que é Pai do Pai de Jesus. Afirmam que sempre Deus vai ter um Pai acima dele (afirmação feita pelo missionário Mórmon). Entretanto a Palavra “Deus” significa;
  “Ente infinito e existente por si mesmo – Dicionário da Língua portuguesa.”
 O que percebemos é que o deus do mormonismo não é o mesmo Deus
 dos cristãos. O próprio Deus afirma que além dEle não há outro Deus;   


“Vede, agora que eu, eu o sou, e mais nenhum deus comigo...” (Dt.32:39)

“...antes de mim Deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá”(Is.43:10)

Acaso há outro Deus além de mim? Não, não há Rocha; não conheço nenhuma” (Is.44:8)

“...Porventura não sou eu, o Senhor? Pois não há outro Deus senão eu; Deus justo e Salvador não há além de mim” (Is.45:21)

“Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os confins da terra; porque eu sou Deus, e não há outro” (Is.45:22).

“Lembrai-vos das coisas passadas desde a Antigüidade; que eu sou Deus, e não há outro; eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim” (Is. 46:9).

“... mas há um Deus no céu...”(Dn.2:28)

“Ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao único Deus, seja honra e glória para todo o sempre” (I Tm. 1:17)

“Porque, quando Deus fez a promessa a Abraão, visto que não tinha outro maior por quem jurar, jurou por si mesmo” (Hb. 6:13). 

 

         Deus não tem nem pai e nem mãe, mas subsiste por si mesmo. Antes dele nada havia e o seu poderio durará para sempre (Dn. 4:3, 34).    

         Afirmam também que Deus Pai tem um corpo de carne e já foi um homem (Livro de Mórmon – apêndice Doutrinário pág.101 – Ed.1998). Isso mostra que o deus – mórmon é um deus bem estranho. O nosso Deus é infinito (I Rs. 8:27) e Onipotente (Is. 40:12-15). Ele é espírito (Jo. 4:24), portanto não tem carne e nem osso (Lc. 24:39). Enche Ele o céu e a terra (Jr.23:23, 24). O NOSSO DEUS É DEUS E NÃO HÁ OUTRO. ALELUIA!  

REPRODUTORES DE DEUSES

DIZEM QUE PODEMOS NOS CASAR PARA TODA ETERNIDADE E NOS TORNARMOS REPRODUTORES DE DEUSES: 

          Em contraste com a doutrina da poligamia, o mormonismo tem a idéia do casamento eterno, vejo o que é dito; “se um homem se casar com uma mulher pela minha palavra e pelo novo e eterno convênio e for selado pelo “Espírito Santo” da promessa, estará (o casamento) em pleno vigor quando estiverem fora do mundo (Apêndice do Livro de Mórmon – Ed.98 – Pág.35 – D&C132:19). O casal se compromete a não contrair novas núpcias em caso de viuvez, para se  encontrarem no céu e assim gerarem muitos “filhos deuses” para povoar os planetas.

         Essa doutrina mórmon se parece mais é com mitologia grega. O Senhor Jesus, na resposta aos saduceus, desmonta complemente os artifícios e ideologias dos mórmons. Jesus disse: “os filhos deste mundo casam-se, e dão-se em casamento” (Lc.20:34). No mundo vindouro, esclareceu Jesus, o casamento não existirá mais por três razões: a) não podem mais morrer; b) são iguais aos anjos,  nem se casam nem se dão em casamento (Mt.22:30); c) são filhos da ressurreição (Lc.20:35-36). É por isso que a morte anula legalmente o casamento, ficando o cônjuge viúvo livre para contrair novo matrimônio (Rm. 7:2)

         Portanto o ensino dos mórmons quanto ao casamento não está certo, pois o casamento só tem validade para este mundo, e com um só parceiro, na vida vindoura não haverá casamentos. 

POSSUEM UM CONCEITO DISTORCIDO SOBRE A DOUTRINA DA SALVAÇÃO: 

A salvação do credo mórmon pode ser geral e individual. Geral - significa que na consumação dos séculos os incrédulos serão castigados e depois liberados para a salvação. Individual - é a salvação que é obtida conforme os artigos 3 e 4 das regras de fé mormonista, que consiste em: fé em Cristo, batismo por imersão, observância às leis, por obras, etc... Pregam que não há salvação sem Jesus, sem Joseph Smith e sem a Igreja Mórmon. J. E. Talmage (um dos líderes) chama a doutrina da justificação pela fé de perniciosa. No Livro Doutrina e convênios 135:3 diz que ninguém fez mais que Joseph Smith para a salvação da humanidade, além de Jesus (apêndice do Livro de Mórmon – Ed.98 – Pág.202). Ensinam que há pecados que o sangue de Jesus não pode purificar, portanto o próprio pecador deve ser degolado, e seu sangue derramado sobre sua própria cabeça (Jounal of discourse, vol.3, pág.247 – Brigham Young). Young ainda afirma: “Joseph Smith estará de novo na terra ditando planos e convocando seus irmãos parra serem batizados... Nenhum homem ou mulher nesta dispensação entrará no reino celestial sem o consentimento de J. Smith... Cada homem ou mulher precisa ter o certificado de J. Smith como passaporte para sua entrada nas mansões onde Deus e Cristo estão... Não posso ir além sem o seu consentimento. Smith segura as chaves daquele reino para esta última dispensação...” (DF). Como vemos, isto está muito longe de ser cristianismo.

         Deus propôs a salvação para todos os povos (Ap.7:9), tribos e nações, de maneira simples e singela, para que tanto os sábios como os incultos pudessem alcançá-la. A receita é somente a fé em Jesus Cristo (At.16:31). Isto é um ato da soberana vontade de Deus, não vem de nossa própria justiça; a salvação é pela graça (Ef. 2:8-9 e Tito 3:5). O ato de crer no Unigênito Filho de Deus conforme as escrituras significa ter a vida eterna (Jo.17:3). Leiamos; “Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não entra em juízo, mas já passou da morte para a vida” (Jo.5:24). Saiba de uma grande realidade - “VOCÊ PRECISA SÓ DE JESUS CRISTO PARA SER SALVO E DE MAIS NINGUÉM”.

POSSUEM UM OUTRO EVANGELHO

 

 Diz o seguinte na capa do Livro de Mórmon; “UM OUTRO TESTAMENTO DE JESUS CRISTO”.

                A palavra Testamento significa: “Declaração autêntica através da qual alguém dispõe dos seus bens, distribuindo-os em benefício de outrem, para depois de sua morte” (Dicionário da Língua Portuguesa - Carvalho). A Bíblia chama a história de Jesus Cristo de Novo Testamento ou Pacto(Lc.22:20), pelo fato que tudo o que Ele fez e pregou teria o seu valor confirmado na sua morte na Cruz do Calvário (Mt.26:54, Lc.13:33, Jo.11:50, Jo.12:24). Quando o Senhor Jesus entregou o seu espírito na Cruz (Mt.27:50) deixou consumado a nossa redenção (Jo.19:30, Lc.2:38). A nossa herança, que recebemos de Cristo, é a nossa salvação (Mt.25:34, Rm.8:17). A palavra Evangelho significa: “BOAS NOVAS”(Lc.4:18), é a mensagem anunciada pelo cristianismo, é também os livros em que se registra a história de nosso Senhor Jesus. Nos evangelhos se encontram a nossa garantia de que herdamos as bênçãos de Cristo, ou seja, o evangelho é o Testamento de Cristo para as nossas vidas.

         Os mórmons afirmam que têm  um outro testamento de Jesus, mas o apóstolo Paulo diz o seguinte; “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho além do que já vos pregamos, seja anátema. Como antes temos dito, assim agora novamente o digo: Se alguém vos pregar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema”.  Quando argumentamos, com os mórmons, que eles pregam um outro evangelho e que por isso são malditos, eles argumentam que o Livro de Mórmon é um outro testamento e não evangelho, tentando assim escaparem do texto bíblico. Entretanto, a Bíblia nos deixa esclarecidos de que, o evangelho de Cristo é o seu  testamento, ou seja, os mórmons pregam um outro evangelho que está contido em um outro testamento e se fazem malditos por isso.  Sobre a Bíblia, leiamos; “... por amor de vós; para que em nós aprendais a não ir além do que está escrito...” (I Cor. 4:6).  A Bíblia é a única Palavra de Deus e nunca passará, pois esta firmada para todo o sempre (leia: Jr.1:12, Sl.119:89, Mt.24:35).

         Os mórmons afirmam que a Bíblia está incompleta e que suas traduções estão erradas. O artigo 8 das Regras de Fé do mormonismo declara: “Cremos ser a Bíblia a palavra de Deus, o quanto seja correta; cremos também ser o Livro de Mórmon a palavra de Deus”. Veja que para crer na Bíblia impôs restrição, mas para o Livro de Mórmon nenhuma restrição se apresenta. Chama de néscios os que procuram a Bíblia (Livro de Mórmon – II Néfi29:6-10). Interessante observar que existem atualmente mais de 5.000 manuscritos gregos, só do Novo Testamento, espalhados pelos museus e mosteiros em toda a Europa, datados do século II d.C. até à invenção da imprensa, no século XV, e cerca de 19.000 em outras línguas. Durante séculos estes manuscritos eram copiados manualmente, e não houve mudanças. As descobertas dos Rolos do Mar Morto (ano de 1947) comprovam a autenticidade da Bíblia Sagrada, pois foram achados manuscritos do V.T. de 100a.C que são idênticos com os manuscritos mais recentes.

PROVAS DE QUE O LIVRO DE MÓRMON É UMA FRAUDE

         Há outros problemas que colocam a credibilidade do livro de Mórmon em xeque. O livro de Mórmon faz menção de espadas, capacetes, escudos (Alma 3:5, 43:18; Éter 15:15); cereais, sedas, gado, bois, vacas, carneiros, porcos, cabras, cavalos, burros, elefantes (Éter 9:17-19); ferro, cobre, bronze, aço (Jarom 1:8; II Néfi 5:15). Os animais e os metais citados não existiam na América antes de 1492. Sabemos que essas coisas foram introduzidas pelos descobridores da América. O Livro de Mórmon fala de civilizações, edifícios, templos, sinagogas, santuários etc...(Helemã 3:14; Alma 16:13). O livro de Mórmon apresenta uma lista de 38 cidades, mas, na verdade, jamais existiu qualquer uma delas. Onde estão as provas de tudo isso? O Departamento de Antropologia da Universidade de Colúmbia disse o seguinte sobre o Livro de Mórmon; “O LIVRO É INCORRETO, bíblica, histórica e cientificamente”. Até mesmo as informações históricas mais elementares, como por exemplo o local do nascimento de Jesus – Belém de Judá (Mt.2:1, Lc.2:4-11), que o Livro de Mórmon diz que Jesus nasceu em Jerusalém (Alma 7:10). O Livro de Mórmon usa a palavra francesa adieu, “adeus”, no final do livro de Jacó: “Brethren, adieu” (Jacó 7:27), que segundo o próprio livro, na nota, diz ser datado de 544 a 421 a.C. A língua francesa não existiu antes do ano 700 d.C. (DF)

         Não há como aceitar a conversa dos mórmons sobre a inspiração do Livro de Mórmon. Se o Livro de Mórmon for verdadeiro a História e a Bíblia estão erradas, mas o certo é, nem a História e nem a Bíblia estão erradas e sim o Livro de Mórmon. A Bíblia é a revelação divina, completa e perfeita. Nada se pode acrescentar a ela nem dela nada pode subtrair-se, sem incorrer na maldição divina (Ap.22:18-19). É pena ver que os mórmons estão debaixo dessa maldição.

         Além, do Livro de Mórmon, eles usam mais dois livros como sendo complemento da Bíblia. São os seguintes livros: Doutrina e Convênio e Pérola de Grande Valor, ambos escrito por Smith e melhorado pelos seus comparsas. Esses dois livros são tão heréticos como o Livro de mórmon.

O Livro de Mórmon Hoje

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias foi fundada com base nos ensinamentos do Livro de Mórmon, e a maravilhosa história de sua tradução, por Joseph Smith, a partir das "placas douradas", tem sido o ponto de principal atração do proselitismo Mórmon. Mas hoje, passados muitos anos desde que disseram que o Livro de Mórmon viera para restaurar as verdades fundamentais do Cristianismo, os líderes mórmons ainda crêem em suas declarações doutrinárias?

O Livro de Mórmon e a Doutrina Mórmon Contemporânea

O Livro de Mórmon ensina, por exemplo, que:

  • há um único Deus
  • o qual é Espírito, e
  • é imutável de eternidade a eternidade (Alma 11:26-31; 2 Nefi 31:21; Mórmon 9:9-11,19; Moroni 7:22; 8:18).

Hoje em dia a doutrina Mórmon, contrariamente, ensina que:

  • há três deuses separados responsáveis pelo nosso planeta,
  • dois deles têm corpos, outrora foram homens, e
  • conquistaram o direito de se tornarem deuses através da fiel obediência ao evangelho Mórmon.

Mórmons agora também acreditam que há milhões e milhões destes deuses, cada qual tendo obtido natureza divina e criado planetas a serem regidos por eles. Homens mórmons esperam tornarem-se deuses eles mesmos, para então formarem e povoarem seus próprios mundos, com a cooperação de suas esposas.

Joseph Smith, que originalmente ditou as palavras do Livro de Mórmon, mais tarde rejeitou seu ensinamento de que Deus é "imutável de eternidade a eternidade" (Moroni 8:18). Próximo do fim de sua vida, como relatado em Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, ele anunciou: "nós temos imaginado e suposto que Deus era Deus desde toda a eternidade. Eu irei refutar esta idéia... Ele uma vez já foi homem como nós" (p. 336). Os atuais deuses mórmons, portanto, são muitos, em vez de um só como criam antes, não são espírito e não são imutáveis como o próprio Livro de Mórmon ensina.

Além disso, o Livro de Mórmon insiste, plagiando o que já está na Bíblia, que toda a humanidade tenha que nascer outra vez , isto é, eles precisam ser mudados de seu estado carnal e decaído , caso contrário eles não poder o de modo algum herdar o Reino de Deus . O livro proclama ainda uma necessidade de tornar-se uma nova criatura por ter nascido espiritualmente de Deus e por ter experimentado essa poderosa mudança em seus corações (Mosíah 27:24-28; Alma 5:14, ênfase adicionada). No entanto, o mormonismo moderno passou a enfatizar que o batismo na água feito pela igreja Mórmon é indispensável para receber o novo nascimento, o que é totalmente inaceitável do ponto de vista bíblico. Ninguém pode nascer de novo sem batismo (McConkie, Mormon Doctrine, p. 101). No próprio Livro de Mórmon, entretanto, o batismo é desnecessário para crianças e para Gentios ( os que estao sem lei ) porque para tal é inútil o batismo (Moroni 8:11-13, 20-22).

Novamente, o Livro de Mórmon declara que há somente dois destinos para a humanidade: felicidade eterna ou miséria eterna. Aqueles que morrem rejeitando Cristo recebem tormento eterno, sem uma segunda chance após a morte. Eles são "lançados no fogo, de onde eles não retornam" e " vão para um lugar preparado para eles, o lago de fogo (3 Nefi 27:11-17; Mosíah 3:24-27; 2 Nefi 28:22-23; Alma 34:32-35). Ao contrário de tudo isso, o Mormonismo de hoje passou a crer que qualquer um pode usufruir de algum nível de glória, e que aqueles que já morreram podem ser resgatados da "prisão" quando os vivos realizam batismos por procuração em favor deles.

Deste modo, o próprio Livro de Mórmon ensina haver muito pouco suporte para as principais doutrinas Mórmons correntes. Muitas outras mudanças doutrinárias importantes envolvendo a natureza de Deus, oração, poligamia, autoridade etc. precisam ser discutidas aqui, mas o espaço é limitado.*

Um Produto Do Século XIX?

Enquanto os líderes Mórmons da limitada atenção … a teologia do Livro de Mórmon, seus próprios intelectuais têm tentado empregar a arqueologia americana para atribuir ao livro a aparência de uma antiguidade genuína. Seus esforços têm sido tão entusiastas que a Smithsonian Institution (seríssima instituição científica norte-americana) achou necessário fazer um pronunciamento afirmando que o livro não tem valor arqueológico.

Tentativas dos Mórmons em estabelecer seu Livro como uma produção antiga não tem tido grande peso diante do amontoado de evidencias de que se trata realmente de uma peça de ficção do século XIX. Dois importantes estudos apóiam essa origem humana.

As Próprias Descobertas De Uma Autoridade Geral Mórmon

O primeiro deles consiste de dois manuscritos escritos por volta de 1922 pela Autoridade Geral Mórmon e apologista Brigham H. Roberts. É surpreendente saber que este defensor da fé Mórmon argumentava implacavelmente que Joseph Smith teria sido, ele mesmo, o autor do Livro de Mórmon. A família de Roberts tem agora permitido exames sérios destes dois manuscritos que têm estado em sua posse desde sua morte em 1933. Eles têm sido publicados por intelectuais Mórmons num livro intitulado Studies of the Book of Mormon (University of Illinois Press, 1985).

Roberts aborda quatro pontos principais num estudo de 375 páginas. Ele observa em seu primeiro manuscrito, "Book of Mormon Difficulties" (Dificuldades do Livro de Mórmon), que o relato do livro sobre os antigos Americanos está em conflito com o que é conhecido sobre eles a partir de recentes investigações científicas. O Livro de Mórmon os representa como pertencendo a uma cultura da Idade do Ferro, enquanto a arqueologia tem mostrado que eles haviam avançado apenas para a Idade da Pedra Polida quando da chegada do homem branco" (Studies, pp. 107-112).

A situação, ele descobriu, complicou-se mais ainda pelo fato do Livro de Mórmon declarar que os primeiros colonos chegaram ao Novo Mundo quando ele era inabitado. Os Jareditas vieram para aquela parte onde o homem nunca tinha estado (Eter 2:5) e lutaram entre si até a sua extinção. Os Nefitas igualmente vieram para uma terra escolhida entre todas as outras (2 Nefi 1:5-11). Já que a chegada do último grupo é dita como tendo sido em mais ou menos 600 d.C., não haveria tempo suficiente para o desenvolvimento dos 169 ramos conhecidos de linguagem no Novo Mundo, cada um deles com vários dialetos. Roberts confessou não possuir quaisquer respostas para tantas discrepâncias. "Os mais recentes comentaristas autorizados", ele disse, "deixa-nos, tanto quanto eu posso ver no momento, sem base para qualquer apelação ou defesa — o novo conhecimento parece estar contra nós (Studies, p. 143). Até hoje a Arqueologia atual não tem descoberto nada que contrarie as colocaçoes de Roberts.

Havendo mostrado que o livro está em desacordo com o conhecimento científico recente, Roberts apresenta em seu segundo manuscrito, "Um Estudo do Livro de Mórmon", que o livro combina com o conhecimento comum, aquilo que comumente se acreditava, no começo do século dezenove, sobre os aborígines americanos. Esta crença incluía muitas idéias erradas de que índios seriam descendentes das Tribos Perdidas de Israel e que eles teriam desenvolvido, em algum momento no passado, um alto grau de civilização.

Este conhecimento comum foi bem sintetizado, quase na forma de um livro de bolso , num livro do Reverendo Ethan Smith. Este trabalho, View of the Hebrews (Uma Visão sobre os Hebreus), estava impresso em sua segunda e ampliada edição cinco anos antes do Livro de Mórmon ser publicado. Além disso, foi publicado na mesma cidade pequena onde Oliver Cowdery vivia. Cowdery era um primo de Joseph Smith Jr. e seu assistente na produção do Livro de Mórmon. Numa análise ao longo de aproximadamente 100 páginas, Roberts mostra que o livro de Ethan Smith contém praticamente a "base do plano" do Livro de Mórmon (Studies, p. 240; 151-242), indicando que Joseph Smith plagiara a história fictícia de Ethan, não sendo, portanto, a revelação de um anjo.

Ambos os livros apresentam os nativos da América como Hebreus que vieram do Velho Mundo. Os dois alegam ter havido uma parte desmembrada do grupo civilizado e que se degenerou para uma condição selvagem. A porção selvagem teria destruído completamente a única civilizada após longas e terríveis guerras. Ambos os livros atribuem ao ramo civilizado uma cultura da Idade do Ferro. Os dois representam estes colonizadores do Novo Mundo como outrora havendo tido um Livro de Deus, uma compreensão do evangelho e a figura de um messias branco que os havia visitado. Ambos consideram os Gentios Americanos como tendo sido escolhidos por profecia para pregar o evangelho aos índios que eram remanescentes dos antigos Hebreus Americanos. Roberts, causando preocupação a seus próprios colegas mórmons, faz perguntas incomodas concernentes a este e outros paralelos que ele encontrou: Pode tão numerosos e surpreendentes pontos de semelhança e sugestivo contato ser mera coincidêcia? (Studies, p. 242).

Como seu terceiro ponto principal, Roberts estabelece o fato (usando exclusivamente fontes Mórmons) de que Joseph Smith tinha imaginação suficiente para ter produzido o Livro de Mórmon. Ele descreve a criatividade de Smith como sendo tão forte e variada quanto a de Shakespeare, e não deve ser dado a suas histórias mais crédito do que o que pode ser dado …s do bardo inglês (Studies, p. 244).

Roberts fundamenta sua tese sobre a origem humana do Livro de Mórmon com uma discussão de 115 páginas sobre erros resultantes da mente não treinada, contudo criativa, de Joseph Smith. Roberts aponta para a impossibilidade da jornada de três dias de Lehi de Jerusalém até a costa do Mar Vermelho uma viagem de 170 milhas a pé, com mulheres e crianças junto. Ele cita seu desembarque na América, a terra escolhida entre todas as outras, onde eles inexplicavelmente encontraram animais domesticados — "vacas, bois, asnos, cavalos, cabras, cabras monteses" (1 Nefi 18:25). Roberts encontra uma repetição amadorística do mesmo enredo da história, mudando apenas os personagens. O Livro, ele chama a atenção, tenta exceder os milagres da Bíblia e apresenta algumas incríveis cenas de batalhas. Em um momento, 2060 adolescentes lutaram em guerras por um período de mais de 4 a 5 anos sem que nenhum deles tenha sido morto (Alma 56-58). Isto levou Roberts a perguntar:

"Tudo isto é uma história coerente... ou trata-se de um conto maravilhoso de uma mente imatura, inconsciente do quanto ele está exigindo da credulidade humana quando pede que homens aceitem sua narrativa como uma história verídica?" (Studies, p. 283).

A questão surge para não ter nenhuma resposta. Roberts também mostra que o típico do reavivalismo da época de Smith são os desmaios e transes religiosos encontrados repetidas vezes no Livro de Mórmon. Neste ponto o manuscrito de Roberts cessa, mas não antes de nos tornar conscientes de como o Livro de Mórmon depende da cultura e da forma de pensamento da época em que foi escrito no que diz respeito ao conteúdo e estilo (Studies, p. 308).

A Bíblia Na Versão King James (Rei Tiago) Plagiada

Logo a seguir, bem nos calcanhares da análise de Roberts, há um estudo de H. Michael Marquardt, demonstrando, através de evidência muito forte, que a Bíblia na versão do Rei Tiago (uma das traduções mais bem aceitas e usadas em inglês) foi usada na composição do Livro de Mórmon.

Marquardt mostra que a parte do Livro de Mórmon que supostamente teria sido escrita durante o período do Velho Testamento é literalmente temperada com frases e citações da tradução do Rei Tiago do Novo Testamento (ele lista 200 exemplos). Até as profecias que aparecem nesta parte apresentam as mesmas palavras que são usadas no Novo Testamento da Bíblia. Eis alguns dos muitos paralelos, indicando plágio: João Batista, por exemplo, é predito para vir e preparar o caminho para Um que é mais poderoso do que eu (1 Nefi 10:8/Lucas 3:16), de quem não sou digno de desatar a correia dos sapatos (1 Nefi 10:8/Jo o 1:27). Semelhantemente, haverá um rebanho e um Pastor (1 Nefi 22:25/Jo o 10:16) e uma fé e um batismo (Mosíah 18:21/Efésios 4:5).

E mais, a vida e o ministério de Alma no período do Velho Testamento do Livro de Mórmon são virtualmente uma cópia da vida do apóstolo Paulo. Até as mesmas expressões tipicamente paulinas são encontrados nos lábios de Alma: fé, esperança e caridade (Alma 7:24/1 Coríntios 13:13), o poder de Cristo para a salvação (Alma 15:6/Romanos 1:16), sem Deus no mundo (Alma 41:11/Efésios 2:12) etc.

Desarmonia Bíblica

Os que crêem no Livro de Mórmon têm tentado justificar tais anacronismos dizendo que, em traduções, quando a frase era suficientemente parecida com uma da Bíblia em inglês, Smith simplesmente empregou a frase bíblica familiar. Esta explicação não justifica, já que não são usadas apenas frases do Novo Testamento, mas em muitas instâncias a interpretação neotestamentária da parte do livro de Mórmon dita como sendo do tempo do Velho Testamento é também adotada e, ainda, aumentada.

Por exemplo, além da interpretação do Novo Testamento colocando Melquisedeque como um tipo de Cristo ter sido adotada, ainda foi aumentada, na porção do Velho Testamento do Livro de Mórmon, para incluir uma ordem inteira de sacerdotes depois da ordem de seu Filho , e uma explicação foi adicionada sobre porque Melquisedeque foi chamado Rei de Justiça e Rei de Paz (Alma 12 & 13; cf. Heb. 7:2). Dessa forma, o material do Novo Testamento tem se tornado parte integrante do texto do Livro de Mórmon. Os conceitos do Novo Testamento, e não somente frases ocasionais, tem sido transportados para dentro da parte do Livro de Mórmon correspondente ao Velho Testamento. Como resultado, isso não é um caso de desdobramento gradual de doutrina como encontramos na Bíblia. No Livro de Mórmon, o Cristianismo é conhecido e maduro já desde a construção da Torre de Babel.

Mais ainda, o Livro de Mórmon ocasionalmente comete erros graves em seu uso do material bíblico. Na Bíblia, por exemplo, em Atos 3:22 Pedro faz uma paráfrase das palavras ditas por Moisés em Deuteronômio 18:15,18. Contudo, no Livro de Mórmon, em 1 Nefi 22:20, as palavras de Pedro são equivocadamente referidas como palavras literais de Moisés, parecendo indicar que alguém copiou o trecho de Atos para a parte do Livro de Mórmon que dizem ter sido escrita na época do Velho Testamento, em vez de copiar o trecho de Deuteronômio. O provável copista, que não conhecia a Bíblia tão bem quanto pensava e sem se preocupar em averiguar se os termos usados por Pedro eram exatamente aqueles ditos por Moisés em Deuteronômio, acabou por comprometer a chance que ele queria de fazer com que os leitores acreditassem que aquela parte do Livro de Mórmon seria uma escritura original, antiga, do tempo do Velho Testamento. Do mesmo jeito, as palavras de Malaquias 4:1, na Bíblia, aparecem em 1 Nefi 22:15, no Livro de Mórmon. Só que, de acordo com os mórmons, 1 Nefi teria sido escrito numa época mais de cem anos anterior … que Malaquias teria escrito seu livro bíblico, o que aponta para mais um caso em que o escritor do Livro de Mórmon teria copiado textos da Bíblia e que a data atribuída pelos mórmons a 1 Nefi nao pode ser verdadeira.

Na segunda parte de seu estudo, Marquardt aponta outro material recente, o qual foi usado no Livro de Mórmon. Uma variedade do patriotismo americano da Nova Inglaterra e a manifestação anti-Maçônica ocorrida próxima … casa de Smith em 1827 são fatos contemporâneos que curiosamente parecem ter influenciado a redação do Livro, embora os Mórmons insistam em atribuir ao mesmo uma origem antiga.

Mais evidentes ainda são os eventos da própria vida de Smith incluídos em seu trabalho. Martin Harris, uma testemunha do Livro de Mórmon, fez uma visita a intelectuais na cidade de Nova Iorque para checar a habilidade de tradução de Smith. Tal visita aparece no Livro de Mórmon como uma predição, porém já foi provado que ela só foi realmente escrita no Livro depois de Martin retornar de sua viagem. E Smith adicionou uma profecia sobre ele mesmo como tendo sido chamado para ser o tradutor dos registros Mórmons (2 Nefi 3:11-15). Fácil é fazer profecias depois do evento já haver acontecido.

O Golpe Final

Talvez mais prejudicial de tudo seja a maneira como o Livro de Mórmon confunde a Velha e a Nova Aliança. O livro enfatiza que antes da vinda de Cristo os fiéis guardavam a lei de Moisés, mas também estabeleciam igrejas, ensinavam e praticavam o batismo cristão e agiam de acordo com doutrinas e eventos do Novo Testamento ( 2 Nefi 9:23 e Mosíah 18:17). Ora, é bíblica e historicamente comprovado que o conceito de igreja foi trazido por Jesus, e só faz sentido com Ele, já que a igreja é o corpo de Cristo e Ele é o Cabeça. As primeiras igrejas foram fundadas pelos apóstolos, e isso não existia no Velho Testamento. O desdobramento gradual dos temas teológicos tão evidentes na Bíblia estão completamente ausentes no Livro de Mórmon. Na Bíblia a Velha Aliança é tirada para estabelecer a Nova Aliança (Hebreus 10:9). O Livro de Mórmon rompe esta ordem divina e mistura as alianças e suas ordenanças. O livro também usa linguajar típico do reavivalismo protestante e idéias contemporâneas da época de Smith. Tudo isso faz com que o Livro de Mórmon seja visto como se fosse portador de uma mensagem mais simples e mais contextualizada do que a Bíblia, mas somente para alguém que tem quase nenhum ou nenhum conhecimento das Sagradas Escrituras de Deus.

Entretanto, um exame cuidadoso deste Livro de Mórmon, cuja teologia tem sido, em grande parte, negligenciada pela própria Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, prova que realmente é uma peça de ficção sobre os primórdios da América. Através dos textos tomados emprestados da Bíblia e do material contemporâneo, e sua imitação do estilo de linguagem da Bíblia King James, constituiu-se num poderoso atrativo para os sedentos de novidades em religião daquele tempo. Uma avaliação cuidadosa, no entanto, mostra claramente que não é, em nenhum sentido, uma revelação autêntica de Deus.

— Wesley P. Walters - extraído via internet.

O LIVRO DE MÓRMON - DE JOSÉ SMITH OU DE DEUS?



Assim como Deus pôde dar sua Palavra também a pôde preservar. Ele tem inculcado uma fidelidade fervente à sua Palavra nos corações de muitos eruditos e tradutores retos. Através dos séculos, muitos de seu povo verdadeiro têm dado a vida para preservar a pureza da Palavra de Deus.

Exatidão e Harmonia da Bíblia

Tem se encontrado mais de 5.000 manuscritos e pedaços de manuscritos da Palavra de Deus praticamente por toda a Europa e Ásia. Portanto não precisamos depender da tradução de um só manuscrito. A harmonia e a exatidão desses manuscritos são espantosas.

Os escritos dos país da igreja, alguns deles contemporâneos do apóstolo João, contêm o texto de praticamente todo o Novo Testamento. Estes escritos conferem exatamente como os manuscritos do Novo Testamento que usamos. Os rolos do mar Morto também harmonizam com as versões mais recentes. Isto comprova que temos a Palavra de Deus como foi dada originalmente.

A exatidão das Escrituras é confirmada por muitos eruditos. bíblicos. Um destes é Robert Dick Wilson, antigo membro da universidade Princeton e gênio ilustre. Robert Wilson, cristão devoto e de grande lingüista que conhecia mais de 26 línguas, dizia duvidar de que uma única palavra em mil tivesse sido mudada ou traduzisse em significado diferente do original dado por Deus.

Robert Dick Wilson gastou a vida em estudo cuidadoso da Palavra de Deus na línguas originais. Ele foi professor de Filologia Semítica em Princeton e indubitavelmente um dos maiores estudiosos de todo o mundo. Robert Dick Wilson resumiu suas convicções a respeito da Bíblia em seu livro A Scientific Investigation of the Old Testament (Uma investigação cientifica do Antigo Testamento), dizendo: "Concluindo, deixe-me reiterar minha convicção de que ninguém sabe o suficiente para mostrar que o verdadeiro texto do Antigo Testamento em sua verdadeira interpretação não é verdadeiro."[1]

Robert Dick Wilson é apenas um dos muitos eruditos da Bíblia que confirmaram a exatidão da Bíblia assim como a temos hoje. Essas pessoas provaram, pela pesquisa, o que Jesus declarou: "Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão" (Mateus 24:35). E o infalível Filho de Deus não está enganado nem mente.

Com freqüência lemos a respeito de Sócrates, e sua história é amplamente aceita sem questionamento. Entretanto a prova de que Sócrates tenha existido vem de um só manuscrito por uma única pessoa, Platão! Outra referência que temos deste filósofo grego está contida no manuscrito de uma peça cômica escrita por um autor grego chamado Aristófanes. Ainda assim ninguém duvida da existência de Sócrates.

Muito da história que comumente aceitamos como verdade, vem-nos de fontes muito antigas. A história de Júlio César e das guerras gálicas está registrada em vários manuscritos, mas o mais antigo é datado de 900 anos depois da época de César. Mesmo assim aceitamos, como fato inconteste, a veracidade dessa história.

Por outro lado, temos milhares de manuscritos e porções de manuscritos que vêm de lugares diferentes concernentes a Jesus Cristo e à sua Palavra. Isto significa que algum escriba, mesmo que Deus o tivesse permitido, poderia ter mudado alguma coisa na tradução sem que tal mudança tivesse sido verificada por outro estudioso da Bíblia. Pois estes manuscritos têm sido comparados assiduamente, vezes sem conta, tanto pelos inimigos como pelos amigos de Jesus Cristo.

Os Mórmons e a Bíblia


A despeito da prova esmagadora da exatidão e harmonia da Bíblia, os mórmons professam crer na Bíblia "o quanto seja correta sua tradução".[2] Entretanto não impõem tal restrição à sua aceitação do Livro de Mórmon o qual declaram ser a própria Palavra de Deus.

Questionar a Bíblia é questionar a autoridade e a fidelidade do Senhor Jesus Cristo. Para mostrar até que ponto os mórmons têm usado de evasão em seus "Articles of Faith" (As regras de fé) para negar a Bíblia como a Palavra infalível de Deus, leia o que o apóstolo Orson Pratt da igreja dos Santos dos Últimos Dias diz em seus comentários acerca da Bíblia: "Quem sabe que até mesmo um único versículo da Bíblia tenha escapado à poluição, de modo que transmita o mesmo sentido agora que teve no original?"[3]

Esperamos que nos desculpem por mostrar que esse tipo de lógica parece um tanto suspeita. Pratt escrevia para provar que o Livro de Mórmon é a inspirada Palavra de Deus, sem erro. Uma vez que centenas de versículos da Bíblia "poluída" foram copiados palavra por palavra da versão do Rei Tiago no Livro de Mórmon, dificilmente isto ajudaria seu argumento! Não se introduz água de um rio poluído em um rio puro e claro e continua-se a chamar um de poluído e outro de puro!
José Smith copiou versículos e capítulos da Bíblia. O segundo livro de Nefi, capítulos 12 a 24 no Livro de Mórmon, em sua maior parte foi copiado, palavra por palavra, de Isaías, capítulos 2 a 14, da versão do Rei Tiago.

Revelação para O Livro de Mórmon

No Pérola de Grande Valor, páginas 60-64, José Smith faz um relato de uma visão que teve em 1823. O "mensageiro enviado da presença de Deus", Moroni, lhe disse que Deus tinha um trabalho para ele. Devia encontrar algumas placas de ouro sobre as quais estava escrito um livro que José Smith devia traduzir. O mensageiro disse-lhe onde as placas estavam escondidas e deu-lhe instruções a respeito delas.

Também preservados, com as placas de ouro, estavam o Urim e o Tumim que são mencionados no Antigo Testamento. (Ver Êxodo 28:30; Números 27:21; Esdras 2:63.) Segundo José Smith, o Urim e o Tumim era um tipo de óculos divino (duas pedras em arco de ouro) que Deus havia conservado por milhares de anos e colocado numa caixa com as placas de ouro para ajudá-lo a interpretar e traduzir a língua na qual o livro estava escrito. Esta língua era o egípcio reformado. Segundo Doutrina e Convênios, José Smith declarou que Deus lhe dera poder para traduzir os hieróglifos do egípcio reformado para o inglês e produzir o Livro de Mórmon.

José Smith, usando o Urim e o Tumim poderia traduzir a mensagem das placas de ouro. Depois de Smith ter traduzido as primeiras 116 páginas do Livro de Mórmon, que se perderam ou foram roubadas, um "anjo" aparentamente levou esses óculos embora. Então José usou a "pedra do vidente" ou pedra da caçada a tesouros, que era propriedade comum naquela época de muitos adivinhos e buscadores de tesouro, para traduzir os hieróglifos do egípcio reformado. Esta pedra também ém chamada de Urim e Tumim pelos escritores mórmons. Pergunto-me por que Deus se incomodou em providenciar os óculos depois de preservá-los por tantos séculos para que José Smith os usasse quando foram usados tão pouco e tão facilmente substituídos por alguma outra coisa.

Segundo as três testemunhas de O Livro de Mórmon David Whitmer, Oliver Cowdery e Martin Harris, Smith punha essa pedra num chapéu, então colocava o rosto no chapéu e começava a traduzir das placas de ouro. As placas de ouro raramente estavam presentes, se é que alguma vez estiveram! Que estranho Parecem elas tão supérfulas quanto os óculos do Urim e Tumim. Novamente, pergunto-me por que José Smith até mesmo se deu ao trabalho de desenterrá-las.
David Whitmer, no Address to All Believers in Christ (Proclamação a todos os crentes em Cristo), diz que quando José Smith colocava o rosto no chapéu com a pedra do vidente, "algo parecido com pergaminho aparecia". (4) Os hieróglifos apareciam um de cada vez, com a interpretação em inglês por baixo. José Smith a lia e Oliver Cowdery ou quem quer que fosse o amanuense ou secretário nessa hora a escrevia. Se tivesse sido escrito corretamente, o sinal ou a frase desaparecia. Se não, permanecia até ser corrigida. Significa que cada letra, cada sinal, era exatamente o que Deus havia dito, letra por letra, palavra por palavra. Não podia haver erro porque o sinal ou palavra não desaparecia até que estivesse cem por cento exata.

A palavra escrita era perfeita. E quando se fez esta publicação de 1830 do Livro de Mórmon, José Smith disse que o livro era perfeito ou "correto". Ele devia saber, se era verdadeiro profeta de Deus.

Alguns problemas do Livro de Mórmon


José Smith dizia que esse egípcio reformado era uma língua que homem algum conhecia, mas era a língua na qual Mórmon (o paide Moroni) escreveu as placas de ouro ao redor do ano 384 a 421 A.D., pouco antes de morrer. Para muitos constitui um problema que esta língua fosse reproduzida no Livro de Mórmon com as mesmas palavras da Bíblia do Rei Tiago de 1611, em centenas e milhares de lugares.

Não parece provável que o egípcio reformado, uma língua não conhecida de homem algum e que havia desaparecido da terra por mais de mil anos antes do ano 1611, ano em que foi publicada a Bíblia do Rei Tiago, conteria milhares das mesmas palavras e frases, na ordem exata em que são encontradas na versão da Bíblia do Rei Tiago. Até as palavras em itálicos da versão do Rei Tiago aparecem no Livro de Mórmon. José Smith não as sublinhou mas incluiu-as no texto do Livro de Mórmon como se fossem as palavras de Deus.

Os eruditos que fizeram a versão do Rei Tiago sublinharam certas palavras para prevenir o leitor de que elas não se econtravam no texto original grego ou hebraico mas foram acrescentadas para um leitura mais fluente ou para explicações. Alguns dos muitos exemplos de palavras sublinhados contidas na versão do Rei Tiago e no Livro de Mórmon podem ser vistas comparando Isaías 53:2, 3, 4 com Mosíah 14:2, 3, 5.

Outro problema que encontramos no Livro de Mórmon éa gramática pobre com a qual parte dele é escrita. Ora, alguns dos santos mais amados que já conheci têm gramática pobre. Isso, em si mesmo, não é o ponto; culpar a Deus por gramática pobre, é. Mesmo quando Deus deu Sua palavra inspirada mediante vasos tais como o rude e ignorante Pedro, ele não usou gramática pobre.

José F. Smith, sexto presidente da igreja mórmom declarou: "José não reproduziu o escrito das placas de ouro na lingua inglesa em seu próprio estilo como muitos crêem, mas cada palavra e cada letra foram-lhe dadas pelo dom e poder de Deus."(5)

O próprio José F. Smith declarou, em 1841, no livro História da Igreja: "Eu disse aos irmãos que no Livro de Mórmon era o livro mais correto sobre a face de terra." (6)

Se a palavra traduzida era perfeita, e se o Livro de Mórmon de 1830 era perfeito, por que os mórmons fizeram cerca de 4.000 correções em gramática, pontuação e ortografia no perfeito Livro de Mórmon? Estes mórmons posteriores, um pouco mais instruídos, ficaram cada vez mais embaraçados por causa de erros gramaticais no Livro de Mórmon; de modo que fizeram mudanças em edições posteriores.

Temos tanto uma reprodução do Livro de Mórmon de 1830 como também do atual Livro de Mórmon e podemos ver as mudanças com nossos próprios olhos. Vários estudiosos do mormonismo têm contado as mudanças e os resultados foram anotados em livro, particularmente por Arthur Budvarson, Marvin Cowan, Jerald Tanner e muitos outros.
A seguir damos somente alguns exemplos de mudanças que têm sido feitas do Livro de Mórmon de 1830 (os itálicos foram acrescentados): Edição de 1830, página 52: "que surgiste das águas de Judá, o qual juras pelo nome do Senhor." Edição de 1963, 1 Nefi 20:1: "que surgiste das águas de Judá ou das águas do batismo; que juras em nome do Senhor."
Edição de 1830, página 303: "Sim, sei que ele concede aos homens, sim, decreta-lhes decretos inalteráveis, segundo o seu desejo." Edição de 1963, Alma 29:4: "Sim, sei que ele concede aos homens segundo o seu desejo."
Edição de 1830, página 31: "Tampouco permitirá o Senhor Deus que os gentios para sempre permaneçam nesse estado de ferimento horrível." Edição de 1963, 1 Nefi 13:32: "Tampouco permitirá o Senhor Deus que os gentios permaneçam para sempre nesse horrível estado de cegueira."

Edição de 1830, página 555, "...seus filhos e filhas, que não eram, ou que não visam sua destruição." Edição de 1963, Éter 9:2: "...seus filhos e filhas que não visaram sua destruição."

Edição de 1830, página 262: "E sucedeu que ele começou a pleitear por eles daquele momento em diante; mas isso o insultou, dizendo: Estás também possuído pelo Diabo? E aconteceu que cuspiram nele." Edição de 1963, Alma 14:7: "Ele começou a pleitear por eles daquele momento em diante; mas eles o insultaram, dizendo: Estás também possuído pelo Diabo? E cuspiram nele."

Outra mudança do Livro de Mórmon de 1830 refere-se a Mosíah 21:28. O Rei Benjamim já havia morrido (Mosíah 6:5; página 186 de edição brasileira de 1975) na edição de 1830 do Livro de Mórmon. Evidentemente, Smith esqueceu-se disso e em Mosíah 21:28, disse que o Rei Benjamim ainda estava vivo! Mais tarde, mórmons envergonhados mudaram o nome de rei para Rei Mosíah, assim removendo a contradição óbvia!

Certa noite contava eu estes fatos a um jovem formado pela Universidade Brigham Young. Um jovem inteligente e fino; um lingüista que conhece bem quarto ou cinco línguas e que serviu como missionário mórmon no Líbano e também na Suíça. Agora instrui os sacerdotes mórmons no sacerdócio Aarônico.

Sua resposta? Depois de procurar, por algum tempo, várias tentativas que percebeu serem falhas, disse ele: "Você sabe como é difícil traduzir de uma língua para outra. Além disso temos de levar em consideração a gramática pobre de José Smith e o seu vocabulário um tanto limitado. Isto pode explicar alguns dos problemas."

Como podemos ver facilmente, isto não é de modo algum resposta ou solução para o problema. Fiquei grandemente surpreso de que esse fosse o argumento mais convincente que meu douto amigo mórmon pudesse encontrar. Se Deus tivesse dado a José Smith uma tradução, letra por letra, palavra por palavra, de sua Palavra pura e perfeita, certamente te-la-ía dado com a gramática correta.

É muito interessante que a gramática de José Smith é excelente enquanto copia textualmente do Rei Tiago. Por que não seria ela excelente se copiasse do "Pergaminho de Deus" como alegava?

É o Livro de Mórmon uma revelação de Deus ou José Smith copiou versículos e capítulos da Bíblia do Rei Tiago e acrescentou material de sua própria imaginação e de outras fontes disponíveis? Quem realmente escreveu o Livro de Mórmon?

Se os mórmons dizem que Deus dirigiu José Smith na tradução do Livro de Mórmon, então acusam Deus de usar gramática deficiente e de cometer outros erros que mais tarde necessitaram de correção. Não parece sábio, para dizer pouco, fazer esta acusação ao Deus onisciente do Universo.

Se dissermos que José Smith escreveu o livro, com seus erros gramaticais e outros, negamos o que José Smith reivindicava, o que as três testemunhas reivindicavam, e que o presidente Joseph F. Smith reivindicava. Isto significaria que o testemunho de José Smith de que o Livro de Mórmon é uma tradução sem erros, letra por letra, palavra por palavra, pelo poder de Deus, é falso. Esta acusação prejudicaria irreparavelmente sua reivindicação de ser um profeta de Deus.

As Testemunhas

Nas primeiras páginas do Livro de Mórmon está o "Depoimento de três testemunhas". Diz-se que essas três testemunhas, Oliver Cowdery, David Whitmer e Martin Harris, "viram as placas que contêm estes sinais...e...as gravações sobre as placas." Entretanto, quando interrogadas mais diretamente, as testemunhas disseram nunca terem realmente visto as placas de ouro a não ser embrulhadas ou cobertas. Usaram termos como "visão", ou "vi-as com os olhos da fé".

Também, na página que contém os nomes das três testemunhas, está "o depoimento de oito testemunhas". Essas testemunhas foram: Christian Whitmer, Jacob Whitmer, Peter Whitmer Filho, John Whitmer, Hiram Page, Joseph Smith, Pai, Hyrum Smith e Samuel H. Smith. Destas onze testemunhas, mais da metade apostataram da igreja mórmon. Quando digo apostataram não quero dizer que negaram a igreja como Pedro, em momento de temor e fraqueza, negou a Cristo; logo depois arrependeu-se como todo cristão verdadeiro, chorou amargamente e dentro de algumas horas procurou seu Salvador de novo. Estas testemunhas afastaram-se da igreja mórmon. Dentre elas estavam Cowdery, Whitmer, Harris e cinco das oito testemunhas. As três que permaneceram pertenciam à família Smith. (Até mesmo um ou dois dos filhos de José Smith finalmente deixaram os Santos dos Últimos Dias e se filiaram à Igreja Reorganizada dos Santos dos Últimos Dias.) Os mórmons dizem que algumas destas testemunhas voltaram para a igreja. E isto é verdade, em parte.

Alguns destes que apostataram chegaram a dizer que tinham tido revelações de Deus de que o mormonismo era falso e que deviam deixá-lo. É claro que os mórmons não aceitam suas revelações, embora suas visões pareçam tão críveis quanto as de José Smith. Perguntamo-nos por que os mórmons tão prontamente aceitam a visão de um menino de 14 anos de idade e tão rapidamente rejeitam as visões de vários destes homens.
David Whitmer, uma das três testemunhas originais, disse que Deus falou-lhe com sua própria voz dizendo "que me separasse dos Santos dos Últimos Dias". (7)

Existem registros de que José Smith e outros oficiais mórmons chamaram suas três testemunhas principais de "ladrões e mentirosos." (8) No livro História da Igreja, José Smith disse: "Tais personagens como...David Whitmer, Oliver Cowdery e Martin Harris, são demasiadamente maus até para serem mencionados, e gostaríamos de tê-los esquecido. (9)
Segundo as Doutrinas da Salvação, Cowdery e Harris retornaram à igreja na sua velhice e morreram em comunhão completa.

Pode você imaginar Jesus chamando suas testemunhas, Mateus, Marcos, Lucas, João e Paulo, de um punhado de mentirosos e ainda assim pedindo que crêssemos nelas assim como José Smith nos pediu que acreditássemos nas testemunhas do Livro de Mórmon? Pode você imaginar Jesus Cristo dizendo que gostaria de esquecer os escritores dos evangelhos e Paulo, assim como José Smith disse que gostaria de esquecer suas testemunhas principais da verdade do Livro de Mórmon?

Há ainda outro fato que achamos por bem incluir. José Smith foi julgado e condenado por ser "cristalomante" (ler bola de cristal, adivinhar a sorte e andar à caça de fortuna) por um juiz em Bainbridge, Nova Iorque, em 1826, seis anos depois de ele supostamente ter tido sua primeira visão em 1820. A acusação foi feita, segundo registros do julgamento, por um certo Peter G. Bridgemen, que dizia ter sido Josiah Stowell enganado por Smith na procura de objetos e tesouros perdidos. Ele disse que Smith dizia possuir poderes ao olhar através de uma pedra--o mesmo processo pelo qual José Smith traduziu o Livro de Mórmon, segundo as três testemunhas. Uma fotografia do registro do processo original pode ser encontrada no livro de Jerald e Sandra Tanner, Joseph Smith's 1826 Trial (Julgamento de José Smith de 1826). (10)
R. Hugh Nibley, na página 142 de The Myth Makers (Os criadores de Mito), admitiu que se tal registro pudesse ser encontrado, seria um "golpe devastador" para José Smith. Pois foi encontrado por Wesley P. Walters, no dia 28 de julho de 1971.



Notas
[1] Robert Dick Wilson, A Scientific Investigation of the Old Testament (Investigação científica do Antigo Testamento) - (Chicago: Moody Press).
Citado por John R. Rice, em Our God-Breathed Book - The Bible (Nosso livro inspirado por Deus - a Bíblia) (Murfreesboro, Tenn: Sword of the Lord Pub., 1969).
[2] "Articles of Faith" ("As Regras de Fé"), Pérola de Grande Valor, Artigo #8, p.70.
[3] Orson Pratt, Divine Authenticity of the Book of Mormon, pp. 45-47. Citado por Marvin Cowan, Mormon Claims Answered (Salt Lake City: Marvin Cowan Pub., 1975), p.21,22.
[4] David Whitmer, An Address to All Believers in Christ (Richmond, Mo., 1887). p. 12; reimpresso por Bales Bookstore, Searcy, Ark., 1960.
[5] Journal of Oliver B. Huntington, p.168. Exemplar datilografado na Utah State Historical Society.
[6] Smith, History of the Church, vol. 4. p.461.
[7] Whitmer, An Address to All Believers in Christ, p.27.
[8] Times and Seasons, vol. 1. p.81; Elders Journal, p.59; Senate Document 189, pp. 6,9.
[9] Smith, History of the Church, vol. 3. p. 232.
[10] Jerald and Sandra Tanner, Joseph Smith's 1826 Trial (Salt Lake City: Modern Microfilm Company, 1971).

As Testemunhas

Nas primeiras páginas do Livro de Mórmon está o "Depoimento de três testemunhas". Diz-se que essas três testemunhas, Oliver Cowdery, David Whitmer e Martin Harris, "viram as placas que contêm estes sinais...e...as gravações sobre as placas." Entretanto, quando interrogadas mais diretamente, as testemunhas disseram nunca terem realmente visto as placas de ouro a não ser embrulhadas ou cobertas. Usaram termos como "visão", ou "vi-as com os olhos da fé".

Também, na página que contém os nomes das três testemunhas, está "o depoimento de oito testemunhas". Essas testemunhas foram: Christian Whitmer, Jacob Whitmer, Peter Whitmer Filho, John Whitmer, Hiram Page, Joseph Smith, Pai, Hyrum Smith e Samuel H. Smith. Destas onze testemunhas, mais da metade apostataram da igreja mórmon. Quando digo apostataram não quero dizer que negaram a igreja como Pedro, em momento de temor e fraqueza, negou a Cristo; logo depois arrependeu-se como todo cristão verdadeiro, chorou amargamente e dentro de algumas horas procurou seu Salvador de novo. Estas testemunhas afastaram-se da igreja mórmon. Dentre elas estavam Cowdery, Whitmer, Harris e cinco das oito testemunhas. As três que permaneceram pertenciam à família Smith. (Até mesmo um ou dois dos filhos de José Smith finalmente deixaram os Santos dos Últimos Dias e se filiaram à Igreja Reorganizada dos Santos dos Últimos Dias.) Os mórmons dizem que algumas destas testemunhas voltaram para a igreja. E isto é verdade, em parte.

Alguns destes que apostataram chegaram a dizer que tinham tido revelações de Deus de que o mormonismo era falso e que deviam deixá-lo. É claro que os mórmons não aceitam suas revelações, embora suas visões pareçam tão críveis quanto as de José Smith. Perguntamo-nos por que os mórmons tão prontamente aceitam a visão de um menino de 14 anos de idade e tão rapidamente rejeitam as visões de vários destes homens.

David Whitmer, uma das três testemunhas originais, disse que Deus falou-lhe com sua própria voz dizendo "que me separasse dos Santos dos Últimos Dias". (7)

Existem registros de que José Smith e outros oficiais mórmons chamaram suas três testemunhas principais de "ladrões e mentirosos." (8) No livro História da Igreja, José Smith disse: "Tais personagens como...David Whitmer, Oliver Cowdery e Martin Harris, são demasiadamente maus até para serem mencionados, e gostaríamos de tê-los esquecido. (9)

Segundo as Doutrinas da Salvação, Cowdery e Harris retornaram à igreja na sua velhice e morreram em comunhão completa.

Pode você imaginar Jesus chamando suas testemunhas, Mateus, Marcos, Lucas, João e Paulo, de um punhado de mentirosos e ainda assim pedindo que crêssemos nelas assim como José Smith nos pediu que acreditássemos nas testemunhas do Livro de Mórmon? Pode você imaginar Jesus Cristo dizendo que gostaria de esquecer os escritores dos evangelhos e Paulo, assim como José Smith disse que gostaria de esquecer suas testemunhas principais da verdade do Livro de Mórmon?

Há ainda outro fato que achamos por bem incluir. José Smith foi julgado e condenado por ser "cristalomante" (ler bola de cristal, adivinhar a sorte e andar à caça de fortuna) por um juiz em Bainbridge, Nova Iorque, em 1826, seis anos depois de ele supostamente ter tido sua primeira visão em 1820. A acusação foi feita, segundo registros do julgamento, por um certo Peter G. Bridgemen, que dizia ter sido Josiah Stowell enganado por Smith na procura de objetos e tesouros perdidos. Ele disse que Smith dizia possuir poderes ao olhar através de uma pedra--o mesmo processo pelo qual José Smith traduziu o Livro de Mórmon, segundo as três testemunhas. Uma fotografia do registro do processo original pode ser encontrada no livro de Jerald e Sandra Tanner, Joseph Smith's 1826 Trial (Julgamento de José Smith de 1826). (10)

R. Hugh Nibley, na página 142 de The Myth Makers (Os criadores de Mito), admitiu que se tal registro pudesse ser encontrado, seria um "golpe devastador" para José Smith. Pois foi encontrado por Wesley P. Walters, no dia 28 de julho de 1971.

___________

Notas

[1] Robert Dick Wilson, A Scientific Investigation of the Old Testament (Investigação científica do Antigo Testamento) - (Chicago: Moody Press).

Citado por John R. Rice, em Our God-Breathed Book - The Bible (Nosso livro inspirado por Deus - a Bíblia) (Murfreesboro, Tenn: Sword of the Lord Pub., 1969).

[2] "Articles of Faith" ("As Regras de Fé"), Pérola de Grande Valor, Artigo #8, p.70.

[3] Orson Pratt, Divine Authenticity of the Book of Mormon, pp. 45-47. Citado por Marvin Cowan, Mormon Claims Answered (Salt Lake City: Marvin Cowan Pub., 1975), p.21,22.

[4] David Whitmer, An Address to All Believers in Christ (Richmond, Mo., 1887). p. 12; reimpresso por Bales Bookstore, Searcy, Ark., 1960.

[5] Journal of Oliver B. Huntington, p.168. Exemplar datilografado na Utah State Historical Society.

[6] Smith, History of the Church, vol. 4. p.461.

[7] Whitmer, An Address to All Believers in Christ, p.27.

[8] Times and Seasons, vol. 1. p.81; Elders Journal, p.59; Senate Document 189, pp. 6,9.

[9] Smith, History of the Church, vol. 3. p. 232.

[10] Jerald and Sandra Tanner, Joseph Smith's 1826 Trial (Salt Lake City: Modern Microfilm Company, 1971).  



ARGUMENTAM QUE A POLIGAMIA, 
QUANDO ORDENADA POR “DEUS”, NÃO É PECADO:

     Veja o que está escrito no apêndice do novo livro de mórmon edição de 1998: 

               “É licito o homem ter só uma esposa, a menos que o Senhor revele um mandamento em contrário (Livro de Mórmon - Jacó2: 27-30). Por revelação e sob a direção do profeta, que possuía as chaves do sacerdócio, o casamento plural foi praticado na época do Velho Testamento e nos primeiros tempos da Igreja restaurada (livro de Mórmon {apêndice} pág.35 – Ed.1998)”.

         Smith teve 48 esposas (Justus) e os líderes da Igreja Mórmon, imitando o seu mestre, também tiveram várias esposas, demonstrado o lado doentio desta teologia. Até hoje os mórmons gaguejam para falar sobre esse assunto e deixa em aberto tal possibilidade como é mostrado no texto acima. É impressionante como são tão obtusos e sem fundamento em sua teologia. Em primeiro lugar, Deus nunca autorizou um casamento polígamo, Deus nunca elogiou ninguém que tenha praticado tais atos, mas apenas tolerou passivamente no V.T. até que a graça de Jesus Cristo e a sua perfeita vontade fossem reveladas. Hoje, o Novo Testamento, nos deixam elucidados quanto ao assunto e a perfeita vontade de Deus para o casamento. No Velho Testamento é nos mostrado como foi pago o salário dos homens que cometeram a poligamia; Abraão, por ter aceitado a sua concubina como esposa, gerou para Israel um inimigo que vive até hoje, que são os esmaelitas – atualmente os muçulmanos (Gn. 16). Jacó teve uma vida sofrida e de muitas rixas entre as suas esposas, penou muito e chegou a trabalhar de maneira escrava, os seus dias foram muito difíceis (Gn. 32-50). Sansão pagou com a própria vida por ter cometido a poligamia (Jz. 14-16). Davi foi duramente repreendido pelo profeta Natã por ter se envolvido com Bate-Seba e pagou o preço de perder quatro filhos e não ter podido construir o Templo para Deus (Leia o livro de Samuel, Reis e Crônicas). Salomão, um sábio homem de Deus, mas que por se envolver com a poligamia, chegou ao triste estado de cometer a idolatria (I Rs.11). Pelos casos acima, podemos observar que Deus nunca aprovou e nem abençoou a poligamia, pelo contrário, o fruto da poligamia resultou em tragédias para os servos de Deus. O próprio Senhor Jesus disse “Pela dureza de vossos corações Moisés vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas não foi assim desde o princípio (Mateus 19:8). Vejam que o texto diz “carta de divórcio”(Mateus 19:7) e não poligamia, logo em seguida é acrescentado o propósito de Deus; “mas não foi assim desde o princípio”. Ou seja, no princípio Deus criou uma só esposa para Adão e não muitas esposas. Se a poligamia pudesse ser justificada em alguma ocasião, nada mais justificável se Deus tivesse feito várias “Evas” para Adão, pois o mundo precisava ser povoado, mas o que vemos é uma única esposa para Adão e qualquer impossibilidade da poligamia ser usada como um propósito divino como querem os mórmons. Certo missionário mórmon declarou-me o seguinte: “Deus permitiu a poligamia, no começo da Igreja Mórmon, por causa da perseguição, pois as mulheres ficavam sem maridos que eram mortos em conflitos, havendo assim a necessidade de serem esposas dos homens que estavam vivos, independentemente de isso constituir poligamia ou não. O importante era deixar descendência.”  Tal explicação chega a ser vulgar e de baixo calão. Era muito mais fácil o Espírito de Deus convencer e converter mais pessoas do que mandar desobedecer a Palavra de Deus. Inventam isso para justificar a maneira prostituta que viveu os fundadores dessa religião. Smith não foi um profeta e muito menos um homem de Deus, mas sim um, adultero, fornicário e imoral. A conduta da cúpula da Igreja Mórmon é injustificável ao parâmetro bíblico e os desqualificam como líderes de uma denominação instituída por Jesus Cristo. A Bíblia declara e mostra as qualidades de um verdadeiro líder cristão:

“É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, temperante, sóbrio, ordeiro, hospitaleiro, apto para ensinar” (I Tm. 3:2)

“Alguém que seja irrepreensível, marido de uma só mulher (Tit. 1:6)

“Mas, por causa da prostituição, tenha cada homem sua própria mulher (e não mulheres) e cada mulher seu próprio marido (e não maridos)” (I Cor. 7:2 – o parênteses é nosso para o maior esclarecimento)

         De modo que, de acordo com a Bíblia, no que se refere a um verdadeiro sevo de Deus e líder cristão, Smith foi um homem que viveu muito longe de tal realidade. O texto de coríntios, o apóstolo Paulo, mostra e confirma com clareza a vontade de Deus. Ele diz; “cada homem tenha sua própria mulher” e não “suas mulheres” no plural, ou seja, o que passar de mais de uma esposa é considerado caso de prostituição.  

DIZEM QUE TER A PELE NEGRA É SER AMALDIÇOADO  

       No Livro de Mórmon, encontra-se uma estória de duas famílias de Judeus que “imigraram” para a América do Norte, oriundas de Jerusalém, lá pelo ano de 600 a.C., sendo uma da família de Leí e a outra de Ismael. Leí teve dois filhos, Nefi e Lamã, Nefi era justo, porém Lamã não, e por isso foi amaldiçoado por "Deus". A maldição consistia em ter ficado com a pele de cor preta. Daí, concluímos o racismo . Até há poucos anos não havia nenhum negro dentro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias – Mórmons. Para eles Jesus só tinha morrido pelos brancos, para os negros não havia lugar (leia no Livro de Mórmon – II Nefi 5:21, Alma 3:6). Atualmente, por causa da conveniência e do racismo ter se tornado um crime, os mórmons aceitam os negros. Embora, o Livro Pérolas de Grande Valor (um dos livros sagrados para os mórmons), proibir a entrada de negros no sacerdócio. Agora, “Deus” deu uma nova orientação e o negro até pode exercer o sacerdócio. Será que os mórmons vão mudar o Livro de Mórmon também?

         Os cristãos verdadeiros sabem que não só o Livro de Mórmon é uma farsa, não só pelo seu conteúdo imaginário e desprovido de verdade, como pela problemática do racismo que nele está contido. Deus não faz acepção de pessoas e ama o negro quanto ama o branco (leia na Bíblia – Atos 10:34)  - Adaptado do livro: "20 Razões Por que não sou Mórmon", Justus)

Veja também o que diz o pr. F. Mcelveen, autor do livro - Ilusão Mórmon:

Os Negros

A posição mutável dos mórmons acerca dos negros na igreja é ainda outra contradição que grandemente enfraquece a validade da "única igreja verdadeira".
Em junho de 1978, o presidente Spencer Kimball anunciou que por divina revelação a igreja mórmon está livre para aceitar os pretos em seu sacerdócio. Entretanto por muitos anos não fora esta a posição da igreja. Segundo a doutrina mórmon, por causa de algum pecado preexistente, os negros foram amaldiçoados com a pele preta. Esta maldição foi perpetuada mediante Ham. Por causa disso o negro para sempre (segundo alguns livros e algumas autoridades mórmons) não poderia receber o sacerdócio, nem o céu mais alto, etc.
O escritor mórmon Arthur M. Richardson, declara: "A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias não foi chamada a levar o evangelho aos pretos, e não o faz."[6] O ponto de vista de Richardson claramente contradiz Marcos 16:15: "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura"; (pretos, vermelhos, brancos ou qualquer outra cor). Também contradiz o Livro de Mórmon 2 Nefi 26:28: "Eis que ordenou o Senhor a alguém que não participasse de sua bondade? Eis que vos digo, que não, mas todos os homens têm o mesmo privilégio e a nenhum foi verdade" (itálicos do autor).
____________
Notas
[6] Arthur M. Richardson, That Ye May Not Be Deceived, p.13. Citado por Tanner, Mormonism, Shadow or Reality, p.274.

Morte da Doutrina Anti-Negro

 por Jerald e Sandra Tanner

(Este artigo apareceu originalmente em O Mensageiro da Cidade do Lago Salgado 41, dezembro de 1979 ) revisado e traduzido pela equipe do CACP.

 


David Briscoe e George Buck recorrem a 9 de junho de 1978 como " sexta-feira Preta” porque este foi o dia que os líderes mórmons anunciaram a morte da doutrina anti-preta . Antes dessa época não foram permitidos negros da linhagem africana celebrar o Sacerdócio nem passar pelo templo embora eles vivessem vidas exemplares. A posição mórmon relativo aos negros foi declarada em uma carta escrita pela Primeira Presidência no dia 17 de julho de 1947:

" Desde os dias do profeta Smith até agora, a doutrina da Igreja nunca foi questionada por quaisquer dos líderes da Igreja de que os Negros não são dignos às bênçãos do Evangelho ". (Carta da Primeira Presidência, citada em Mormonismo e o Negro, por John J. Stewart e William E. Berrett, pp.46-47)

Bruce R. McConkie foi apóstolo na Igreja mórmon escreveu em um livro publicado em 1958 o seguinte:

É negados aos  negros nesta vida o sacerdócio; de modo algum podem eles mudar esta declaração delegada pela  autoridade do Todo-poderoso. A mensagem de salvação do evangelho não é levada afirmativamente a eles...
 

Afirmativamente os líderes mórmons do passado ensinaram que a doutrina não podia ser mudada. Por exemplo, o presidente Brigham Young afirmou enfaticamente que os negros não poderiam celebrar o Sacerdócio até DEPOIS DA RESSURREIÇÃO:

" Caim matou o irmão dele... e Deus pôs uma marca nele que é o nariz chato e pele preta.. ..Até quando essa raça vai suportar essa maldição terrível que está neles? Essa maldição permanecerá neles, e eles nunca poderão celebrar o Sacerdócio ou poderão compartilhar disto até que todos os outros descendentes de Adão recebam as promessas e desfrutam as bênçãos do Sacerdócio... Até o último descendente dos filhos de Adão  for trazido até aquela posição de favorecer, os filhos de Caim, não podem receber as primeiras ordenações do Sacerdócio ". (Diário de Discursos, Vol.7, pp. 290-291)

" Quando todas os outros filhos de Adão tiveram o privilégio de receber o Sacerdócio, na vinda do reino de Deus, e de ser arrebatados dos quatro cantos da terra, e receber a ressurreição dentre os mortos, então será removida a maldição de Caim e de sua descendência... ele é o último em compartilhar as alegrias do reino de Deus ". (Ibid., Vol. 2, página 143)

A Primeira Presidência da Igreja reafirmou os ensinos de Brigham Young em 1949

" A igreja não tem nenhuma intenção de mudar sua doutrina no tocante ao negro”,  “Ao longo da história da igreja Cristã original, o negro nunca celebrou o sacerdócio. Realmente não há nada que nós podemos fazer para mudar isto. É uma lei de Deus. '" (Revista de Seattle, Dezembro de 1967, pág., 60)

O apologista mórmon John L. Lund escreveu o seguinte:

" Brigham Young revelou que o negros não receberá o Sacerdócio até o grande tempo depois do segundo advento de Jesus Cristo,.. nossos profetas atuais estão de pleno acordo com Brigham Young e os outros líderes do passado quanto a questão do Negro e o Sacerdócio....
... toda a pressão social no mundo não mudará o que Deus decretou....
" Os profetas declararam que há pelo menos duas especificações principais que têm de ser cumpridas antes dos negros possuir o Sacerdócio. A primeira exigência tem a ver com o tempo. Não será permitido aos negros celebrar o Sacerdócio durante a mortalidade, na realidade, não até depois da ressurreição de todos os filhos de Adão. A outra requer que os negros  passem pela mortalidade primeiro antes de possuírem o Sacerdócio.
 (A Igreja e o Negro, 1967, pp. 45-48)

Talvez porque os líderes da Igreja acentuaram durante mais de cem anos que os negros  nunca poderiam celebrar o Sacerdócio DURANTE A MORTALIDADE, foi que os mórmons ficaram surpresos quando eles apresentaram a morte da doutrina anti-preta. Eles perceberam o fato de que essa mudança tendeu a arruinar o conceito de que eles tinham sido conduzidos por um " profeta " vivo que não pôde “render às pressões do mundo”. Embora a maioria dos mórmons reivindique que eles estão contentes com a mudança doutrinal relativo aos negros, há evidência que a " revelação " veio como um verdadeiro choque. Uma classe da Universidade Brigham Young efetuou uma " pesquisa " por telefone no município de Utah, e 79 por cento dos entrevistados disseram que não esperavam uma mudança naquele momento.  Além disso, muitas pessoas compararam isso com a notícia de desastre de algum parente.

" Uns 45 por cento desses que ouviram falar da mudança da doutrina de fontes pessoais expressaram suas duvidas de que a notícia fosse verdadeira.
Outros 40 por cento esperaram isto para o futuro, depois do retorno de Cristo, durante o Milênio, ou ' não nesta vida.”
" Tentando explicar como eles reagiram às notícias, 14 pessoas compararam seu impacto com o assassinato do Presidente John F. Kennedy. Outros 13 compararam isto às notícias da morte de um presidente da Igreja SUD. Oito compararam isto a um desastre natural.. " Outros compararam as notícias com a morte de um membro da família ou amigo, com uma declaração de guerra, ou outro evento” (O Universo Diário, 22 de junho de 1978)

As pessoas mórmons perceberam as profundas implicações doutrinais que esta mudança aparentemente envolveu, e então eles associaram isto com morte ou desastre. SE ELES ESTIVESSEM REALMENTE CONTENTES COM A MUDANÇA, POR QUE ELES NÃO RELACIONARAM ISTO COM UM EVENTO FELIZ COMO MATRIMÔNIO, O NASCIMENTO DE UMA CRIANÇA OU O FIM DE UMA GUERRA? Ao contrário do que diz os líderes da SUD tentando disfarçar o impacto desastroso que esta mudança causou nos membros, eles ficaram realmente chocados com as implicações que dela adveio.

ENSINOS ANTIGOS FICARAM OBSOLETOS ?

Os pronunciamentos e revelações dos líderes mórmons que apoiavam a doutrina anti-preta ficou agora " inoperante ". Embora não tenha usado esta palavra, o Apóstolo Bruce R. McConkie declarou recentemente que os ensinos antigos relativo aos negros eram feitos " sem a luz e o conhecimento que agora possuem":

" Eu gostaria de dizer algo sobre a nova revelação relativo a levar o sacerdócio a todas essas nações e raças.... Há declarações em nossa literatura feita pelos irmãos antigos que nós interpretamos como significando que o negro não receberia o sacerdócio na  mortalidade. Eu disse as mesmas coisas, e as pessoas me escrevem cartas dizendo: “Você disse tudo aquilo,e agora o que nós fazemos com tudo isso? E tudo que eu posso dizer quanto a isso... Esqueça tudo o que eu disse, ou que o Presidente Brigham Young ou  o Presidente George... disse no passado e que está contrariando a revelação presente. Nós falamos com uma compreensão limitada e sem a luz e o conhecimento que temos agora . e " Não faz a mínima diferença o que qualquer pessoa sempre disse sobre o assunto do negro antes do primeiro dia de junho deste ano (1978). É um dia novo e um arranjo novo, e Deus deu a revelação que esclarece o mundo sobre este assunto agora.

(" Tudo São Semelhantes Até Deus, " pelo Apóstolo Bruce R. McConkie do Conselho dos Doze, pp. 1-2)

Por causa da nova revelação relativa aos negros, Bruce R. McConkie teve que fazer várias mudanças em seu best-seller "Doutrina Mórmon”. Esta não é a primeira vez que Apóstolo McConkie foi forçado a revisar o livro. Em 1958 a edição original foi suprimida porque continha material contra os católicos. Quando a " 25ª Impressão " do livro de McConkie apareceu em 1979, a maioria do material contra os negros foi retirada ou foi mudada. Por exemplo, a seção: " NEGROS” " (pp. 526-28 da nova impressão ) fora completamente reescrita e já não contém a declaração de McConkie de que os negros não são iguais a outras raças. Nem contém a explicação longa de McConkie de como os negros eram " menos valorosos " na preexistência e então tiveram " impostas restrições espirituais durante a mortalidade...

 

Na edição de 1958, na página 314, o Apóstolo McConkie mudou as declarações a respeito dos negros  de forma que não se lê que " os negros são amaldiçoados' com uma pele preta. Na impressão de 1979 McConkie ainda fala de " pele escura”, mas ele chama isto de  “marca " em lugar de " maldição ".  “Deus colocou em Caim uma marca de uma pele escura, e ele se tornou o antepassado da raça “negra”.
Embora nós acreditamos que Apóstolo McConkie tenha o direito de mudar seus próprios escritos, no entanto sentimos que estas mudanças tendem a arruinar a reivindicação dele de ter, como diz a teologia mórmon,  " as chaves do reino de Deus na  terra ". (Doutrina mórmon, impressão 1979, página 45). Em todo caso, parece que McConkie terá que revisar mais algumas vezes o seu livro. Embora ele aparentemente tenha tentado remover todo o material desfavorável aos negros,  parece que a seção intitulada, SISTEMA de CASTA ainda contem resquícios desta doutrina racista:

" Porém, em geral, o sistemas de casta têm sua raiz e origem no próprio evangelho... as restrições de...segregação são certas e próprias e têm a aprovação de Deus. Para ilustrar isso: Caim, e sua descendência que são os negros foram amaldiçoados com uma pele preta, a marca de Caim, assim eles podem ser identificados separadamente como uma casta, pessoas com quem os outros descendentes de Adão não deveriam casar dentro da família ". (Doutrina mórmon, 1979, página 114)

A NOVA REVELAÇÃO QUESTIONADA

Por volta de julho de 1978 “O Mensageiro da Cidade do Lago Salgado” trouxe a seguinte notícia: " Uma coisa que deveria ser notada sobre a nova revelação é que a Igreja não tem produzido uma cópia dela. Tudo que nós temos é uma declaração pela Primeira Presidência que diz que uma revelação foi recebida ".

 

Nós acreditamos piamente que o presidente Kimball ou qualquer outro líder mórmon não produzirá uma escrita desta nova revelação sobre a liberação do sacerdócio aos negros. O que provavelmente aconteceu foi que os líderes da Igreja perceberam finalmente que eles já não podiam reter mais a doutrina anti-preta sem danificar a Igreja. Dado estas circunstâncias eles foram pressionados pelas circunstâncias, e por isso a doutrina teve de ser mudada e esta pressão eles chamaram de “revelação de Deus”. Em uma carta  ao Editor da Tribuna de Lago Salgado, 24 de junho de 1978, Eugene Wagner observou “... esta mudança na doutrina realmente era uma revelação de Deus, ou os líderes da igreja agiram por conta própria? Por que eles não publicam aquela revelação e deixaram que Deus falasse nas próprias palavras Dele? Tudo que nós vimos foi uma declaração da Primeira Presidência, e isso não é como uma revelação. Quando Deus fala, o começo da revelação vem com as palavras: " Assim diz o Senhor... Parece que quando  Deus decide mudar uma doutrina de tão grande importância é óbvio que ele  falará também com as pessoas da igreja Dele. Se tal revelação não pode ser apresentada aos membros é óbvio que a primeira presidência agiu por conta  própria, provavelmente  debaixo do medo da pressão pública, para evitar problemas de conseqüências sérias e manter a paz e a popularidade com o mundo. '"

Na 148ª Conferência Semi-anual da Igreja mórmon, foi pedido aos membros da igreja que aceitassem esta revelação como a “palavra de Deus, " mas o único documento apresentado às pessoas foi a carta da Primeira Presidência, datado em 8 de junho de 1978 (veja A Bandeira, Nov. 1978, pág., 16).
No dia 2 de junho de 1979 a Seção de notícias da Igreja informou que a declaração da Primeira Presidência contando a revelação que estende o sacerdócio para os membros masculinos dignos da Igreja também seria acrescentado em Doutrina e Convênios . O leitor notará que é só a " declaração.. contando a revelação " que será acrescentado à Doutrina e Convênios. Alguns mórmons disseram que o poder de Deus foi manifestado como no dia de Pentecostes quando o Presidente Kimball deu a " revelação ". No entanto o próprio Kimball parece dispersar esta idéia.
" Durante algum tempo depois que a doutrina anti-preta foi mudada, os líderes mórmons eram ainda relutantes em  informar as próprias pessoas dos detalhes que cercaram a " revelação ". Finalmente, seis meses depois do evento, o pessoal de “Notícias da Igreja “perguntou ao Presidente Kimball se ele se preocupava em compartilhar com os leitores sobre as notícias da igreja ou mais qualquer informação sobre as circunstâncias debaixo da qual ocorreu.  A resposta do presidente Kimball é muito reveladora. Ele não faz nenhuma referência a uma voz ou qualquer revelação escrita. Na realidade, a declaração dele dá a impressão que era só um sentimento ou uma “garantia” que ele recebeu:

" Presidente:.... Nós celebramos uma reunião regular do Conselho dos Doze no templo. Nós consideramos isto com muita seriedade e meditando em oração. "  Eu pedi aos Doze para não irem para casa. Eu disse, ' agora vocês estariam dispostos a permanecer no templo conosco? Eu ofereci a oração final e falei para Deus se não estivesse correto, se Ele não quisesse esta mudança na Igreja que eu iria ser fiel a Ele o resto de minha vida, e eu lutaria contra todo mundo se fosse isso que Ele queria. " Nós tivemos este círculo de oração especial, então soube que o tempo tinha vindo. Claro que eu tive que lutar em grande parte contra isso , porque tinha crescido com este pensamento de que negros não deveriam ter o sacerdócio e eu estava disposto a ir até a morte por isso.  Mas esta revelação e garantia vieram tão claramente a mim que não houve nenhuma pergunta sobre isto. (Notícias de Deseret, Seção de Igreja, 6 de janeiro de 1979, página 19)

O apóstolo Bruce. McConkie contou como a " revelação " foi recebida. A descrição dele indica que não houve nenhuma revelação falada ou escrita, só um sentimento " muito bom ":

" O resultado foi que o Presidente Kimball soube, e cada um de nós soubemos, independente de qualquer outra pessoa, por revelação pessoal , que o tempo tinha vindo e o evangelho estenderia todas as suas bênçãos agora... para todas essas nação,... inclusive a raça negra.... era uma revelação de tal importância; que inverteria a direção inteira da Igreja... Deus poderia ter enviado os mensageiros do outro lado para entregar isto, mas ele não fez. Ele deu a revelação pelo poder do Espírito Santo. Muitos santos desejam aumentar e reconstruir o que aconteceu e eles se encantam em pensar em coisas milagrosas.Talvez alguns deles gostariam de acreditar que Deus estivesse lá, ou que o Profeta Joseph Smith veio entregar a revelação... que era uma possibilidade. Bem, estas coisas não aconteceram. As histórias ao contrário não são com efeito realísticas... Eu não posso descrever em palavras o que aconteceu; eu só posso dizer que aconteceu e que pode ser conhecido e só pode ser entendido pelo sentimento que pode entrar no coração do homem. Você não pode descrever um testemunho a alguém ". (Tudo é semelhante a Deus)

Por causa das circunstâncias das quais a revelação sobre os negros veio muitas pessoas recorreram a explicação disto como “uma revelação de conveniência”. Nós nunca poderemos saber todos os detalhes que levaram o Presidente Kimball a buscar esta revelação, mas é óbvio que era o resultado de muitas pressões de diversas partes. Por exemplo, a Igreja no Brasil estava em sérios apuros pois a diversidade racial era imensa pois a maioria dos membros da Igreja neste país era de sangue negro. Também há fontes de dentro da igreja que dizia que os lideres estavam preocupados pois iriam perder sua isenção de imposto sobre suas propriedades que possuíam nos Estados Unidos por causa desta discriminação racial. Estes foram provavelmente alguns de muitos fatores que pesaram na decisão para admitir negros no sacerdócio.

 

DIZEM QUE PARA HAVER SALVAÇÃO É NECESSÁRIO
 CRER NAS DOUTRINAS DA “IGREJA DE JESUS 
CRISTO  DOS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS
” E TER SMITH COMO UM 
PROFETA ESPECIAL DE DEUS

Afirmam que:

       “Igreja de Jesus Cristo dos Santos do últimos dias” é a única igreja verdadeira e viva. E sobre Joseph Smith Dizem o seguinte: “Com exceção apenas de Jesus, Smith fez mais pela salvação dos homens neste mundo do que qualquer outro homem”. (D&C1:30 – Apêndice do livro de Mórmon – Ed.1998, pág.100 e pág.202)

         É peculiar das seitas, determinar que só no ensino que eles receberam é que há salvação. Ou seja, de acordo com ensino dos mórmons, é preciso aceitar todas as suas doutrinas e receber Smith como o profeta sagrado que trouxe a “restauração”. Isso choca-se completamente com as verdades contida na Bíblia Sagrada. Veja os textos:

-    “ E em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos” (At.4:12).

-      “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (ITm.2:5).

-      “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (Jo.14:6).

         É claro que salvação só em Jesus Cristo. O mormonismo chega a ser infantil ao declarar que as suas doutrinas e o profeta Smith são necessários para a salvação do homem. Smith não fez nada pela salvação do homem, mas sim foi usado de maneira estranha para afastar as pessoas da verdade com doutrinas hediondas (as quais estão ainda sendo apuradas). Smith não é nada em relação a salvação humana, pois foi Jesus quem morreu por nós e só através dele é que somos salvos. Chega a ser uma blasfêmia dizer que depois de Jesus, Smith teria feito muito pela salvação, pois o único que fez tudo pela nossa salvação é só Jesus Cristo. Talvez poderíamos dizer que um dos homens que mais trabalhou na propagação do evangelho foi, sem dúvida, o apóstolo Paulo (lei: I Cor.15:10). Agora nós não precisamos de Paulo, Maria, João, Smith ou qualquer outro inventor de religião para sermos salvos. JESUS É MAIS QUE SUFICIENTE PARA REALIZAR A SALVAÇÃO EM NOSSOS CORAÇÕES. 

ENSINAM ERRADAMENTE 
SOBRE A MORTE E A VIDA APÓS A MORTE

                   O ensino mórmon sobre a morte não está em harmonia com o ensino bíblico, ensinam que após a morte o homem entra no mundo dos espíritos e recebe o mesmo corpo que tinha antes de vir a este mundo, e continua numa evolução progressiva até ser deus. Vejam o que diz o presidente B. Young: “Nós recebemos essas verdades, progredimos de glória em glória, de vida eterna a vida eterna, ganhando conhecimento de todas as coisas e tornando-nos Deuses... (DBY, p.151 – Extraído do livro: Ensinamentos de BY p.19). O paraíso nada mais é que uma estação, para sua trajetória evolucionista. Não existe inferno e nem lago de fogo. O homem vive em uma “progressão contínua” e todos chegarão a um dos reinos: no Celeste (é o reino mais elevado, onde os que mais obedeceram tornar-se-ão deuses), no Terrestre (é o reino secundário reservado aos que falharam em cumprir os requisitos para a exaltação), ou no Teleste (que é o reino mais baixo. É reservado para os que não deram bom testemunho e perdeu-se nas carnalidades do mundo).

         O que percebemos nisso tudo é puro espiritismo, com outro rótulo. O espiritismo ensina que as almas vão passando por várias reecarnações e assim, por meio das dificuldades, do sofrimento, das boas obras e o doutrinamento, acabam se purificando e entram no “céu”. Os mórmons ensinam que através das boas obras, do batismo, da prática do ritualismo mórmon, do batismo pelos mortos e da evolução progressiva, todos acabam não só sendo salvos, mas sendo deuses. Entretanto, a Bíblia discorda, fundamentalmente e ensina o seguinte:

1) O homem nunca teve corpo antes de vir a este mundo. O homem vem a existir física e espiritualmente no momento em que se dá a união da semente do homem com o óvulo da mulher. É nesse momento que é gerado um novo ser e não antes;

“Fala o Senhor, o que estendeu o céu, e que lançou os alicerces da terra e que formou o espírito do homem dentro dele” (Zc.12:1).

“Pois tu formaste os meus rins; entreteceste-me no ventre de minha mãe. Eu te louvarei, porque de um modo tão admirável e maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem. Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado, e esmeradamente tecido nas profundezas da terra. Os teus olhos viram a minha substância ainda informe, e no teu livro foram escritos os dias, sim, todos os dias que foram ordenados para mim, quando ainda não havia nem um deles” (Sl.139:13-16).  

 

2) O homem não entra no mundo dos espíritos para receber o corpo que tinha antes de vir ao mundo, pois esse tal corpo ele nunca teve. Após a morte os que morreram sem Cristo irão diretos para o inferno onde aguardarão o juízo final, então serão lançados no lago de fogo. (Lc.16:22-24, Ap.20:13-15). Os que morreram no Senhor irão à presença de Jesus, onde estarão até a sua vinda, quando ressuscitarão com novos corpos e assim estarão para sempre com o Senhor em sua glória (Fil. 1:23, I Ts. 4:16-17).

3) O cristão não está em uma eterna progressão com a finalidade de, em algum momento, vir a ser um deus ou a ser como Deus. Não existe base bíblica para afirmar tal embuste. Sabemos que vamos vê-lo face a face (I Cor. 13:12), seremos semelhantes ao Senhor Jesus em sua ressurreição (I Jo. 3:2) e teremos um corpo semelhante ao de Cristo (I Cor. 15:48-49).

         O segundo presidente mórmon – B. Young afirma o seguinte sobre buscar conhecimento em religiões e fontes extrabíblicas: “Se os pagãos tem alguma verdade, ela pertence ao mormonismo ao ”mormonismo”... Se puderem encontrar uma verdade nos céus, na terra ou no inferno, ela pertence a nossa doutrina...” (Ensinamentos do presidente “Brigham Young” pág.16,17). 

         Agora veja como a doutrina mórmon é parecida com a mitologia Grega, segue abaixo um breve resumo extraído da internet:  

Os Infernos Na Mitologia Grega  Reino de Plutão e Prosérpina, os infernos são os lugares para onde as almas se dirigiam depois de mortos.
São banhados por cinco rios: Aqueronte, Cocito, Flegetone, Lete e Estige.
Para atingirem os infernos, a alma tinha que atravessar o Aqueronte, na barca de Caronte. Somente almas mortas eram aceitas na barca, e tinham que pagar. Quem não pudesse pagar, ficaria por 100 anos na margem do rio.
Após atravessarem o rio, atingiam as portas dos Internos, onde o cão Cérbero, de 3 cabeças e cauda de dragão, impedia que qualquer alma morta saísse ou qualquer alma viva entrasse.
Uma vez julgadas por Plutão e seus três acessores: Minos, Éaco e Radamanto; as almas podiam ser enviadas ao Tártaro, aos Campos Elísios ou à ilha dos Bem-Aventurados.
O Tártaro, cercado por uma muralha tripla de bronze e o rio Flegetone, era destinado às almas criminosas, que ali passariam o resto de sua eternidade em penitência.
Os Campos Elísios eram o lugar maravilhoso para onde as boas almas iriam passar sua eternidade, enquanto que a Ilha dos Bem-aventurados era destinada à grandes heróis.

EXPLICANDO JEREMIAS 1:5

“Antes que eu te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre te santifiquei; às nações te dei por profeta”.

         Os mórmons usam o texto do profeta Jeremias para apoiarem a idéia da pré-existência humana. Ora, o texto não está fazendo tal afirmação e nem induzindo a pensarmos assim. O fato é que o nosso Deus é Onisciente (I Pd. 1:2) e por essa presciência Ele sabe das coisas antes de acontecer. Veja, se Deus escolhesse as pessoas antes delas nascerem, onde ficaria o livre arbítrio?  E o caso de Judas Iscariotes? (Jo.17:12, Mt.26:21, Zc.11:12) Será que Deus escolheu Judas para ser o traidor e o usou dessa maneira carrasca? Se acreditarmos nessa tese, da pré-existência, Judas seria inocente pelo que fez e Deus o responsável, o que não é coerente. Temos, também, o caso de Ciro, o qual foi citado pelo profeta Isaías séculos antes mesmo de nascer (Is.45:1). É fato, Deus sabe das coisas antes mesmo de acontecer; “... e no teu livro foram escritos os dias, sim, todos os dias que foram ordenados para mim, quando ainda não havia nem um deles...”(Sl.119:16)  

PREGAM UM JESUS DIFERENTE DO QUE É PREGADO PELA BÍBLIA

   

Os mórmons fizeram com Jesus Cristo o mesmo que fizeram com Deus. A Bíblia ensina que Jesus Cristo é Deus o Filho. Deus desceu à terra em carne humana para derramar seu sangue por nossos pecados e vencer a morte por nós por meio da ressurreição corpórea.

Os mórmons ensinam que Jesus Cristo é um Deus chamado Jeová, outro Deus, diferente de Deus Pai cujo nome é Eloim. A Bíblia usa estes nomes intercambiavelmente, aplicando-os ao único e verdadeiro Deus e a Jesus Cristo, como é indicado em Deuteronômio 6:4: "O Senhor [Jeová] nosso Deus [Eloim] é o único Senhor [Jeová]." Entretanto, o ensinamento dos mórmons concernente a Jesus Cristo é que "Cristo o Verbo, o Unigênito, havia é claro, atingido o status de divindade ainda na pré-existência". (4)

Contrário ao ensino mórmon, Cristo sempre foi, agora é, e para sempre será Deus. Ele não atingiu o estado de ser Deus porque jamais houve época em que Ele não fosse Deus.

É claro, que Cristo tem um começo no que se tornou homem mediante o nascimento virginal. Entretanto, examine Isaías 9:6: "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; [uma profecia clara e reconhecida universalmente da vinda de Cristo] e o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus, Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz" (itálicos do autor). Aqui a Palavra de Deus chama a Jesus Cristo de "Deus, o Pai da Eternidade." (Ver também Jeremias 32:18.)

É isso mesmo, Jesus Cristo é esse único, verdadeiro e eterno Deus, manifestado na carne (veja João 1:1; 1 Timóteo 3:16).Cristo é chamado de Deus numerosas vezes: "Senhor meu e Deus meu!(João 20:28); "Mas, acerca do Filho: O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre" (Hebreus 1:8). Uma vez que Deus declarou em Isaías 43;10 (e em outros vários lugares) que ele é o único Deus, e que jamais haverá outro, Jesus Cristo, então, ou é um Deus falso ou não é Deus de modo algum, ou ele é esse único Deus verdadeiro revelado na carne como o Filho de Deus.

Outra profecia que se refere a Jesus Cristo, o Deus-homem, Miquéias 5:2: "E tu, Belém Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade." Este "desde os dias da eternidade" definitivamente significa desde toda a eternidade passada, sem nenhum princípio, como já verificamos.

João 1:1 declara: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus." (Mais tarde em 1:14 vemos que "o Verbo se fez carne, e habitou entre nós", o que torna Cristo e o Verbo sinônimos.) João 1:1 ensina-nos que Cristo era o Verbo e que ele estava com Deus e que ele era (não se tornou) Deus. De novo, aqui no primeiro versículo do evangelho de João, vemos que Deus foi Deus desde o princípio (o que aqui possui o significado de "de todo o tempo") e assim Jesus Cristo foi Deus desde o princípio, de todo o tempo!

Jesus Cristo aceitou a adoração como Deus em muitas ocasiões porque era Deus. Por exemplo: "E eis que Jesus veio ao encontro delas, e disse: Salve! E elas, aproximando-se, abraçaram-lhe os pés, e o adoraram" (Mateus 28:9).

Ora, Deus proibiu totalmente a adoração a qualquer outro deus, em passagens bíblicas tais como Êxodo 34:14: "Porque não adorarás outro deus: pois o nome do Senhor é Zeloso; sim, Deus zeloso é ele." O fato de Jesus permitir, encorajar e aceitar a adoração, indentifica-o como Deus, e há somente um único Deus que já foi e será Deus, "de eternidade a eternidade".

Joseph Smith--Profeta de Deus ou Não?

Foi José Smith um profeta de Deus? Sou imensamente grato a Deus por não ter deixado que decisões tão importantes dependessem de opiniões ou caprichos dos homens. Ele providenciou um teste absolutamente infalível e que até o cristão mais simples pode usar a fim de determinar se a pessoa que se diz profeta é verdadeira ou falsa. É tão claro que inclusive os que não são cristãos podem aplicá-lo e não serem desviados da busca da verdade.

Eis o teste de Deus para o profeta: "Porém o profeta que presumir de falar alguma palavra em meu nome, que eu não mandei falar, ou o que falar em nome de outros deuses, esse profeta será morto. Se disseres no teu coração: Como conhecerei a palavra que o Senhor não falou? Sabe que quando esse profeta falar, em nome do Senhor, e a palavra dele se não cumprir nem suceder, como profetizou, esta é palavra que o Senhor não disse; com soberba a falou o tal profeta: não tenhas temor dele" (Deuteronômio 18:20-22).

Nesta e também em numerosas outras passagens bíblicas descobrimos que Deus falou por meio de seus profetas verdadeiros, palavra por palavra, enquanto profetizavam. Uma vez que Deus não pode mentir nem errar, o cumprimento das palavras de seus profetas verdadeiros sempre foi exato.

Qualquer profeta que não passasse neste teste da profecia cumprida era profeta falso. (Veja Deuteronômio 13:1-5; Isaías 9:13-16; Jeremias 14:13-16; Ezequiel 13:1-9.)

Uma profecia falsa desqualificava o homem para sempre como profeta de Deus. Segundo as Escrituras, sob a lei do Antigo Testamento, o profeta que presumisse falar o que Deus não havia mandado, devia ser morto.

A seguir apresentamos algumas profecias de José Smith que não passaram no simples teste de exatidão de Deus:

1. Concernente à Nova Jerusalém e seu templo (Apocalipse 21:22). Segundo esta profecia em Doutrina e Convênios 84:1-5, dada em setembro de 1832, a cidade e o templo devem ser erigidos no estado de Missouri nesta (atual) geração.

Os apóstolos da igreja mórmon conheciam esta profecia e declararam no Journal of Discourses (Diário de Discursos) (volume 9, página 71; volume10, página 344; volume 13, página 362), sua certeza de que esta profecia havia de se cumprir durante a geração na qual a profecia foi feita por Smith em 1832. De fato, no dia 5 de maio de 1870, o apóstolo Orson Pratt declara ostensivamente: "Os Santos dos Últimos Dias esperam ter o cumprimento desta profecia durante a geração em existência em 1832 assim como esperam que o sol nasça e se ponha amanhã. Por quê? Porque Deus não pode mentir. Ele cumprirá todas as suas promessas." (1)

A cidade não foi construída; o templo não foi erigido nesta geração. A profecia era falsa.

2. Sião, no Estado de Missouri, "não poderá cair, nem ser removida de seu lugar", Doutrina e Convênios, seção 97:19. José Smith estava na cidade de Kirtland, Estado de Ohio quando fez esta predição e não tinha consciência de que Sião fora removida--duas semanas antes da assim chamada revelação.

3. A casa Nauvoo deve pertencer à família Smith para sempre, Doutrina e Convênios 124:56-60. José Smith foi morto em 1844. Os mórmons foram levados de Nauvoo e a casa já não pertence à família Smith. Esta profecia era falsa. José Smith era um falso profeta.

4. Os inimigos de José Smith serão confundidos ao procurar destruí-lo, 2 Nefi 3:14, O Livro de Mórmon. Smith foi morto, a bala, na prisão de Carthage, em Illinois, no dia 27 de junho de 1844.

5. Jesus Cristo devia nascer em "Jerusalém, que é a terra de nossos antepassados", Alma 7:10, O Livro de Mórmon. A Palavra de Deus diz que Jesus nasceria em Belém (Miquéias 5:2), e essa profecia foi cumprida (Mateus 2:1).

6. A vinda do Senhor, History of the Church (História da Igreja), volume 2, página 182. Em 1835 José Smith, profeta e presidente predisse "a vinda do Senhor, que estava próxima...até mesmo cinqüenta e seis anos deviam terminar a cena". (2)

7. Referente aos "habitantes da lua", Journal of Oliver B. Huntington, volume 2, página 166. Esse devoto e dedicado companheiro mórmon de José Smith citou-o descrevendo sua revelação a respeito da lua e seus habitantes: "Os habitantes da lua têm tamanho mais uniforme que os habitantes da Terra, têm cerca de 1,83m de altura. Vestem-se muito à moda dos quacres, e seu estilo é muito geral, com quase um tipo só de moda. Têm vida longa; chegando geralmente a quase mil anos." (3)

8. Uma profecia bastante reveladora é relatada por David Whitmer, uma das Três Testemunhas do Livro de Mórmon. Em seu livro, An Address to All Believers in Christ (Uma Proclamação a todos os crentes em Cristo)--(Richmond, Missouri, 1887), Whitmer disse que José Smith recebeu uma revelação de que os irmãos deviam ir a Toronto, no Canadá, e que venderiam ali os direitos autoraris do Livro de Mórmon. Foram mas não puderam vender o livro, e pediram explicações a José Smith. Smith, sempre esperto, disse-lhes: "Algumas revelações são de Deus; algumas são dos homens, e outras são do diabo."

Profeta bíblico algum jamais usou tal desculpa, pois nenhum profeta verdadeiro de Deus jamais falhou. Durante o período do Antigo Testamento, Smith teria sido imediatamente apedrejado até à morte, por se fazer passar por profeta de Deus. Se Smith não podia saber se a profecia vinha de Deus, do homem ou do diabo, não podemos confiar em suas revelações em O Livro de Mórmon e também nos outros escritos. Como é que podemos confiar nosso destino eterno a tal homem?!

Os mórmons gostariam de tachar o livro de Whitmer de "escrito apóstata". Dizem, entretanto, ser ele uma das três Testemunhas Sagradas, que "jamais negou seu testemunho"; neste caso ele certamente não poderia ser apóstata.

9. Em outra ocasião o astuto Smith declarou: "Na verdade, assim diz o Senhor: é sábio que o meu servo David W. Patten, liquide todos os seus negócios, logo que possível, e disponha de sua mercadoria, para que na primavera que vem, em companhia de outros, doze, incluindo a si, desempenhe uma missão para mim, a fim de testificar do meu nome e levar novas de grande alegria a todo o mundo." (4)

A data em que esta profecia foi dada era 17 de abril de 1838. David Patten morreu de ferimentos de arma de fogo no dia 25 de outubro de 1838. Não viveu para sair em missão na primavera. Deus, que conhece o futuro, não haveria de chamar um homem para uma missão, não a revelaria nem a faria registrar se soubesse que esse homem morreria antes do seu cumprimento. Isso faria de Deus um idiota ignorante, sem preparo e sem conhecimento do futuro. Suas revelações e profecias certamente não seriam "a segura Palavra de Deus".

Os mórmons tentam, pateticamente, defender esta profecia de Smith dizendo que David Patten pode ter sido chamado para uma missão em algum outro mundo (depois da morte). Se isto for verdade, não há registro de que os outros onze homens também tenham morrido para acompanhar a Patten nessa missão à qual foram chamados. É estranho que Deus nem mesmo se tenha importado em mencionar uma coisa tão estupenda como a morte do homem, expondo-se a uma acusação de profecia falsa. Deus não brinca com sua palavra nem com seus profetas. Esta profecia de José Smith foi uma profecia falsa, e não de Deus.

O teste de Deus para o profeta é muito simples; é muito claro. José Smith não pode passar no teste. Suas profecias falharam. José foi um profeta falso.

Amigos mórmons a quem apresentei esta prova têm tido reações variadas, como era de se esperar. Alguns ficaram abalados, admitiram que José Smith foi um falso profeta e voltaram-se, com todo o coração, para Jesus somente, para a alegria deles e minha.

Certa senhora mórmon amável, havia trabalhado infatigavelmente na igreja mórmon e havia se tornado bastante conhecida no trabalho entre as mulheres de um estado vizinho ao meu. Leu este material, conversou comigo e foi maravilhosamente libertada do mormonismo e trazida a Cristo. Ela ama o povo mórmon e sente por ele uma responsabilidade tremenda. Mais tarde, tive a alegria inexprimível de levar seu marido mórmon a Cristo.

Como ele chorou de alegria quando Jesus o libertou de seus pecados e concedeu-lhe o dom gratuito da vida eterna! Tal paz, segura e duradora, ele nunca havia encontrado no mormonismo.

Outros mórmons, em defesa de O Livro de Mórmon e da igreja mórmon, e com medo das espantosas implicações para si mesmos e suas famílias, se recusam a admitir o óbvio - que José Smith foi um profeta falso. Tentam desesperada ou valentemente, dependendo do ponto de vista do leitor, salvá-lo de seu dilema inextricável.

"Você tirou o que ele disse do contexto em que foi dito!" declararam alguns.

"Talvez ele quisesse dizer outra coisa", foi outra resposta triste.

"As pessoas na Bíblia tinham faltas", responderam vários, o que nada tem que ver com o teste de Deus para o profeta.

"Simplesmente não acredito que José Smith foi um profeta falso!"

"É um monte de mentiras!" gritou uma querida alma mórmon, ignorando o fato de que as citações são quase que exclusivamente de livros, fontes, e apóstolos mórmons, e estão bem documentadas de modo que pode verificar por si mesma e tirar suas próprias conclusões.

Por certo que os corações de todos os cristãos verdadeiros têm compaixão pelos mórmons, se houver em tais corações um grama do amor de Cristo. Ver e sentir a angústia dos que começam a reconhecer que foram iludidos não é nada agradável. Entretanto, a angústia de uma eternidade perdida sem Cristo é infinitamente mais horrível. O verdadeiro amor não pode fugir à responsabilidade. Podemos sentir como o médico que se deve fazer de aço a fim de dizer a um amigo querido que sofre de câncer.

O teste foi dado. José Smith não passou no teste. Não foi profeta de Deus. Foi um falso profeta.

__________

Notas

[1] Pratt, Journal of Discourses, vol.9, p.71

[2] Joseph Smith, History of the Church (História da Igreja) (Salt Lake City; A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, 1902-1912), volume 2, p.182.

[3] Huntington Library, San Marino, California, de o Journal of Oliver B. Huntington, volume 2, página 166.

[4] Doutrina e Convênios 114:1.

Josph Smith e a Primeira Visão

Muitos que lêem este livro poderão perguntar: Onde os mórmons conseguiram idéias tão diferentes acerca de Deus e de Cristo? Qual é a fonte de sua doutrina? Onde sua igreja realmente se originou? Qual é o fundamento sobre o qual se firmam suas crenças?

De maneira muito breve, os mórmons ensinam que o verdadeiro evangelho desapareceu da terra logo depois da era da igreja apostólica. Crêem que todas as igrejas de então se tornaram falsas, e que não tinham autoridade dada por Deus. Todos os cristãos professos, durante centenas de anos eram corruptos, falsos, apóstatas. Então Deus restaurou o verdadeiro evangelho e sua autoridade original mediante um jovem chamado José Smith. Um anjo apareceu, em visão, ao jovem José e depois levou-o a algumas placas de ouro escondidas perto de Palmyra, no estado de Nova lorque. Destas placas, Deus fez com que José Smith fosse capaz de produzir O Livro de Mórmon, o primeiro livro inspirado, o fundamento do mormonismo.

Uma vez que José Smith declarou que todas as igrejas, sem exceção, são falsas e todos os seus membros são corruptos, parece-nos justo contestá-lo. Se José foi um verdadeiro profeta de Deus, então a Primeira Visão devia ser clara e indiscutível, pois Deus não é autor de confusão. Mas, ouçamos as próprias fontes mórmons quanto à importância desta Primeira Visão.

Primeira Visão de 1820

David O. McKay, apóstolo e líder mórmon declarou: "A aparição do Pai e do Filho a José Smith é o fundamento desta igreja."[1]

O apóstolo mórmon John A. Widtsoe disse: "A Primeira Visão, de 1820, é de importância vital à história de José Smith. Sobre sua realidade descansam a verdade e o valor de seu trabalho subseqüente."[2]

Obviamente, a integridade de José Smith e a verdade do mormonismo estão em jogo. Se a Primeira Visão for o fundamento sobre o qual se firma o mormonismo, examinemos, em atitude de oração e mui cuidadosamente, esse fundamento.

A igreja mórmon diz que José Smith teve uma visão em 1820, quando era um mocinho de 14 anos de idade. Esta visão aconteceu na "manhã de um lindo e claro dia, nos primeiros dias da primavera de 1820". José Smith tinha ido aos bosques orar a fim de saber "qual de todas as seitas era a verdadeira". Enquanto orava, viu dois personagens pairando acima dele no ar. Um dos personagens apontou ao outro e disse: "Este é o meu Filho Amado. Ouve-o." Então um dos personagens, aos quais José Smith identifica como o Pai e o Filho, disse-lhe que todas as igrejas estavam erradas.

É estranho que não se mencione esta visão nos registros mais antigos da igreja mórmon e a Improvement Era (Era da Melhoria), admite: "O relato oficial" de José Smith de sua primeira visão e das visitas do anjo Moroni foi...publicado pela primeira visão em Times and Seasons (Tempos e Estações) em 1842."[3] Isto, 22 anos depois do que se supõe ter o evento acontecido. Mesmo assim a primeira visão é vista como o fundamento da igreja mórmon que começou em 1830! O Livro de Mórmon foi publicado em 1830 também. Por que José Smith não deu um relato oficial da visão antes de 1842?

Por anos, os mórmons declararam enfaticamente: "José Smith viveu pouco mais de 24 anos depois desta primeira visão. Durante esse tempo ele contou somente uma hostória!"[4] Isto, é claro, não é verdade. Jerald e Sandra Tanner, no seu panfleto, The First Vision Examined (Exame da Primeira Visão), mostraram que existiam na igreja mórmon duas versões, além da versão oficial de Smith, mas não foram publicadas até que Paul Cheesmand, aluno da Universidade Brigham Young as expôs em 1965.

Outro relato da primeira visão veio à luz por intermédio de James B. Allen, professor assistente de História na UBY, em 1966, depois dos mórmons, por vários anos, negarem a existência de outras versões! Estas versões contêm discrepâncias importantes da versão oficial. Para uma explicação detalhada e erudita, veja o panfleto de Tanner, The First Vision Examined.

Até Brigham Young, que teve 363 de seus sermões registrados no Journal of Discourses (Diário de Discursos), como profeta "inspirado" sucessor de José Smith, não menciona a Primeira Visão. O bibliotecário mórmon Lauritz G. Petersen,numa carta datada de 31 de agosto de 1959, escreveu: "Tenho examinado o Journal of Discourses (Diário de Discursos) que registra muitos do sermões de Brigham Young. Nada há ali por Brigham Young sobre a primeira visão de José Smith."[5]

É bastante estranho que Oliver Cowdery, o primeiro historiador mórmon (segundo Doctrines of Salvation (Doutrinas da Salvação), volume 2, página 201), nem mesmo se refira à Primeira Visão. Cowdery foi uma das três testemunhas principais de O Livro de Mórmon. Earl E. Olsen, bibliotecário mórmon, da Igreja dos Santos dos Últimos Dias, escreveu numa carta de 24 de março de 1958: "Nos registros que temos em arquivo dos escritos de Oliver Cowdery e John Whitmer, tais como são, não encontramos referência à Primeira Visão."[6]

Primeira Visão de 1823

Entretanto, foi descoberto que Oliver Cowdery, auxiliado pelo próprio José Smith, publicou um relato da Primeira Visão no Messenger and Advocate (Mensageiro e Advogado), em setembro de 1834, e em fevereiro de 1835, diferindo em pontos importantes da "versão oficial" publicada mais tarde, em 1842. Na verdade, os primeiros relatos da igreja mórmon referentes à Primeira Visão de José Smith diziam que ele tinha 17 anos, e não 14.

(Bons amigos mórmons, honestamente embasbacados com as aparentes contradições e confusões que vamos apresentar, disseram-nos que tínhamos confundido a Primeira Visão de José Smith com outra visão ou visões que ele teve. Simpatizamos com a dor de coração que sentem pelo que os seguintes fatos revelarão. Entretanto, lemos muitas das visões de José Smith e estamos muito bem cônscios delas, como muitos outros estudiosos do mormonismo o estão. O próprio José Smith e outras autoridades mórmons declararam claramente que a visão que estamos discutindo foi a primeira. Devemos encarar a realidade, com gentileza mas firmemente.)

Orville Spencer, preeminente mórmon do começo da igreja, escreveu uma carta de Nauvoo, no estado de Illinois, em 1842, dizendo: "José Smith, ao ter as primeiras manifestações dos grandes desígnios dos céus, não estava longe da idade de dezessete anos." [7]

Ora isto está de acordo com o relato da idade de Smith, 17 anos em 1823, ao serem dados os primeiros relatos da visão, como prova o Messenger and Advocate, vol.1, páginas 78,79, referindo-se a um reavivamento que diz ter sido realizado em Palmyra e nos seus arredores no estado de Nova Iorque, mais ou menos na época da visão de José Smith. Enquanto esta excitação continuava, ele continuava a clamar ao Senhor em secreto por uma manifestação plena da aprovação divina e, para ele, a informação de grande importância, se um Ser Supremo existia, que tivesse a certeza de ser aceito por ele... Na noite do dia 21 de setembro de 1823, nosso irmão, antes de ir para o quarto, tinha a mente completamente envolvida com o assunto que por tanto tempo o havia agitado -- seu coração fazia oração fervorosa... enquanto continuava orando por uma manifestação, de alguma maneira, de que seus pecados haviam sido perdoados; esforçando-se para exercitar fé nas Escrituras, de repente uma luz como a do dia, só que de uma aparência e brilho mais puros e gloriosos, invadiu o quarto... e num momento um personagem apareceu perante ele... ouviu-o declarar ser o mensageiro enviado por mandamento do Senhor, para entregar uma mensagem especial e testemunhar-lhe que seus pecados estavam perdoados."[8]

Notem, por favor, que esta é uma fonte mórmon, e um relato oficial mórmon admitindo que José Smith, aos 17 anos de idade em 1823, nem mesmo sabia se existiam ou não um Ser Supremo, embora mórmons posteriores digam que ele teve uma visão do Pai e do Filho, em 1820, aos 14 anos de idade!

De fato, o líder e apóstolo mórmon David O. McKay declarou que esta Primeira Visão, que José Smith declarava ter 14 anos, era o fundamento da igreja mórmon! Por que, então José Smith nem mesmo sabia da existência de um Ser Supremo, em 1823, aos 17 anos de idade?

Primeira Visão e Anjos

Além disso, no Deseret News (Notícias Deseret), de 29 de maio de 1852, cita-se José Smith dizendo: "Recebi a primeira visitação dos anjos quando tinha cerca de quatorze anos de idade." Isto mostra outra discrepância de muitas fontes mórmons. Os relatos mais antigos da visão dizem que um anjo apareceu a José Smith, não o Pai e o Filho.

Afirmou o apóstolo Orson Pratt: "Logo um indivíduo obscuro, um jovem, levantou-se, e no meio de toda a cristandade, proclamou as novas espantosas de que Deus lhe havia enviado um anjo... isto ocorreu antes de este jovem ter 15 anos de idade."[9] Isto obviamente se refere à Primeira Visão de Smith.

John Taylor, o terceiro presidente da igreja mórmon, afirmou: "Como é que se originou este estado de coisas chamado mormonismo? Lemos que um anjo desceu do céu e revelou-se a José Smith e manifestou-lhe, em visão, a verdadeira posição do mundo do ponto de vista religioso."[10]

A despeito da evidência irrefutável dos próprios apóstolos mórmons, a história da Primeira Visão cresceu e foi mudada até chegar `a versão de hoje: que José Smith viu o pai e o Filho. Segundo a versão atual, em 1820, quando tinha quatorze anos de idade, José Smith viu uma coluna de luz. "Logo após esse aparecimento, senti-me livre do inimigo que havia me sujeitado. Quando a luz repousou sobre mim, vi dois Personagens, cujo resplendor e glória desafiam qualquer descrição, em pé, acima de mim, no ar. Um Deles me falou, chamando-me pelo nome e disse, apontando para o outro : Este é o meu Filho Amado. Ouve-O."[11]

Nem José Smith, nem os apóstolos inspirados dos mórmons que o citaram estão de acordo com a história original acerca do ano, da idade de José nem do conteúdo da visão. 

A Primeira Visão e o Sacerdócio

O próprio José Smith deu prova positiva de que ele não viu o Pai e o Filho em 1820. Em 1832 José Smith disse ter uma revelação de Deus na qual afirmava que o homem não pode ver à Deus sem o sacerdócio. Mas como o próprio José Smith admitiu, ele não era sacerdote em 1820, nem reivindicou para si mesmo esse ofício até os princípios de 1830![12]

A revelação de José Smith, de 1832, concernente ao sacerdócio está registrada na seção 84 de Doutrinas e Convênios, versículos 21,22: E sem as suas ordenanças, e a autoridade do sacerdócio, o poder de divindade, não se manifesta aos homens na carne; Pois, sem isto nenhum homem pode ver o rosto de Deus, o Pai, e viver."

O apóstolo mórmon Parley P. Pratt declarou: "A verdade é esta: sem o sacerdócio de Melquisedeque, `homem algum pode ver à Deus e viver!"[13] José Smith não era sacerdote em 1820. Se sua revelação de que homem algum pode ver a Deus sem o sacerdócio fosse verdadeira, então José Smith jamais havia visto à Deus e sua alegação em 1842 de que em 1820 fosse verdadeira, então sua revelação em 1832 que homem algum poderia ver à Deus sem o sacerdócio era falsa. De qualquer forma isto mostraria que José Smith não era o profeta de Deus que algumas pessoas pensavam que fosse.

Moroni ou Nefi

Outro problema digno de menção relacionado com isto é que o anjo que disse ter aparecido a José Smith é quase sempre chamado de Moroni, tanto por José Smith como por outros escritores mórmons. Entretanto, na primeira edição de 1851 de Pérola de Grande Valor, página 41, o nome do anjo era Nefi e não Moroni. Mais provas acerca disto podem ser encontradas em Times and Seasons (Tempos e Estações), volume 3, páginas 479 e 753, e nos escritos da mãe de José, Lucy Mack Smith, em seus Esboços Biográficos (Biographical Sketches) de 1853.

Em Resumo

Parece estar em ordem algumas observações acerca de José Smith e da Primeira Visão. David O McKay, ex-presidente e inspirado apóstolo mórmon, declarou ser a Primeira Visão o fundamento da igreja mórmon. Sobre isto descansa finalmente toda a autoridade que os mórmons dizem ter.

Perguntamos: por que tantos líderes, apóstolos, presidentes e escritores mórmons andam tão confusos acerca do que José Smith viu ou não viu? Por que o próprio José Smith fez vários relatos totalmente irreconciliáveis da Primeira Visão? Por que a versão de José Smith e a versão oficial dos mórmons não saiu até 1842 se esta visão é tão importante para o mormonismo? A igreja começou em 1830, e O Livro de Mórmon foi publicado em 1830, mas a visão de 1820, sobre a qual a igreja foi fundada, não foi dada oficialmente até 1842!

Por que temos "revelações" contraditórias dadas por Deus ao seu apóstolo inspirado? Deus nunca se contradiz. Quando qualquer palavra ou revelação é contraditória não pode ser de Deus. José Smith realmente teve uma visão? Se assim foi, quando? Com que idade? O que ele viu realmente? Foi um anjo bom ou um anjo mau, se teve uma visão? Foi um espírito de Deus ou um dos espíritos de Satanás que lhe apareceu como um anjo de luz? "E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus próprios ministros se transformem em ministros de justiça; e o fim deles será conforme as suas obras" (2 Coríntios 11:14, 15).

Pense novamente nas contradições do tempo da visão, da idade de José Smith, e do conteúdo da visão. Pense acerca da revelação que José Smith teve em 1832 que só os que foram ordenados ao sacerdócio poderiam ver a Deus e viver, mas dizia-se que ele havia visto `a Deus em 1820, muitos anos antes de ter sido feito sacerdote por seu própio testemunho. 1 Coríntios 14:33 diz: "Porque Deus não é de confusão; e, sim, de paz. Como em todas as igrejas dos santos."

Não conforta nada saber que muitos cultos começaram com uma visão--ou alegações de uma visão ou por não crerem na Palavra de Deus, ou por não crerem que ela fosse suficiente. Deus, portanto, enviou-lhes "a operação do erro" para que cressem na mentira (veja 2 Tessalonicenses 2:10-12).

Finalmente, os mórmons precisam examinar seriamente Gálatas 1:8: "Mas, ainda que nós, ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema."

Se esta Primeira Visão for o fundamento, vejamos o que José Smith sobre ele construiu.

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Notas

[1] David O. McKay, Gospel Ideals (Ideais do evangelho) - (Salt Lake City: The Church of Jesus Christ of Latter-Day Saints, 1953), página 85.

[2] John A. Widtsoe, Joseph Smith - Seeker After Truth (Joseph Smith - buscador da verdade) - (Salt Lake City: Deseret Book Co., 1951), página 19.

[3] Improvement Era (Era da Melhoria), julho de 1961, página 490. (Periódico mensal publicado pela igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.)

[4] Joseph Smith, The Prophet (Joseph Smith, o profeta) - 1944, página 30. Citado por Jerald e Sandra Tanner em The First Vision Examinded (Exame da primeira visão) - Salt Lake City: Modern Microfilm Co., 1969 - página 2.

[5] Jerald Tanner, Mormonism: A Study of Mormon History and Doctrine (Mormonismo: Estudo da história e doutrina mórmons) - (Clearfield, Utah: Utah Evangel Press, 1962), página 79.

[6] Tanner, Mormonism, página 8.

[7] Millenial Star (Estrela Milenar), vol. 4, página 37.

[8] Messenger and Advocate (Mensageiro e advogado), vol. 1, pp. 78,79. Citado por Tanner em The First Vision Examined (Salt Lake City: Modern Microfilm co., 1969), p. 15.

[9] Journal of Discourses (Diário de discursos) - Liverpool, England : F.D. e S. W. Richards, Pub., 1854. Edição reimpressa, Salt Lake City, 1966), vol. 13, pp. 65,66. O Journal of Discourses é uma coleção de sermões por Brigham young, Orson Pratt, Heber Kimball e outros de 1854 a 1886.

[10] Journal of Discourses, vol. 10, p. 127.

[11] Joseph Smith, Pérola de Grande Valor - (Salt Lake City: A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, 1958), p. 48, #17. (Na edição brasileira, de 1967, p. 56, #17.)

[12] Bruce R. McConkie, ed. Doctrines of Salvation (Doutrinas da salvação) - (Salt Lake City: Bookcraft, Inc., 1954), vol. 1, p. 4.

[13] Parley P. Pratt. Writings of Parley P. Pratt (Escritos de Parley P. Pratt) p. 306. Citado por Jerald e Sandra Tanner em Mormonism, Shadow or Reality (Mormonismo - sombra ou realidade) - (Salt Lake City: Modern Microfilm Co., 1972), p. 144.

A Ilusão Mórmon — Parte 2 (Capítulos 3 e 4)


Genealogias

O verdadeiro propósito de todo o trabalho genealógico dos mórmons é prover informação para o batismo pelos mortos; ordenanças seladas por procuração (ordenança pela qual marido e esposa são selados no casamento para o tempo e a eternidade), e ordenação e doações para parentes mortos a fim de ajudar a salvá-los ou exaltá-los. Desta forma os mórmons procuram os nomes dos mortos mediante pesquisa genealógica e então são batizados em seu lugar. O presidente Joseph Fielding Smith disse: "O maior mandamento dado a nós que é obrigatório, é o trabalho do templo por amor de nós mesmos e por amor de nossos mortos."[4]
A igreja mórmon guarda o microfilme de toda esta obra genealógica em grandes túneis cavados numa montanha de granito em Little Cottonwood Canyon, ao sudeste de Salt Lake City. Estas genealogias são traçadas até séculos atrás. Quarenta e cinco milhões de pessoas já foram batizadas por procuração. Somente em 1975 mais de três milhões foram batizados em 16 templos mórmons. Treze equipes de televisão nos Estados Unidos e outras 67 equipes ao redor do mundo trabalham para acrescentar informação microfilmada acerca dos mortos à que já existe. Mais de 120 milhões de dólares já foram gastos com este fim.
Em 1966 "A carga total de microfilme incluía 579,679.800 páginas de documentos. Havia mais de 5 bilhões de nomes nos arquivos - a igreja gasta cerca de 4 milhões de dólares por ano com a Sociedade Genealógica. Esta tem 575 empregados e é dirigida por uma junta da qual fazem parte dois apóstolos."[5]
Amigos, todos vocês que estão presos por sacerdotes e genealogias, leiam com cuidado e alegria. Tenho boas-novas para vocês!

Adeus Sacrifícios, Sacerdotes e Genealogias
Boas-novas! Maravilhosas novas! Não é mais preciso oferecer sacrifício por nossos pecados. Jesus ofereceu "para sempre, um único sacrifício pelos pecados" (Hebreus 10:12), e assim desfez a necessidade de qualquer outro sacrifício.
Os sacerdotes do Antigo Testamento tinham como função principal oferecer sacrifícios de sangue como propiciação pelo pecado (Veja Levítico 9:1,2). Todos os seus sacrifícios simbolizavam o dia quando Cristo, o Cordeiro de Deus, derramaria seu sangue por nossos pecados. Quando Jesus morreu na cruz a figura foi cumprida, logo a necessidade de sacrifícios, e também a necessidade de sacerdotes, foram desfeitas.
Quando meu amigo John falava comigo da doutrina mórmon, freqüentemente alegava que todas as outras igrejas eram falsas, exceto a igreja mórmon. Uma das razões para isto é que não tínhamos autoridade por não termos sacerdócio oficial, apóstolos nem profetas. O que diz Deus acerca disso?
Todo cristão agora é declarado sacerdote. "Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz" (1 Pedro 2:9). "João, às sete igrejas que se encontram na Ásia: Graça e paz a vós outros, da parte daquele que é, que era e que há de vir, da parte dos sete Espíritos que se acham diante do seu trono, e da parte de Jesus Cristo, a fiel testemunha, o primogênito dos mortos, e o soberano dos reis da terra. Àquele que nos ama, e pelo seu sanque nos libertou dos nossos pecados, e nos constituiu reino, sacerdotes para o seu Deus e Pai, e ele a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém" (Apocalipse 1:4-6).
A morte de Cristo elimina o sacerdócio formal judaico. O véu do Templo que simboliza a separação da humanidade de Deus, foi "rasgado de alto a baixo" quando Ele morreu e tornou-se nosso sumo sacerdote dando-nos acesso direto a Deus (Hebreus 10:18-21). Agora podemos chegar à presença de Deus mediante seu sacrifício. Jesus é nosso Sumo Sacerdote, nosso Sacrifício e nosso Mediador. Não precisamos de nenhum outro.
Todo aquele que aceita o Cordeiro de Deus sacrificial como propiciação por seu pecado, todo aquele que se torna cristão passa a fazer parte dessa geração escolhida e é incluído nesse sacerdócio real, tanto as mulheres como os negros. Temos a autoridade da Palavra de Deus, e a habitação do Espírito Santo que prometeu guir-nos na verdade, a Palavra de Deus. Todos nós fomos nomeados seus embaixadores, o que nos dá imensa e certa autoridade (veja 2 Coríntios 5:17-21). Isto não é verdade com relação ao "sacerdócio" mórmon.
Os registros genealógicos foram completamente destruídos pelos romanos. Esse registros genealógicos eram guardados cuidadosamente pelos judeus por causa de linhagens familiares e heranças tribais. Tanto Mateus como Lucas registram a genealogia de Cristo. Deus permitiu que isso fosse incluído em sua Palavra para que a messianidade de Jesus Cristo pudesse ser provada. Centenas de anos antes de Jesus Cristo, os profetas disseram que ele viria de um certo povo, de uma certa tribo, de uma certa linhagem, de um certo indivíduo dentro dessa família. Isto foi parte da prova magnífica de Deus de que Jesus Cristo foi Deus na carne como dizia ser.
Depois de Jesus ter sido crucificado, Tito, no ano 70 A.D. destruiu todos os registros genealógicos de Jerusalém. Tudo o que restou foram os que estão registrados na Palavra de Deus. Deus estava dizendo: "O Messias já veio e sua genealogia já foi provada. Está terminado."
Os registros genealógicos eram um meio pelo qual se provavam as qualificações dos sacerdotes. Sua linhagem podia ser traçada até Arão. Ao instituir o sacerdócio judaico Deus escolheu somente uma das 12 tribos de Israel, os levitas, para serem sacerdotes. Da tribo de Levi ele escolheu um homem, Arão, como sumo sacerdote. Todos os sacerdotes verdadeiros descendiam de Arão (veja Exôdo 28:1;31:10; Levítico 8:2;9;Números 3:1-4). Qualquer pessoa que não fosse descendente de sangue de Arão, e afirmasse ser sacerdote, era sacerdote falso, a despeito de quantas vozes pudesse ouvir ou visões que pudesse ter reivindicado que Deus lhe havia dado a autoridade de sacerdote. A descendência de Arão devia ser comprovada.
Ao permitir Deus que estes registros genealógicos fossem destruídos, depois de tê-los preservado miraculosamente por séculos, tornou impossível que qualquer pessoa traçasse sua descêndencia de Arão e assim reivindicasse ser sacerdote aarônico! Qualquer homem que alega ser sacerdote segundo Arão hoje é falso sacerdote.
Além disso, Deus admoesta que as pessoas "não se ocupem com fábulas e genealogias sem fim, que antes promovem discussões do que o serviço de Deus, na fé" (1 Timóteo 1:4). De novo sua palavra diz: "Evita discussões insensatas, genealogias, e contendas, e debates sobre a lei" (Tito 3:9). Nesta era da graça o sistema judaico foi deixado de lado por Deus. Somente os que gostariam de ser mais hebreus que os próprios hebreus, apegar-se-iam ao sistema há muito rejeitado por Deus. É por isso que não temos lista de sacerdócio - aarônico, segundo a ordem de Melquisedeque ou de qualquer outra espécie - na igreja estabelecida de Jesus Cristo! Não há tal ofício hoje. A igreja do Novo Testamento não tinha necessidade deles e qualquer igreja que tiver uma ordem oficial de sacerdotes não é igreja neotestamentária. Pode ser tudo, menos igreja cristã.
Os Santos dos Últimos Dias dão muitas importâncias ao sacerdócio aarônico e de Melquisedeque. No amor de Cristo, lhe imploramos que reconsiderem. Não construam o que Deus destruiu. Não há, não pode haver sacerdotes hoje. Não duvidamos da integridade e sinceridade de muitos que afirmam ser sacerdotes e daqueles que crêem que sejam. Mas tentar restaurar o que Deus já desfez e colocar os homems, pelo menos em parte, de volta às obras em vez de deixá-los inteiramente sob o sangue de Cristo para salvação completa e inteira é trágico, tanto agora como na eternidade, para eles e para os que os seguem.
Nem Paulo nem Pedro afirmaram ser sacerdotes, a não ser no sentido em que todo o cristão o é. Como sacerdotes, os que aceitamos o Cristo bíblico, podemos chegar a Deus por nós mesmos mediante o sangue do Senhor Jesus Cristo. Tornamo-nos sacerdotes ao obtermos sua salvação completa, grátis e eterna.
Não muito tempo atrás um mórmon dedicado assegurou-me que dependia somente de Jesus para sua salvação. Eu disse: "Suponha que alguém que não pertence à igreja mórmon aceitasse Cristo e dependesse somente dele para chegar ao céu mais alto. Essa pessoa conseguiria?"
O mórmon, de repente ficou silencioso, evindência muda de que consciente ou inconscientemente ele depende de Cristo e da igreja mórmon. Segundo a Escritura o único meio de salvação é aceitar Jesus Cristo como todo-suficiente, mais nada (ver Efésios 2:8,9).

Examine a parábola que Jesus contou acerca do fariseu e do publicano em Lucas 18:9-14. O fariseu, inegavelmente, pertencia à "única igreja verdadeira" no sentido de pertencer ao sistema de adoração que Deus havia estabelecido no Antigo Testamento. Seu sistema ainda retinha sacerdotes, homens como Caifás, e eram legítmos pois isto veio antes da cruz. Portanto, o fariseu podia gabar-se de pertencer à única igreja verdadeira establecida por Deus, e que ela possuía o único sacerdócio autorizado. Ele era muito religioso, e aparentemente, pelos padrões humanos, muito bom. Ele orou: "Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho" (Lucas 18:11,12). Ele era fiel à igreja, cria em Deus, dava o dízimo de tudo quanto ganhava, era justo nos negócios, e não tomava dinheiro à força ou por meios desonestos. Tratava o próximo com justiça, pagava suas dívidas e era fiel à esposa.
O publicano, por outro lado, era uma confusão. Era um judeu que os outros consideravam ter se vendido aos conquistadores romanos. Ele cobrava impostos dos judeus para os romanos. Uma das maneiras pelas quais estes publicanos desprezíveis conseguiam levar vantagem era cobrar mais imposto do que os romanos exigiam e embolsar a diferença. Alguns, por meio disto, tornavam-se ricos. O publicano não tinha boas obras algumas que o recomendassem a Deus. É significativo que ele nada tenha dito a Deus acerca de orações, dízimos, ou não ser adúltero. Ele era um pecador miserável, desonesto e sem esperança. Amigos mórmons, qual destes dois homens vocês deixariam entrar no céu?
O publicano orou, nem mesmo levantando os olhos para os céus, batendo no peito na agonia da necessidade e convicção do pecado: "Ó Deus, sê propício a mim pecador!"
Qual dos homems foi para casa "justificado", livre do pecado, salvo? Disse Deus a respeito do publicano: "Este desceu justificado para sua casa, [salvo, perdoado, justificado com Deus], e não aquele."
Muitos amigos mórmons dizem-me com grande veemência: "Você quer dizer que um homem que ia à igreja, tinha uma vida correta, pagava as dívidas, etc., podia morrer e não ir para o céu, e que um homem que mentia, roubava, trapaceava e levava uma vida má, podia dizer: 'Jesus, salva-me', e ser salvo nos últimos dias ou horas de sua vida? Besteira!" Sim, é exatamente isto que quero dizer e a Bíblia o prova (veja o encontro de Jesus com o ladrão na cruz em Lucas 23:39-43; também a parábola dos trabalhadores da vinha, em Mateus 20:1-16). Os mórmons não podem compreender como se pode aplicar a graça de Deus aos que não trabalharam pela salvação, que não a ganharam.
Todos nós temos uma natureza pecaminosa. Quantidade alguma de obras jamais poderá mudar essa natureza, somente Jesus pode. Em qualquer ponto da vida que aceitar a Cristo como seu Salvador pessoal, é aí que a pessoa se torna nova criatura em Cristo. Então as boas obras fluirão dela, não para comprar a salvação, mas em amor e gratidão, prova de que foi salva. O sangue do Senhor Jesus Cristo pode lavar qualquer pessoa quando vier, honestamente, com todo o seu coração, a ele. Nada mais satisfará a Deus.
Meu bom amigo Marvin Cowan, por muitos anos mórmon dedicado e conquistador de outros para o mormonismo, disse-me pungentemente com que fervor cria na igreja mórmon e o quanto por ela trabalhou antes de encontrar o Senhor Jesus Cristo e ser libertado desse sistema. Hoje ele é missionário Batista aos mórmons a quem ama e por quem seu coração se condói. Ele é um dentre muitos que já disserem alô a Jesus e adeus aos sacerdotes. O desejo do coração dele, e do meu, é ganhar mórmons, qualquer coração faminto que esteja lendo estas páginas, não deseja você dizer alô, de uma vez e para sempre, a Jesus neste instante?
"Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e cearei com ele e ele comigo" (Apocalipse 3:20).
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Notas
[1] Talmage, Articles of Faith, pp. 204-211.
[2] B.H. Roberts, A Comprehensive History of The Chruch of Jesus Christ of Latter-day Saints (Salt Lake City: Deseret News Press, 1930), vol.1, p.40.
[3] Bruce R. McConkie, Mormon Doctrine (Salt Lake City: Bookcraft Inc., 1966), p.477.
[4] Joseph Fielding Smith, Doctrines of Salvation, vol.2, p.149.
[5] Wallace Turner, The Mormon Establishment (Boston: Houghton Mifflin Co., 1966), pp.81,82.
A Ilusâo Mórmon - Parte 6 (Capítulos 11 e 12)

Para os Que Estão a Investigar o "Mormonismo"

por Richard Packham


Se o leitor está a investigar o Mormonismo ("Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias" ou "Igreja mórmon"), provavelmente está a estudar em reuniões privadas em sua casa, com missionários dessa igreja. Eis alguns aspectos chave que talvez lhe tenham dito:

  • O Mormonismo começou quando Joseph Smith, um jovem da zona oeste de Nova Iorque, foi incitado por um revivalismo cristão que ocorreu no local onde ele vivia em 1820 a orar a Deus por orientação para saber qual das igrejas era a verdadeira. Em resposta às suas orações, ele foi visitado por Deus o Pai e Deus o Filho, dois seres separados, que lhe disseram que não se devia juntar a nenhuma igreja porque todas as igrejas existentes nesse tempo eram falsas, e ele, Joseph, geraria a igreja verdadeira. Este acontecimento é chamado "A Primeira Visão."

  • Em 1823 Joseph teve outra visita celestial, na qual um anjo chamado Moroni lhe contou a respeito de uma história sagrada escrita por hebreus da antiguidade na América, gravada num dialecto egípcio em tabuinhas de ouro e enterradas num monte próximo. Joseph foi informado que continham a história dos povos da América da antiguidade, e que Joseph seria o instrumento usado para trazer este registo ao conhecimento do mundo. Joseph obteve estas placas de ouro do anjo em 1827 e traduziu-as para inglês através do espírito de Deus e do uso de um instrumento sagrado que acompanhava as placas, chamado "Urim e Tumim." A tradução foi publicada em 1830 como The Book of Mormon [O Livro de Mórmon].

  • The Book of Mormon [O Livro de Mórmon] é uma história religiosa e secular dos habitantes do hemisfério ocidental desde cerca de 2200 AC até cerca de 421 AD. Diz ao leitor que todos os índios americanos são descendentes de três grupos de imigrantes que foram conduzidos por Deus dos seus lares originais no oriente próximo para a América. Um grupo veio da Torre de Babel e outros dois grupos vieram de Jerusalém imediatamente antes do cativeiro Babilónico, cerca de 600 AC. Eles foram conduzidos por profetas de Deus que tinham o evangelho de Jesus Cristo, que está preservado na sua história, o Livro de Mórmon. Muitos dos descendentes destes imigrantes eram cristãos, mesmo antes de Cristo ter nascido na Palestina, mas muitos eram descrentes. Crentes e descrentes travaram muitas guerras, a última das quais apenas deixou como sobreviventes descrentes degenerados, que são os antepassados dos índios americanos. O acontecimento mais importante durante esta longa história foi a visita de Jesus Cristo à América, depois da sua crucificação, quando ele ministrou (e converteu) todos os habitantes.

  • Joseph Smith foi dirigido por revelação de Deus no sentido de restabelecer ("restaurar") a verdadeira igreja, o que fez em 1830. Ele foi visitado várias vezes por mensageiros celestiais, que o ordenaram no verdadeiro sacerdócio. Ele continuou a ter revelações de Deus para guiar a igreja e para dar mais conhecimento do Evangelho. Muitas destas revelações estão publicadas em Doctrine and Covenants [Doutrina e Convénios].

  • Joseph Smith e os seus seguidores foram perseguidos continuamente devido às suas crenças religiosas, e mudaram-se do Estado de Nova Iorque para o Ohio, depois para o Missouri, depois para o Illinois, onde Joseph Smith foi assassinado em 1844 por uma multidão, um mártir devido às suas crenças. A igreja foi depois conduzida por Brigham Young, o sucessor de Joseph, para o Utah, onde os Mórmones se estabeleceram com sucesso.

  • A igreja Mórmon é dirigida actualmente pelos sucessores de Joseph Smith. O actual presidente da igreja é um "profeta, vidente e revelador" exactamente como Joseph Smith era, e guia os membros da igreja através de revelações e orientação de Deus.

  • A igreja Mórmon moderna é a única igreja verdadeira, conforme restaurada por Deus através de Joseph Smith. Outras igrejas, derivadas da igreja cristã primitiva, estão em apostasia porque os seus líderes corromperam as escrituras, mudaram os rituais da igreja original e muitas vezes levam vidas corruptas, perdendo desse modo a autoridade.

  • Ao aceitar o baptismo na igreja Mórmon, a pessoa toma o primeiro passo necessário em direcção à salvação e à entrada definitiva no Reino do Céu (o "Reino Celestial").

O Que os Missionários Não Lhe Dirão

Eis um sumário de importantes factos sobre a igreja Mórmon e a sua história que os missionários provavelmente não lhe dirão. Não estamos a sugerir que eles o estão a enganar intencionalmente -- a maioria dos jovens mórmones que servem em missões para a igreja não são conhecedores da história da igreja ou de estudos críticos modernos sobre a igreja. Provavelmente eles próprios não conhecem todos os factos. Contudo, eles foram treinados para dar aos investigadores "leite antes da carne", ou seja, adiam a revelação de toda a informação que pode tornar um investigador hesitante, mesmo que seja verdadeira. Mas o leitor deve tomar conhecimento destes factos antes de se comprometer.

Cada um dos factos que apresentamos em seguida é fundamentado em sólida investigação histórica. E esta lista não é de modo algum exaustiva! Para consultar links de artigos em inglês que fundamentam cada um destes pontos, clique na palavra NOTAS, que está a seguir a cada item.

  • A história da "Primeira Visão", na forma que os mórmones hoje apresentam, era desconhecida até 1838, dezoito anos depois da sua alegada ocorrência e quase dez anos depois de Smith ter começado os seus esforços missionários. A versão mais antiga da visão, escrita pelo próprio Smith, é aproximadamente de 1832 (pelo menos onze anos depois da alegada visão), e diz que apenas uma personagem, Jesus Cristo, lhe apareceu. Também não menciona nada sobre um reavivamento religioso e contradiz o relato posterior quanto a Smith já ter decidido que nenhuma igreja era verdadeira. Existe ainda uma terceira versão deste acontecimento, registada como uma recordação no diário de Smith, quinze anos depois da alegada visão, em que apenas uma "personagem" aparece, sobre a qual se diz explicitamente que não é o Pai nem o Filho, acompanhada por muitos "anjos", que não são mencionados na versão oficial que os mórmones hoje contam. Qual das versões é correcta? Por que é que este evento, que a igreja agora diz ser tão importante, foi desconhecido por tanto tempo?

  • Um estudo cuidadoso da história religiosa do local onde Smith viveu em 1820 lança dúvida sobre se realmente houve um grande reavivamento religioso associado com a "Primeira Visão" nesse ano, como Smith e a sua família descreveram mais tarde. Os reavivamentos religiosos que ocorreram em 1817 e 1824 ajustam-se melhor ao que Smith descreveu mais tarde.

  • Em 1828, oito anos depois de o próprio Deus alegadamente lhe ter dito que não se devia juntar a nenhuma igreja, Smith pediu para ser membro de uma igreja Metodista local. Outros membros da sua família tinham-se juntado aos Presbiterianos.

  • Contemporâneos de Smith descrevem-no consistentemente como um vigarista cuja principal fonte de receitas era 'alugar-se' a agricultores locais para ajudá-los a encontrar tesouros enterrados, através do uso de magia popular e "pedras de vidência". De facto, Smith foi julgado em tribunal em 1826 sob acusação de ter andado a desenterrar ouro [ou dinheiro].

  • As únicas pessoas que afirmaram ter visto as placas de ouro foram onze amigos próximos de Smith (muitos deles familiares uns dos outros). Os testemunhos deles são impressos na primeira página de todas as cópias do Livro de Mórmon. Nunca foi permitido a terceiros examinar essas placas. As placas foram recolhidas pelo anjo em certo momento desconhecido. A maioria das testemunhas posteriormente abandonou o movimento. Então Smith chamou-lhes "mentirosos".

  • Smith produziu a maior parte da "tradução", não através da leitura das placas usando o Urim e o Tumim (aparentemente um par de 'lentes' sagradas), mas sim contemplando a mesma "pedra de vidência" que ele tinha usado para procurar tesouros. Ele colocava a pedra no seu chapéu e depois usava-o para cobrir a face. A maior parte do tempo ele estava a ditar, as placas de ouro nem sequer estavam presentes, estavam num esconderijo.

  • A história e civilização descritas detalhadamente no Livro de Mórmon não correspondem a nada que os arqueólogos tenham encontrado nas Américas. O Livro de Mórmon descreve uma civilização que durou mil anos, abrangendo tanto a América do Norte como a América do Sul, que tinha cavalos, elefantes, gado, ovelhas, trigo, cevada, aço, veículos com rodas, construção de navios, navios, moedas e outros elementos da cultura do Velho Mundo. Mas nunca se encontrou nas Américas desse período qualquer traço destas coisas supostamente muito comuns. E o Livro de Mórmon não menciona nenhuma das características das civilizações que realmente existiam nesse tempo nas Américas. A igreja mórmon gastou milhões de dólares ao longo de muitos anos tentando provar através de pesquisas arqueológicas que o Livro de Mórmon é um registo histórico exacto, mas eles fracassaram em produzir nem que fosse um fragmento de evidência arqueológica pré-colombiana apoiando a história do Livro de Mórmon. Além disso, enquanto o Livro de Mórmon apresenta uma imagem de um povo relativamente homogéneo, com uma única língua e modo de comunicação entre partes longínquas das Américas, a história pré-colombiana das Américas mostra o oposto: tipos raciais muito diversos (quase completamente asiáticos de leste -- de modo nenhum semitas), e muitas línguas nativas independentes [não relacionadas entre si], nenhuma das quais está relacionada com o hebreu ou o egípcio, nem sequer remotamente.

  • As pessoas do Livro de Mórmon eram supostamente judeus devotos que observavam a Lei de Moisés, mas no Livro de Mórmon não existe praticamente nenhum vestígio da sua observância da Lei Mosaica, nem notamos no livro um conhecimento exacto dessa lei.

  • Embora Joseph Smith tenha dito que Deus considerou "correcta" a tradução completa das placas, conforme publicada em 1830, foram feitas muitas mudanças em edições posteriores. Além de milhares de correcções de gramática defeituosa e palavras grosseiras que existiam na edição de 1830, foram feitas outras alterações para reflectir mudanças subsequentes em algumas das doutrinas fundamentais da igreja. Por exemplo, uma mudança inicial na redacção modificou a aceitação da doutrina da Trindade, na edição de 1830, permitindo assim que Smith introduzisse a sua doutrina posterior de múltiplos deuses. Uma mudança mais recente (1981) substituiu a palavra "branca" pela palavra "pura", aparentemente para reflectir a mudança na posição da igreja em relação à "maldição" da raça negra.

  • Joseph Smith disse que o Livro de Mórmon continha "a plenitude do evangelho". Contudo, o seu ensino em muitos assuntos doutrinais tem sido ignorado ou contrariado pela actual igreja mórmon e muitas doutrinas que a igreja agora diz serem essenciais nem sequer são mencionadas no livro. Exemplos são a posição da igreja na natureza de Deus, nascimento virginal, Trindade, poligamia, Inferno, sacerdócio, organizações secretas, natureza do Céu e salvação, templos, rituais por procuração em benefício dos mortos e muitos outros assuntos.

  • Muitas das noções históricas básicas que encontramos no Livro de Mórmon já tinham aparecido impressas em 1825, dois anos antes de Smith ter começado a produzir o Livro de Mórmon, num livro chamado View of the Hebrews [Vista dos Hebreus], escrito por Ethan Smith (não era familiar de Joseph) e publicado num local muito próximo de onde Joseph Smith vivia. Um estudo cuidadoso deste livro obscuro levou um representante da igreja mórmon (o historiador B. H. Roberts, 1857-1933) a confessar que a evidência tendia a mostrar que o Livro de Mórmon não era um registo antigo, era antes um conjunto de histórias que o próprio Joseph Smith tinha inventado, baseado no que tinha lido no tal livro anterior.

  • Embora os mórmones afirmem que Deus está a guiar a igreja mórmon através do seu presidente (que tem o título "profeta, vidente e revelador"), os sucessivos "profetas" têm repetidamente conduzido a igreja para empreendimentos que foram fracassos sombrios e noutros casos não conseguiram prever desastres que se aproximavam. Para mencionar apenas alguns: o Kirtland Bank, a United Order, a reunião de Sião no Missouri, a expedição no Zion's Camp, poligamia, o Alfabeto Deseret. O exemplo mais recente é a fraude que o traficante de manuscritos Mark Hofmann conseguiu vender à igreja em 1980. Ele foi bem sucedido em vender à igreja por milhares de dólares manuscritos que tinham sido forjados. A igreja aceitou-os como sendo documentos históricos genuínos. Os líderes da igreja ficaram a saber a verdade sobre esta fraude, não de Deus, através de uma revelação, mas de peritos não-mórmones e da polícia, depois de Hofmann ter sido preso por dois crimes que cometeu para encobrir a sua fraude. Este escândalo foi noticiado a nível nacional [nos E.U.A.]

  • O ritual secreto no templo (a "doação") foi introduzido por Smith em Maio de 1842, apenas dois meses depois de ele ter sido iniciado na Maçonaria. O ritual secreto no templo mórmon assemelha-se muito ao ritual maçónico desse tempo. Smith explicou que os Maçons tinham corrompido o ritual antigo (dado por Deus), mudando-o e removendo certas partes. Disse ainda que ele estava a restaurá-lo à sua forma "pura" e "original" (e completa), conforme lhe fora revelada por Deus. Nos 150 anos que passaram desde então, a igreja mórmon fez muitas mudanças fundamentais no ritual "puro e original" conforme "restaurado" por Smith, e fizeram isto principalmente removendo grandes partes desse ritual.Muitas doutrinas que em tempos passados foram ensinadas pela igreja mórmon e apresentadas como fundamentais, essenciais e "eternas", foram abandonadas. O ponto aqui não é se a igreja estava correta em abandonar essas doutrinas; em vez disso, o ponto é que uma igreja que alega ser a igreja de Deus toma uma posição "eterna" numa altura e a posição oposta noutra altura, e em qualquer dos casos afirma estar a proclamar a palavra de Deus. Alguns exemplos são:

n      A doutrina que diz que Adão era Deus, o Pai—

n      A Ordem Unida (toda a propriedade dos membros da igreja deve ser tida em comum e registada em nome da igreja);
-- Casamentos plurais (poligamia; um homem tem de ter mais de uma esposa para alcançar o grau mais elevado do céu);
-- A maldição de Caim (a raça negra não tem permissão de receber o sacerdócio de Deus porque está amaldiçoada; esta doutrina só foi abandonada em 1978);
-- Expiação pelo Sangue (alguns pecados -- apostasia, adultério, assassínio, casamento interracial -- têm de ser expiados através do derramamento do sangue do pecador, preferencialmente por alguém designado para o efeito pelas autoridades da igreja);

Todas estas doutrinas foram proclamadas pelo profeta reinante como sendo a Palavra de Deus, "eternas", "durando indefinidamente", para governar a igreja "para todo o sempre". Todas foram abandonadas pela igreja atual.

  • Joseph Smith afirmou ser um "tradutor" pelo poder de Deus. Além do Livro de Mórmon, ele fez várias "traduções" adicionais:

n      O Book of Abraham [Livro de Abraão], a partir de papiros [rolos] egípcios que obteve em 1838. Ele declarou que os rolos foram escritos pelo Abraão de que fala a Bíblia, "pela sua própria mão". A tradução de Smith é agora aceite como sendo escritura pela igreja mórmon, como parte da Pearl of Great Price [Pérola de Grande Valor]. Smith também produziu uma "Gramática Egípcia" baseada na sua tradução. Os modernos especialistas do egípcio da antiguidade concordam que os rolos são rolos de funeral egípcio comum, inteiramente pagãos na sua natureza, não tendo nada que ver com Abraão, e datam de um período 2000 anos posterior a Abraão. A "Gramática", dizem os egiptólogos, prova que Smith não tinha qualquer noção da língua egípcia. É pura fantasia: ele inventou-a.
-- A "Revisão Inspirada" da King James Bible [uma tradução da Bíblia]. Deus teria supostamente ordenado a Smith que traduzisse novamente a Bíblia porque as traduções existentes continham erros. Ele completou a sua tradução em 1833, mas a igreja ainda usa a King James Bible—

n      As "Placas Kinderhook", um grupo de oito placas de metal com estranhos caracteres gravados, desenterradas em 1843 perto de Kinderhook, Illinois, e examinadas por Smith, que começou a fazer uma "tradução" delas. Ele nunca completou a tradução, mas identificou as placas como um "registo antigo", e traduziu o suficiente para identificar o autor como sendo um descendente de Faraó. Agricultores locais confessaram mais tarde que eles próprios tinham produzido, gravado e enterrado as placas, como uma fraude. Eles tinham copiado os caracteres de uma caixa de chá chinesa.

  • Joseph Smith afirmou ser um "profeta". Ele profetizou freqüentemente eventos futuros "pelo poder de Deus". Muitas destas profecias estão registradas na obra mórmon intitulada Doctrine and Covenants [Doutrina e Convénios]. Quase nenhuma se cumpriu, e muitas não se podem cumprir agora porque as ações que deviam ser feitas pelas pessoas nomeadas nunca foram realizadas e essas pessoas agora estão mortas. Muitas profecias incluíam datas para o seu cumprimento e essas datas já passaram há muito tempo, sendo que os acontecimentos nunca ocorreram.

  • Joseph Smith não morreu como mártir mas sim numa batalha de tiros de pistola, na qual ele próprio disparou vários tiros. Ele estava preso nesse tempo, sob detenção por ter ordenado a destruição de um jornal de Nauvoo que se atreveu a publicar uma exposição (que era verdadeira) das ligações sexuais secretas de Joseph Smith. Nesse tempo ele tinha anunciado a sua candidatura para a presidência dos Estados Unidos, tinha estabelecido um governo secreto e tinha-se coroado secretamente como o "Rei do Reino de Deus".

  • Desde a fundação da igreja até à atualidade, os líderes da igreja não têm hesitado em mentir, falsificar documentos, reescrever ou suprimir a história ou fazer tudo o que for necessário para proteger a imagem da igreja. Muitos historiadores mórmons foram excomungados da igreja por terem publicado as suas descobertas acerca da verdadeira história mórmon.

A sua vida como mórmon

Se o leitor decidir tornar-se um membro da igreja mórmon, deve saber como será a sua vida na igreja. Embora seja calorosamente aceito  por uma animada comunidade de pessoas saudáveis, activas e que geralmente o apoiam, muitas delas sendo felizes no mormonismo e não podendo imaginar as suas vidas sem a essa religião, existe outro lado da questão:

  • O leitor será continuamente lembrado que para entrar no grau mais alto do céu (o "Reino Celestial"), terá de passar pela cerimónia da doação ["endowment"] no templo e ter "selado" o seu casamento com a sua esposa. (Se a sua esposa não é mórmon, você não pode entrar no grau mais alto do céu.) Para obter permissão para ter estas cerimónias realizadas no templo, você tem de provar que é um membro obediente e fiel da igreja e tem fazer tudo o que as autoridades da igreja ordenam, desde o Profeta até ao nível local. Terá de passar por uma entrevista pessoal com as autoridades locais da igreja para avaliar o seu valor, na qual eles lhe fazem perguntas sobre a sua vida privada e as suas actividades religiosas e sociais.

  • Eles esperam de si que dê pelo menos dez porcento das suas receitas à igreja, como dízimo. Eles esperam que faça outros donativos, conforme a necessidade surgir. Você nunca verá um relatório de como esse dinheiro é gasto, ou quanto a igreja recebe, ou seja o que for acerca da condição financeira; a igreja mantém as suas finanças secretas, mesmo dos seus membros.

  • Eles esperam que você abandone o uso do álcool, tabaco, café e chá.

  • Eles esperam que você cumpra qualquer designação de trabalho que lhe for atribuída. Estas designações podem ser posições de ensino, posições de funcionário, ajudando em várias tarefas de apoio -- qualquer trabalho que precise de ser feito. Cada tarefa que realizar com sucesso torná-lo-á elegível para outras, com mais responsabilidade e mais exigências sobre o seu tempo. Os membros que realizam estes trabalhos, mesmo aqueles que envolvem conselho pastoral delicado, não recebem qualquer treino formal (não existe clero pago, treinado). Ser-lhe-á dito que Deus o chamou para as suas designações. Muitos mórmones têm a maior parte do seu tempo livre ocupado com trabalho da igreja, tentando cumprir as numerosas designações que lhes foram dadas.

  • Eles esperam que você seja obediente às autoridades da igreja em tudo o que lhe ordenarem. O slogan é "siga a irmandade", e significa seguir sem dúvidas ou questionamentos. Eles desencorajam a discussão da correcção dos decretos que vêm de cima. Eles esperam que você tenha fé que os líderes não o podem desencaminhar. Mesmo se eles lhe disserem algo que contradiz um profeta anterior, dirão: "Um profeta vivo tem precedência sobre um profeta morto."

  • Poderá "votar" naqueles que foram designados para posições de autoridade sobre si, mas a votação será feita através do método de braço no ar numa reunião pública. Só se votará num candidato para cada cargo (naquele indivíduo que for "chamado por Deus"). Portanto o voto é sempre unânime a favor do candidato.

  • Será instruído a não ler qualquer material que "não promova a fé", isto é, que possa ser crítico em relação à igreja ou aos seus líderes, ou que possa colocar a igreja ou os líderes sob uma luz desfavorável.

  • Será instruído a não se associar com "apóstatas", isto é, com ex-mórmones. (Na entrevista em que avaliam o seu "valor", farão perguntas sobre este ponto.)

  • Se você não é casado(a), será encorajado(a) a casar com um(a) bom (boa) mórmon, tão cedo quanto possível. Quando casar, numa cerimónia de casamento no templo, os membros da sua família e amigos que não são mórmones não serão autorizados a assistir à cerimónia, porque apenas os mórmones "com valor" têm autorização para entrar no templo.

  • Se é homossexual, será pressionado a abandonar este aspecto "mau" da sua natureza. Se não o fizer, provavelmente não será completamente aceite por outros membros da igreja. Se não permanecer celibatário, pode ser excomungado.

  • Se é do sexo masculino, tem mais de 12 anos de idade e é "prestável" [ou "tem valor"] (ou seja, se é obediente, se assiste às reuniões, se não se masturba  etc.), será ordenado num dos níveis do sacerdócio e, se continuar a ser fiel e obediente, subirá gradualmente através dos vários níveis do sacerdócio. Se é do sexo feminino, receberá os benefícios da autoridade do sacerdócio apenas de forma indirecta, através do seu pai ou marido mórmon. O papel da mulher mórmon é ser esposa e mãe e obedecer e honrar o seu esposo (ou pai) sacerdote.

  • Se você provar que é fiel, que trabalha arduamente e é obediente, será posteriormente considerado digno de "receber a sua dotação [ou doação]" num templo mórmon. Não lhe será dito antecipadamente exactamente o que esperar nesta longa cerimónia, excepto que os detalhes do ritual são secretos (os mórmones preferem dizer que os detalhes são "sagrados", mas eles tratam-nos como se fossem secretos). Como parte dessa cerimónia, será requerido de si que faça várias promessas juradas. Actualmente já não se menciona a punição pela violação dessas promessas, mas até 1990 a punição era a morte por vários meios sangrentos, como por exemplo ter a garganta cortada de orelha a orelha. Receberá sinais e palavras-passe secretos que são necessários para entrar no céu. (Embora a maioria dos mórmones que não receberam a doação ["endowment"] saibam muito pouco sobre a cerimónia, a liturgia está agora disponível por inteiro na Internet, para toda a gente ver.) Depois de receber a doação ["endowment"], será exigido de si que use sempre uma roupa interior especial.

  • Se você alguma vez decidir que cometeu um erro quando se juntou à igreja e depois sair dela, provavelmente descobrirá (a julgar pelas experiências de outros que já passaram por isso) que muitos dos seus amigos mórmones o abandonarão e não falarão consigo [vão evitá-lo]. Se não conseguir convencer os membros da sua família a sair da igreja consigo, descobrirá que a igreja destruiu a sua família e o seu relacionamento com eles pode nunca mais se recuperar desse golpe.

Considere cuidadosamente estas questões antes de se comprometer e lembre-se que quaisquer dúvidas que possa ter agora só aumentarão no futuro.

Examine cuidadosamente ambos os lados da história do mormonismo. Leia as histórias daqueles que passaram por uma experiência mórmon infeliz, não se limite a ouvir aqueles mórmones que falam de forma entusiástica sobre a vida na igreja.

Muitas vezes os missionários mórmones são charmosos e entusiásticos. Eles têm uma história atraente para contar. A princípio aquilo soa maravilhosamente. Mas lembre-se do velho ditado: "Se algo parece demasiado bom para ser verdade, provavelmente é demasiado bom para ser verdade!" Tenha cuidado para não cair na armadilha de acreditar em algo simplesmente porque deseja que isso seja verdade. Talvez os mórmones lhe digam que aqueles que criticam a igreja estão a mentir, a citar fora do contexto e a distorcer os assuntos. Contudo, se examinar as fontes usadas pelos críticos descobrirá que a maior parte das fontes usadas são escritos mórmones oficiais ou semi-oficiais. O leitor também deve examinar essas fontes.

Será que o mormonismo é uma "seita"? Muitos especialistas em seitas religiosas vêem no mormonismo as mesmas características básicas que também existem em seitas que montam armadilhas para os incautos, apesar de muitas pessoas pensarem que "seitas" são sempre grupos pequenos e desconhecidos. Use uma lista de itens para avaliar o mormonismo, ou qualquer outro grupo, antes de se comprometer.

Para obter mais informação sobre o outro lado do mormonismo, ou para analisar evidência que fundamenta cada uma das afirmações feitas acima, sinta-se à vontade para nos contactar. O nosso único objectivo é que o leitor tenha acesso a ambas as partes. Prometemos não lhe pregar, mas apenas apresentar-lhe factos para que possa avaliar a história mórmon.


NOS ESCRITOS DE JOSEPH SMITH

                                                                           (Parte II)

 por Paulo Cristiano da Silva

O segundo presidente da igreja,Brigham Young, chega a declarar: “Não existe conflito algum entre os princípios revelados na Bíblia, no Livro de Mórmon e em Doutrina e Convênios. [A pérola de Grande Valor ainda não era obra-padrão na ocasião dessa declaração.] Não haveria qualquer contradição entre as doutrinas ensinadas pelo profeta Joseph Smith e as que os irmãos ensinam agora se todos vivessem de maneira a serem guiados pelo espírito do Senhor” (Ensinamentos dos Presidentes da Igreja – Brigham Young, pág. 120)

De duas, uma: Young era muito inocente, ou era muito hipócrita para afirmar um disparate desses. Não há de se negar que tal declaração deixa no ar um verdadeiro paradoxo. Ao mesmo tempo em que afirmam que “não existe conflito” entre a Bíblia e as escrituras mórmons, comitantemente, percebemos nas entrelinhas uma confissão quase forçada, qual seja, que existe sim, contradições entre as revelações atuais e as do passado. Isto pode passar quase desapercebido pelos adeptos do mormonismo, mas é um reconhecimento importante, ainda que tênue das muitas contradições que o mormonismo apresenta. E esclarecemos que isto é apenas uma ponta do iceberg.

Na verdade, o mormonismo inteiro, até mesmo em seus pormenores, é uma inteira contradição. Começando com a primeira visão até às suas doutrinas. Os erros, heresias e contradições do mormonismo se chocam em quatro áreas:

1.    A Bíblia;

2.    A história;

3.    A ciência e;

4.    Os escritos mórmons.

CONTRADIÇÕES CIENTÍFICAS

 Joseph Smith ao que parece desconhecia por completo a história dos povos antigos. Por isso seus relatos chocam-se frontalmente com a ciência nas áreas da arqueologia, antropologia, história e teologia. 

No livro de Mórmon, aparecem vários materiais que na época indicada pelo livro, não existiam ainda.

Em  I Nefi 4:9 e 16:18, aparece uma espada de aço.

 Refutação: A ciência nos diz que nessa época ainda não existia o aço, mas somente o bronze.

 Em I Nefi 16:10,28 e 18:12, no livro de mórmon, aparece uma bússola.

 Refutação: A Bússola ainda não existia no ano 589 a.C. Seu uso como instrumento de orientação só é comprovado no século XII. Por volta de 1300 se registraram as primeiras referências a seu uso entre os árabes e na Europa.

O Livro de Mórmon afirma que os índios americanos são descendentes dos Lamanitas que por sua vez vieram dos semitas hebreus. 

Refutação: Os antropólogos têm provado que os índios americanos não tem nada a ver com descendência semita, são mongolóides.

O livro de Mórmon afirma que existiram grandes civilizações na América, textos como: Mórmon 1:7, Jarom 1:8, II Nefi 5:15, Éter 9:17-19 provam isso: 

Refutação: Contudo a arqueologia não encontrou nenhum vestígio de tais civilizações que comprovem a veracidade do Livro de Mórmon

Em I Nefi 18:25, Nefi  alega que chegando a “terra abundante”, o nome que Smith deu para a América, encontraram ali cavalos, bois, cabritos [Enos 1:21]etc... 

Refutação: A maioria desses animais não existiam ali até os ingleses os levarem. Os espanhóis foram os primeiros a levarem cavalos para o Méxic

 Em I Nefi 7:2, aparece  um judeu por nome de Ismael. 

Refutação: Dificilmente um judeu colocaria o nome do pai de uma tribo rival em seu filho. Ismael era filho de Hagar com Abraão, e sua descendência, os ismaelitas, tornou-se rival dos israelitas.

Smith usa a palavra judeu, 600 anos antes de Cristo [I Nefi 13:23 e II Nefi 33:8] 

Refutação: O nome “judeu” naquela época não tinha nenhum significado ainda para os hebreus que eram chamados de Israelitas. 

CONTRADIÇÕES COM A BÍBLIA

 

·        O livro de Alma no capítulo 7 versos 9 e10, fala claramente que Jesus nasceria em Jerusalém. Provando ser assim um relato falso. 

Contradição: A Bíblia por outro lado afirma que seu nascimento aconteceria em Belém para que se cumprisse a profecia. [Miquéias 5:2 com Mat. 2:1] 

·        Em Helaman 14:20, durante a crucificação de Jesus, é dito que as trevas por sobre a terra duraram 3 dias. 

Contradição: A Bíblia por sua vez assevera que isto durou apenas 3 horas, desmentindo assim o livro de Mórmon [ Mat. 27:45; Mc. 15:33]. 

·        No livro de Helamã 12:26 é citado um versículo do NT como se este já existisse 6 anos antes de Cristo nascer: “Sim, que serão condenados a um estado de infindável miséria, em cumprimento às palavras que dizem: Os que praticaram o bem terão vida eterna; e os que praticaram o mal terão condenação eterna.” 

Refutação: Essas palavras constam do Evangelho de João que foi escrito no fim do primeiro século (90 d.C) “os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida, e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo.” (João 5:29)

Como isto poderia ser cumprido como escritura, se foi escrito quase sem anos depois? Só existe uma explicação plausível: plágio, e mesmo assim, muito mal feito! 

·        Em I Nefi 15:29 diz que o inferno foi preparado para seres humanos [iníquos]. 

Refutação: A Bíblia desmente esta afirmação dizendo que o inferno foi preparado para o diabo e seus anjos e não para as pessoas [Mat.25:41] 

·        No livro de Ômni 1:25 e também em Alma 9:21, o escritor insta o povo e o rei a acreditarem no “dom de línguas” e no dom de “interpretação de línguas”. 

Refutação: Este livro alega ser de 323-130 a.C. Mas como poderia existir tal dom nesta época se a Bíblia diz que o Espírito Santo e estes dois dons foram dados somente no dia de Pentecostes [33 d.C]? Há de se esclarecer ainda que estes dois dons são exclusivos da época neotestamentaria. Todos os demais dons do Espírito se encontram de maneira esparsa no AT, menos estes dois, o que torna impossível biblicamente esta afirmação do livro de Mórmon. 

·        Os erros de Smith chegam a causar ojeriza. Veja que em Alma 46:13-15, diz que os seguidores de Cristo eram chamados de cristãos. “ E os que pertenciam a Igreja eram fiéis; sim, todos os que eram crentes verdadeiros em Cristo tomando sobre si alegremente o nome de Cristo, ou seja, de cristãos, como eram chamados em virtude de sua crença no Cristo que havia de vir.” (v.15)  

Refutação: É tão vergonhoso este fato que acredito que Smith não estudava realmente a Bíblia sagrada. Só mesmo um analfabeto teológico para cometer um erro gritante como este. Tal episódio é datado no livro de Mórmon cerca de 73-72 a.C. Como isto poderia ocorrer se a Bíblia diz claramente que os discípulos foram chamados de cristãos pela PRIMEIRA VEZ em Antioquia? Observe; “e em Antioquia os discípulos PELA PRIMEIRA VEZ foram chamados cristãos.” (Atos 11:26)

Quem merece crédito: a Bíblia ou o Livro de Mórmon?  

·        Diz Smith que um Élder é um apóstolo e sua missão é batizar [Doutrina e Convênios 20:38,39] 

Refutação: Paulo, que era um apóstolo, afirma o contrário ao dizer: “Porque Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar o evangelho..” (I Co. 1:17) 

·        Em Doutrina e Convênios 24:15 “Deus” diz que se a pessoa não aceitar a pregação do evangelho mórmon devem os mórmons amaldiçoa-la e não abençoa-la. 

Refutação: O verdadeiro Jesus e os apóstolos ensinavam o contrario disso; “Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem... Pois, se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis demais? não fazem os gentios também o mesmo?” (Mat. 5:44-47)

abençoai aos que vos perseguem; abençoai, e não amaldiçoeis” (Rm. 12:14) 

·        Em Doutrinas e Convênios 93:12-17 diz que Jesus recebeu no seu batismo “todo poder” tanto no céu como na terra. 

Refutação: A Bíblia declara que “todo” poder só foi dado a Jesus depois da ressurreição, como o próprio Jesus afirma: “E, aproximando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: Foi-me dado todo o poder no céu e na terra” (Mat. 28:18). No batismo Jesus ainda estava na condição como descrita em Filipenses 2:6-8, “o qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz.” Portanto, esta asseveração é antibíblica. 

·        Smith comete erros sérios por não conhecer as línguas originais do AT. Em Doutrinas e Convênios 95:7 dá uma interpretação espúria ao nome “Sabaoth”, ele afirma que “Senhor de  Sabaoth, que interpretado significa o Criador do primeiro dia, o princípio e o fim 

Refutação: Isto é realmente um absurdo, pois a palavra “Sabaoth” - que faz junção com o nome Jeová que traduzido na versão dos LXX ficou como Adonai (Senhor) – nem de longe sugere uma interpretação distorcida como esta. Na verdade, no original é assim: “hlo dwbkh Klm awh twabu hwhy dwbkh Klm hz awh” (SL. 24:10). Que significa: “Senhor dos Exércitos”. 

·        No livro de Moisés 1:34 diz que o nome Adão significa “Muitos”. Um tremendo erro de conhecimento.

Refutação: “Adam” é uma dentre várias palavras hebraicas que significam "homem": ele vem do solo, adamah. Adão, segundo os estudiosos da língua hebraica, significa “aquele que veio da terra” ou “vermelho”. Seja como for, não significa “Muitos” como queria Smith. 

·        No livro de Abraão 1:20, Smith afirma que o título “Faraó” significa “rei pelo sangue real” 

Refutação: É lógico que Faraó não tem nada a ver com essa arrepiante conotação.

A palavra "faraó" (do egípcio per-a'a, pelo grego pharaón) significava originariamente "grande casa" ou "palácio real".” (Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.) 

·        No livro de Moisés 6:6 lemos que na época de Adão já existiam livros e que seus filhos “foram ensinados a ler e a escrever, possuindo uma linguagem pura e incorrupta.”

Refutação: é claro que isto é pura invencionice, já que os arqueólogos, antropólogos e sociólogos têm mostrado que a escrita é “de invenção relativamente recente (IV milênio a.C.), a escrita foi um enorme avanço para a civilização e permitiu recompor com segurança a história.”

(Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda). 

·        Doutrina e Convênios 112:29 afirma que “E o que crer e for batizado será salvo, e o que não crer e não for batizado, será condenado” Colocando o batismo como condição para a salvação.

Refutação: Mas a Bíblia os refuta ao dizer: “Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.” (Mc. 16:16) Observe que o batismo não é condição para a perdição ou salvação de ninguém.

 

CONTRADIÇÕES NOS ESCRITOS MÓRMONS 

 

1.   DEUS É UM HOMEM EXALTADO? 

SIM, dizem os mórmons: “Deus é um homem glorificado e perfeito, um personagem de carne e ossos” (Doutrina e Convênios, 130:22)

Contradição 

NÃO, dizem os mórmons: “Crês tu que este grande Espírito que é Deus” (Alma 18:26-28 – livro de Mórmon)

“...cremos que és Deus e cremos que és santo; e que eras um espírito e que és um espírito e que serás um espírito para sempre” (Alma 31:15 – Livro de Mórmon) 

Assim diz o Senhor: “Deus é Espírito” (João 4:24) e não é homem para que minta (Num. 23:19); um espírito não tem carne e ossos (Lc. 24:39). 

Dizem os mórmons: “O Pai e o Filho não habita no coração do homem” (*d&C 130:3). 

Assim diz o Senhor: “e meu Pai o amará, e viremos a ele, e faremos nele morada.” (João 14:23 e Ef. 3:17) 

2.   O PAI O FILHO E O ESPÍRITO SANTO SÃO UM SÓ DEUS OU NÃO?

SIM, dizem os mórmons: “O Pai, o Filho e o Espírito Santo são um só Deus.” ((D&C 20:28) 

Contradição 

NÃO, dizem os mórmons: “são três personagens distintos e três deuses.” (Ensinamentos do profeta Joseph Smith Jr, pp.361/2) 

Assim diz o Senhor: há três pessoas, um só Deus (João 1:1; I Jo. 5:7) 

3.   HÁ UM SÓ DEUS OU MUITOS DEUSES? 

SIM, dizem os mórmons: “Por meio dessas coisas sabemos que há um Deus nos céus” (D&C, 20:7,19) e “Existe mais de um Deus?  E ele respondeu: não.” (Alma 11:28,29 – Livro de Mórmon) 

Contradição – 

NÃO, dizem os mórmons: “isto é os deuses, organizaram e formaram os céus e a terra” (Livro de Abraão 4:1) 

Assim diz o Senhor: “Assim diz o Senhor, Rei de Israel, seu Redentor, o Senhor dos exércitos: Eu sou o primeiro, e eu sou o último, e fora de mim não há Deus.” (Isaias 44:6; 45:21)  

4.   DEUS É ETERNO? 

SIM, dizem os mórmons: “é imutável de eternidade a eternidade” (Moroni 8:18 – Livro de Mórmon) 

Contradição – 

NÃO, dizem os mórmons: “Temos imaginado que Deus é Deus desde todo o sempre. Eu refutarei esta idéia e retirarei o véu.” (Ensinamentos do profeta Joseph Smith Jr, pp.337) 

Assim diz o Senhor: “de eternidade a eternidade tu és Deus” (Salmos 90:2) 

5.   O HOMEM PODE TORNAR-SE DEUS? 

SIM, dizem os mórmons que sim: “Então serão deuses, pois não terão fim...” (D&C, 130:20) 

Contradição – 

NÃO, dizem os mórmons: (Alma 11:28,29) 

Assim diz o Senhor: “antes de mim Deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá” (Isaías 43:10) 

6.   JESUS FOI GERADO PELO ESPÍRITO SANTO? 

 SIM, dizem os mórmons: “o Espírito Santo a cobrirá com sua sombra e ela conceberá pelo poder dele e gerará um filho...” (Alma 7:10 – Livro de Mórmon) 

Contradição – 

NÃO, dizem os mórmons: “Cristo não foi gerado pelo Espírito Santo.” (Doutrina de Salvação Vol. 1 p. 21) 

Assim diz o Senhor: “achou-se concebida pelo Espírito Santo” (Mat. 1:18) 

CONTRADIÇÕES NAS REVELAÇÕES 

No livro de Mórmon a remissão dos pecados é obtida através do batismo [III Nefi 12:2 e Morôni 8:11]

Mas se contradizendo afirmam em Doutrina e Convênios 20:37 que o perdão dos pecados antecede ao batismo. 

Em Doutrina e Convênios 132:32-34 diz que a poligamia podia ser praticada, pois “esta era a lei”.

Mas parece que o Deus Mórmon [ou Smith] era(m) um tanto contraditório(s), pois lemos em Jacó 2:26-28 o contrário disto: “Pois que nenhum homem dentre vós deve ter mais que uma esposa”

No livro de Moises 2:1 está registrado que Jesus criou todas as coisas.

No entanto, o livro de Abraão declara que foram os deuses e não mais Jesus [Abraão 4:1] que criaram tudo. 

Na “Regras de Fé” na questão nº 2 lemos: “Cremos que os homens serão punidos pelos seus próprios pecados e não pela transgressão de Adão

Contradizendo-se mais uma vez o Livro de Mórmon diz que: “...pois mostrou a todos que estavam perdidos por causa da transgressão de Adão” (II Nefi 2:21

No Livro de Mórmon em Alma 12:22, diz que a queda de Adão transformou toda a humanidade num povo “perdido e decaído

Mas se contradizendo afirmam em “Princípios do Evangelho” pág. 33 que a queda de Adão foi uma benção: “Todavia, as escrituras dos últimos dias nos ajudam a entendem que a queda foi um passo necessário no plano de vida e uma grande benção para todos nós.” 

Lemos em II Néfi 10:11 que a terra não teria “reis”.

Mas no livro de Jacó 1:9,15 aparece Néfi ungindo um homem para ser rei [Jarom 1:7]. 

Lemos que a ceia do Senhor seria ministrada com pão e vinho literais [Doutrina e Convenios 27:3,4 e  III Néfi 18:2,3,8]

Mas contradizendo este mandamento claro das escrituras mórmons e da Bíblia, os mórmons atuais tomam água ao invés do vinho, menosprezando assim, o sangue de Jesus [Princípios do Evangelho, pág. 153

Em Doutrinas e Convênios 68:29 diz que os habitantes de Sião, que são os mórmons, deveriam descansar e santificar o sábado.

Mas contradizendo esta ordem o livro Princípios do Evangelho diz que o dia para o descanso e santificação é o Domingo [Princípios do Evangelho, pág. 161]. 

CONCLUSÃO 

Depois do que temos lido acima fica difícil aceitar a reivindicação mórmon de que seus escritos são divinamente inspirados como a Bíblia.

Existem muitas outras questões que colocam o mormonismo como uma religião pseudocristã e seu fundador como um falso profeta, tais como: Plágios de livros de autores da época, plágios da própria Bíblia versão “King James”, falsas profecias e muitas outras heresias. Não os colocamos aqui, pois já estão postados em outros estudos em nosso site, aliás, um ótimo livro que fala sobre isto é “A Ilusão Mórmon”, que você pode adquirir de graça através de download em nossa pasta de mormonismo. Mas já deu para perceber que se os escritos de Smith fossem inspirados pelo Espírito Santo de Deus não haveria tantos erros, heresias e contradições neles.    

ERROS, HERESIAS E CONTRADIÇÕES

NOS ESCRITOS DE JOSEPH SMITH 

(Parte I) 

INTRODUÇÃO 

por Paulo Cristiano da Silva

 

No dia 01/01/2003, foi ao ar uma reportagem na “National Geographic Channel”, a matéria da reportagem girava em torno da cidade de Salt Lake City,Utah,EUA [capital mórmon], onde foi analisado de modo panorâmico a religião dos “Santos dos Últimos Dias”, popularmente conhecida como - “os mórmons”. Contudo, o que me chamou a atenção foi a narrativa dos eventos da história mórmon feita pelo repórter. O narrador do programa colocava Joseph Smith, como um homem de bem e verdadeiro profeta. Na verdade, tais informações são transmitidas ao público leigo com o fito de esconder a verdadeira história dos mórmons e em particular as contradições, os erros e as heresias dos escritos deste pseudoprofeta. Depois de ler várias obras da Igreja mórmon, posso indubitavelmente afirmar que muito do conteúdo daquele programa não foi fiel à verdade dos fatos. Portanto, gostaria de mostrar aqui as incoerências entre a religião mórmon e as verdades reveladas na Bíblia por Jesus Cristo, as quais são as regras de fé de todo cristão genuíno.

Nosso artigo será dividido em duas partes, sendo que na primeira analisarei as reivindicações do mormonismo e como seus líderes preparam a mente do povo para acreditar que seus escritos são de origem divina. A segunda parte ficou reservada exclusivamente para mostrar as contradições nos escritos de Joseph Smith. Mas adianto desde já que o mormonismo não é cristão e nunca o poderá ser. A razão disso se fundamenta em que a fé mórmon é baseada nos escritos de Joseph Smith e a do cristão verdadeiro na Bíblia somente – Sola Scriptura.   

ORIGENS DAS ESCRITURAS MÓRMONS 

O Mormonismo teve início quando Joseph Smith, um jovem de 15 anos de Nova Iorque, ficou perturbado por causa de vários avivamentos que ocorreu no local onde morava em 1820. Então resolveu sozinho ir a um bosque a fim de orar a Deus por orientação para saber qual das igrejas era a verdadeira. Em resposta às suas orações, ele alega ter sido visitado por Deus o Pai e seu filho Jesus Cristo, os quais lhe disseram que não se devia juntar a nenhuma daquelas igrejas porque todas as igrejas existentes nesse tempo eram uma abominação aos seus olhos, e ele, Joseph, restauraria a igreja verdadeira. Este acontecimento é comumente chamado de "A Primeira Visão."

Smith só ficou famoso devido a esta suposta visão que teve quando ainda adolescente. Posteriormente, após 3 anos, ele teve outra visão onde um anjo chamado Moroni, lhe revelou que havia antigas escrituras de um povo que viveu a muito tempo no continente americano. Tais escrituras continham uma história sagrada escrita por hebreus da antiguidade que vieram para a América, gravada num dialeto egípcio em tabuinhas de ouro e enterradas num monte próximo. Smith supostamente traduziu estas escrituras de modo miraculoso, através de duas pedras:o Urim e Tumim que também estava preservados, com as placas de ouro. Segundo Joseph Smith, o Urim e o Tumim era um tipo de óculos divino (duas pedras em arco de ouro) que Deus havia conservado por milhares de anos e colocado numa caixa com as placas de ouro para ajudá-lo a interpretar e traduzir a língua na qual o livro estava escrito. Esta língua era o egípcio reformado. Segundo Doutrina e Convênios, José Smith declarou que Deus lhe dera poder para traduzir os hieróglifos do egípcio reformado para o inglês e produzir o que ficou conhecido como: o “Livro de Mórmon”,que alega conter “a plenitude do evangelho de Jesus Cristo” (D&C 20:9). Muitas outras revelações foram dadas a ele no decorrer dos anos, isto foi reunido em um livro chamado primeiramente de “Livro dos Mandamentos” e que só depois de 1835 foi renomeado como “Doutrina e Convênios”. Este livro contém alguns conselhos, doutrinas e regimentos internos da igreja para os mórmons.

Já o livro chamado “A Pérola de Grande Valor” que é o terceiro livro sagrado do mormonismo contém: “O livro de Moisés” [supostas visões de Moisés reveladas a Smith]; “O Livro de Abraão” [que Smith alega ter encontrado no Egito em forma de papiro escrito pelas mãos de Abraão, no entanto os estudiosos têm provado que este livro nada mais é do que uma cópia do livro pagão, “O Livro dos Sopros”, uma extensão de uma obra egípcia chamada “Livro dos Mortos”]; extratos de uma tradução da Bíblia feita por Smith [afirmava ser uma tradução inspirada da bíblia, contudo, os mórmons nunca usam tal tradução de tanto erros que contém]; e finalmente extratos da “História de Joseph Smith, o profeta”. 

OS MÓRMONS CRÊEM QUE SEUS LIVROS SÃO INSPIRADOS? 

É importante frisar que segundo os mórmons, todos estes livros foram traduzidos ou ditados por revelação divina. Portanto, sem chance de haver erros. Veja essas afirmações logo abaixo: 

Quando os servos do Senhor falam ou escrevem sob influencia do Espírito Santo, suas palavras tornam-se escritura” (Princípios do Evangelho, pág. 52) 

“E tudo que falarem, quando sob inspiração do Espírito Santo, será escritura, será a vontade do Senhor, será a mente do Senhor, será a palavra do Senhor, será a voz do Senhor e o poder de Deus para a salvação. Eis que é esta a promessa do Senhor a vós ó Meus servos.” (Doutrina e Convênios, 68:4)    

Joseph Smith traduziu o Livro de Mórmon para o inglês pelo dom e poder de Deus.” (Princípios do Evangelho, pág. 53) 

“Joseph Smith possuía o dom de tradução quando traduziu o livro de Mórmon. Ele recebeu o dom apenas quando estava em sintonia com o Espírito.” (Princípios do Evangelho, pág. 143) 

A confiança nessa falsa crença é tamanha que já na introdução do livro de mórmon lemos o seguinte: “Com respeito a este registro o Profeta Joseph Smith declarou: ‘Eu disse aos irmãos que o livro de Mórmon era o mais correto de todos os livros da Terra e a pedra fundamental de nossa religião; e que seguindo seus preceitos o homem se aproximaria mais de Deus do que seguindo os de qualquer outro livro.” 

Não é para menos, pois seus líderes pregam que Smith foi um verdadeiro profeta inspirado. Falando sobre seu testemunho pessoal o ex-presidente, Joseph Fielding Smith confessou: 

...recebi de minha santa mãe, a firme crença de que Joseph Smith era um profeta de Deus; que ele era mais inspirado do que qualquer homem de sua geração ou dos séculos que o antecederam; que ele era inspirado; que tinha sido escolhido por Deus para estabelecer os alicerces do reino de Deus.” (Gospel Douctrine, 5.a ed. 1939, p. 493 – citado em, “Ensinamentos dos Presidentes da Igreja”, pág. 21

A idolatria irracional dos mórmons pelo seu profeta é tal que chegam a dizer;

Joseph Smith, o Profeta e Vidente do Senhor, com exceção só de Jesus, fêz mais pela salvação dos homens neste mundo, do que qualquer outro homem que jamais viveu nele.” E “...o Livro de Mórmon e este livro de Doutrina e Convênios da Igreja foram publicados à custa do melhor sangue do século dezenove para a salvação de um mundo arruinado...” (Doutrina e Convênios 135:3-6)     

Portanto, conquanto os mórmons acreditem na Bíblia como inspirada por Deus, aceitam também, no mesmo pé de igualdade seus 3 livros sagrados: o Livro de Mórmon, Doutrinas e Convênios e Pérola de Grande Valor. Todavia, na prática a Bíblia é aceita com reservas e relegada a segundo plano, pois dizem: “Cremos ser a Bíblia a palavra de Deus, o quanto seja correta sua tradução; cremos também ser o livro de Mórmon a palavra de Deus”. (Regras de Fé nº 8) Observe que quando se trata da confiança na Bíblia abrem-se exceções, aceitam-na “o quanto seja correta sua tradução”. Mas ao livro de mórmon não é imposta nenhuma restrição, aceitam-no sem nenhuma contestação. 

“A Bíblia é verdadeira. Pode ser que nem todo o seu contexto tenha sido traduzido corretamente e que muitas coisas preciosas tenham sido rejeitadas durante sua compilação e tradução...” (Ensinamentos dos Presidentes da Igreja – Brigham Young, pág. 121)

E Orson Pratt afirma sem nenhum embaraço: "Quem sabe que até mesmo um único versículo da Bíblia tenha escapado à poluição, de modo que transmita o mesmo sentido agora que teve no original?" (Orson Pratt, Divine Authenticity of the Book of Mormon, pp. 45-47 – citado em “A Ilusão Mormon”) É um verdadeiro absurdo!

Mas em relação ao Livro de Mórmon afirmam: “assim como vive o vosso Senhor e vosso Deus, a tradução é verdadeira.” (Doutrina e Convênios 17:6)

Portanto, que escrituras os mórmons afinal possuem hoje? Deixemos que eles mesmos respondam:

“A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias aceita quatro livros como escrituras: a Bíblia, o Livro de Mórmon, Doutrina e Convênios e Pérola de Grande Valor. Esses livros são chamados de obras-padrão da  Igreja. As palavras inspiradas dos profetas vivos também são aceitas como escrituras.” (Princípios do Evangelho, pág. 52)

Mas há outros ainda: “Os escritos de Joseph Smith incluem parte da tradução inspirada da Bíblia feita por Joseph Smith, seleções de History of the Church e as Regras de Fé.” (Princípios do evangelho, pág. 55)   

 

O DESAFIO 

A liderança mórmon a fim de produzir uma certa sensação de segurança nos seus seguidores quanto à origem divina dos escritos mórmons, lança o seguinte desafio: 

“Se Joseph Smith foi um impostor que tentou deliberadamente induzir o povo ao erro, ele deve ser desmascarado, refutadas as suas asseverações e provada a falsidade de suas doutrinas, pois é impossível fazer que as doutrinas de um impostor concordem em todos os pormenores com a verdade divina. Se suas afirmativas e declarações fossem baseada na fraude e na impostura, apareceriam muitos erros e contradições, fáceis de averiguar. As doutrinas dos falsos mestres não resistem à prova quando confrontadas com os padrões de medida comprovados, as Escrituras”. (Doutrinas de Salvação Vol. I, Joseph F. Smith, pág. 204)  

Orson Pratt, apóstolo mórmon, disse: 

"Este livro deve ser verdadeiro ou falso... Se for falso, é uma das imposições mais espertas, malignas, audazes e profundas, feitas ao mundo com o propósito de enganar e arruinar milhões que a receberão sinceramente como a Palavra de Deus, e pensarão estar seguramente edificados sobre a rocha da verdade até que, com suas famílias, sejam lançados no desespero total. A natureza de mensagem de O Livro de Mórmon é tal que, se verdadeira, ninguém poderá rejeitá-la e ainda salvar-se; se falsa, ninguém poderá recebê-la e salvar-se. Portanto, cada alma no mundo tem interesse igual tanto na determinação de sua verdade como de sua falsidade... Se, depois de um exame minucioso descobrir que é uma imposição, deve ele ser exposto ao mundo como tal; as provas e argumentos pelos quais a falsidade foi detectada devem ser, clara e logicamente afirmados para que os que foram enganados, embora de boa mente, percebam a natureza do engano e sejam restaurados, e que os que continuam a publicar a ilusão sejam expostos e silenciados...mediante provas aduzidas das Escrituras e da razão." (Orson Pratt, Divine Authority of the Book of Mórmon- citado em “A Ilusão Mórmon”) 

Ainda Orson Pratt: “Convencei-nos de nossos erros doutrinários, se é que o temos, pela razão, por argumentos lógicos ou pela palavra de Deus, e ficaremos eternamente gratos pela informação...” (O Vidente pág. 15)     

Brigham Young, segundo presidente da igreja de Salt Lake City em Utah, lançou um desafio nos seguintes termos:

“Tomai a Bíblia, comparai a religião dos Santos dos Últimos Dias com ela, e vereis se ela resiste à prova” (Jornal de discursos, vol. 16 pág. 46 – 1873)  

Um neófito depois de ler tão desafiadora afirmação de fé, jamais iria imaginar que ela não passa de uma retórica maquiada com falsidades, recheada de sofismas. Criada com o fito de afastar qualquer investigação mais profunda nos livros de Smith, a fim de que não seja desmascarados como pura fraude.

Mas os mórmons não se restringem apenas às revelações de seu fundador ou líderes do passado, conforme lemos em “As Regras de Fé nº 9: “Cremos em tudo o que Deus tem revelado, em tudo o que ele agora, e cremos que ele ainda revelará muitas grandes e importantes coisas pertencentes ao Reino de Deus.

Por isso dizem que: “Por intermédio dos profetas vivos, a Igreja é guiada por revelação e inspiração contínuas” (Princípios do Evangelho, pág. 306)

Desta maneira abre-se uma válvula de escape para que possa haver mutações em suas doutrinas. Pois, segundo crêem e ensinam, suas revelações são progressivas, podem futuramente ser modificadas sem embaraço algum.  

  

QUAL A ORIGEM DESSAS VERDADES?

 Brigham Young, ensinava sobre a origem das crenças mórmons nos seguintes termos: “Estejam sempre dispostos a receber a verdade, venha de onde vier, não faz a menor diferença.(...) Se os pagãos têm alguma verdade, ela pertence ao “mormonismo”.(...) Se puderem encontrar uma verdade nos céus, na Terra ou no inferno, ela pertence a nossa doutrina. Nela cremos ela nos pertence; nós a reivindicamos.” (Ensinamentos dos Presidentes da Igreja – Brigham Young, págs. 16,17)

 “Porque devemos aceitar a verdade independente de sua procedência?” (Ensinamentos dos Presidentes da Igreja – Brigham Young, pág. 20)

Note que o critério de avaliação da religião mórmon é bem questionável. Enquanto Jesus nos mandou examinar com cuidado as escrituras, os mórmons aceitam certas “verdades” mesmo provindas do “inferno”. Enquanto o apóstolo Paulo nos diz que nem se ele mesmo ou um anjo provindo do céu nos pregasse algo diferente, deveríamos amaldiçoar [Gl. 1:6-8], mas ao contrário, os líderes mórmons aceitam qualquer coisa “independente de sua procedência”. Isto abre as portas para que doutrinas demoníacas sejam aceitas como “verdades” [I Tm. 4:1], pois para isso, Satanás se transfigura até mesmo em anjo de luz [II Co. 11:14].       

 

PENSAMENTOS INDEPENDENTES? NEM PENSAR...

 Os adeptos do mormonismo são proibidos de questionar a validade de tais ensinamentos mesmo que lhes pareçam estranhos [lê-se heréticos]. À semelhança de outros heresiarcas, os líderes mórmons os ensinam a receber suas revelações de modo passivo, pois caso contrário, podem estar se rebelando contra o próprio Deus. Isto facilita empurrar garganta abaixo a enxurrada de heresias formuladas pela cúpula da Igreja. Veja:

“Os santos que vivem sua religião serão exaltados, pois jamais negarão qualquer revelação que o Senhor lhes tenha dado ou que venha a dar e, mesmo que recebam uma doutrina nova que não possam entender plenamente, eles dirão: “O Senhor enviou-me esse ensinamento. Oro para que Ele me livra e proteja de negar qualquer coisa que Dele proceda e que me dê paciência para esperar até que eu possa compreendê-lo” 

“Nunca repudiemos uma doutrina por ser nova ou estranha e nunca desprezemos ou zombemos do que vem do Senhor, pois se assim o fizemos colocaremos em risco nossa salvação.” (Ensinamentos dos Presidentes da Igreja – Brigham Young, pág.75)

PROIBIDO QUESTIONAR 

Sempre que qualquer membro desta Igreja expressa a disposição de questionar o direito que o Presidente da Igreja tem de dirigir todas as coisas, observemos as manifestações evidentes de apostasia..” (Ensinamentos dos Presidentes da Igreja – Brigham Young, págs. 80) 

Um dos primeiros passos da apostasia é procurar imperfeições em seu bispo...Não demora para que a pessoa se afaste da Igreja, e esse é seu fim. Vocês, por acaso, estarão entre os que procuram imperfeições em seu bispo? (ibdem, pág. 81) 

NUNCA SERÃO DESENCAMINHADOS? 

 Desta maneira a mente dos adeptos são programadas para aceitar o próximo embuste, isto é, a crença de que seus líderes nunca poderão desencaminha-los, pois, segundo crêem, são guiados pelo próprio Deus através dum profeta vivo. Será mesmo? Os fatos da história apontam o contrário como veremos... 

“O Senhor Todo-Poderoso dirige esta Igreja e jamais permitirá que vocês sejam desencaminhados... pois não há nenhum risco de que seus líderes os desencaminhem. Se tentassem fazê-lo, o Senhor rapidamente os varreria da face da Terra.” (Ensinamentos dos Presidentes da Igreja – Brigham Young, pág. 138

 “Digo a Israel que o Senhor nunca permitirá que eu ou qualquer outro homem na posição de presidente da Igreja vos conduza erradamente. Isso não está programado. Não é a vontade de Deus. Se eu tentasse isso, o Senhor me removeria da minha posição, e o mesmo aconteceria com qualquer outro homem...” (The Discourses of Wilford Woodruff, pp. 212-13 - citados em Princípios do Evangelho, pág. 49)  

Os Templos Mórmons São Cristãos? 

por Institute for Religious Research, Grand Rapids, Michigan USA.

A igreja mórmon, oficialmente conhecida como A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, opera com numerosos templos sagrados em todo o mundo. Ela afirma que estes impressionantes edifícios e os rituais incomuns neles realizados (tais como o batismo pelos mortos e o casamento eterno) são uma extensão do templo de Jerusalém descrito na Bíblia. Também afirma que a igreja primitiva estabelecida por Jesus Cristo e Seu apóstolos praticava esses rituais.

Como você está visitando este templo mórmon, considere, por favor, estas perguntas:

·                    Há base bíblica e histórica para afirmar que os templos e seus rituais fossem parte do cristianismo original?

·                    É fundamentada a afirmação de que a igreja mórmon é a única igreja cristã, verdadeira e “restaurada”?

Este folheto responde a estas questões. Nele, analisa-se o que a Bíblia ensina sobre a origem e o propósito do templo do Antigo Testamento. Analisaremos o que a Bíblia ensina sobre a origem e o propósito do templo do Antigo Testamento, bem como a predição de Jesus sobre a iminente substituição daquele pela adoração cristã no Novo Testamento. Com base nessas evidências, cremos que torna-se claro que os templos mórmons e os rituais neles realizados não têm qualquer fundamento no verdadeiro evangelho de Jesus Cristo.

 

Nenhum propósito em comum

 

Uma comparação entre as atividades do templo bíblico e dos templos mórmons mostra claramente que entre ambos não há nada em comum. Considere, inicialmente, o propósito do templo bíblico. Sua única função era ensinar a necessidade da expiação dos pecados como uma precondição para a autêntica adoração do Deus verdadeiro e único. A localização do altar do holocausto imediatamente em frente à única entrada do templo de Jerusalém (veja figura 1), ilustra esse propósito. O altar enfatizava o fato que o amor e a aceitação de Deus estende-se unicamente ao pecador cujas transgressões foram expiadas por Seu cordeiro sacrificial. Salomão expressou este propósito singular em 2 Crônicas 2.6: “E quem sou eu para lhe edificar a casa, senão para queimar incenso perante ele?”1.

Os templos mórmons, pelo contrário, servem como lugares para a realização de rituais incomuns, que incluem o batismo pelos mortos e o casamento eterno. Por meio desses rituais, os homens podem vir a se tornarem deuses, segundo a igreja mórmon e suas escrituras (Doutrina e Convênios 132:19, 20).2 A igreja mórmon declara que esses ritos eram parte do cristianismo do primeiro século, mas que foram sabotados por apóstatas. Os mórmons declaram ainda que todas as outras igrejas são falsas e apóstatas;3 que o mormonismo é a única forma verdadeira de cristianismo no mundo. Entretanto, esses rituais do templo mórmon não têm nenhuma base, seja na Bíblia, na literatura judaica antiga ou na história cristã.

No interior de cada templo mórmon existe uma impressionante fonte batismal, montada nas costas de doze bois esculpidos em tamanho natural (veja figura 2). Essa fonte é modelada segundo uma descrição da Bíblia de um grande reservatório de água, um lavatório (também chamado “bacia” ou “mar”), que era localizado do lado de fora da porta do templo de Salomão (2 Crônicas 4.2, 15, veja  figura 1). Entretanto, o lavatório do templo bíblico não era usado para batismos, como a igreja mórmon ensina (pelo fato do batismo cristão ser uma ordenança do Novo Testamento). Pelo contrário, as Escrituras afirmam claramente que o reservatório era utilizado pelos sacerdotes para se lavarem depois do oferecimento dos sacrifícios de animais, em preparação para a ministração no santuário (Êxodo 30.18–20; 2 Crônicas 4.2–6). Em outro artigo deste folheto (“Estabeleceu Jesus o Batismo pelos Mortos?”) demonstra-se que não existe qualquer evidência na Bíblia nem na história cristã dos primeiros séculos para apoiar a ordenança do templo mórmon do batismo pelos mortos

Da mesma maneira, o rito do casamento eterno, que ocorre no templo mórmon, jamais foi praticado no templo bíblico.  E mais: não existe uma única menção de tal rito na Bíblia, na literatura judaica antiga ou na história da igreja primitiva. Pelo contrário, em Romanos 7.2, o apóstolo Paulo ensina claramente que o casamento é somente para a vida mortal: “Ora, a mulher está ligada pela lei ao marido, enquanto ele vive; mas, se o mesmo morrer, desobrigada ficará da lei conjugal.” Da mesma forma, Jesus nos ensinou que “na ressurreição, nem casam, nem se dão em casamento; são, porém, como anjos no céu” (Mateus 22.30).  O rito mórmon do casamento eterno no templo não é uma prática cristã ou bíblica. 

 

Regras bíblicas violadas 

 

Um segundo ponto para considerar é que muitas regras que Deus revelou a respeito do templo bíblico são violadas dentro dos templos mórmons. Aqui são citados quatro exemplos: 

1. Deus designou somente um templo (Deuteronômio 12.5, 13–14; 16.5, 6). Em contrapartida, a igreja mórmon funciona com centenas de templos, em franca violação a este mandato divino. 

2. No templo bíblico, somente os sacerdotes tinham permissão para entrar. O santuário do templo de Jerusalém consistia em dois aposentos. Havia um compartimento externo, chamado de “o lugar santo”, e, separado deste por uma cortina ou véu espesso, um cômodo interno chamado “o santo dos santos” (veja figura 1). Os adoradores, incluindo o rei de Israel, não podiam ir além do altar do holocausto no átrio. Considerando que na igreja mórmon se permite entrar e participar de atividades do templo aos que não são sacerdotes, encontramos aí outro ponto no qual os ritos nos templos mórmons contradizem a revelação bíblica.

3. Todas as atividades no templo bíblico eram de conhecimento do público.  Mesmo que a entrada no templo fosse permitida somente aos sacerdotes, todas as atividades ali realizadas foram explicadas com detalhes nas Escrituras (por exemplo, Êxodo 30.7-10; Levítico 4.5–7; 16.1–34; 24.1–9).5 A Bíblia alerta o cristão contra a participação em atividades secretas (Mateus 10.26, 27; Efésios 5.11, 12). E o próprio Jesus afirmou não ter nenhum ensinamento secreto, quando disse: “Eu tenho falado francamente ao mundo; ensinei continuamente tanto nas sinagogas como no templo, (...) e nada disse em oculto”(João 18.20). Em total oposição a Jesus, a igreja mórmon insiste em manter em segredo os rituais do templo.6 

4. A Bíblia estabelece requisitos estritos de linhagem para o sacerdócio aarônico. Somente os homens da tribo de Levi e da linhagem da família de Aarão eram qualificados para servir como sacerdotes no santuário do templo (Números 3.10; 18.1–7; Êxodo 29.9).7 A igreja mórmon alega possuir um sacerdócio aarônico restaurado, mas ignora completamente este claro requisito de linhagem pura das Escrituras.8 

 

O Templo torna-se obsoleto

 

Ao final de Seu ministério terreno, Jesus Cristo predisse que o templo de Jerusalém estava a ponto de ser destruído (Mateus 24.1, 2). Ele disse a Seus discípulos: “Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada”. Esta profecia se cumpriu no ano 70 d.C. quando Tito, um general romano, demoliu o templo. Desde então o templo nunca mais foi reconstruído. 

 

Em outra oportunidade, Jesus dissera que a adoração no templo seria substituída por uma nova forma de adoração, sem a necessidade de um edifício: “(...) podes crer-me que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. (...) Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores” (João 4.21, 23).

Um evento dramático na hora da morte de Cristo na cruz sinalizou o final da adoração no templo. No mesmo momento em que Jesus expirou, “o véu do santuário ser rasgou em suas partes, de alto a baixo” (Mateus 27.51; também Marcos 15.38 e Lucas 23.45). A morte expiatória de Jesus na cruz tornou obsoletos os rituais que eram praticados no templo (e, por conseguinte, desfaz a validade dos templos mórmons).

O espesso véu do templo (veja figura 1) era uma barreira que evitava que os sacerdotes olhassem para o interior do compartimento mais recôndito do templo, o Santo dos Santos. Este santuário interior era o lugar onde se manifestava a presença santa e gloriosa de Deus. Somente ao sumo sacerdote era permitido entrar no Santo dos Santos — uma única vez por ano — no dia da Expiação (Yom Kipur). O véu significava que o acesso à presença de Deus não foi verdadeiramente proporcionado pela Antiga Aliança. Nas palavras do livro de Hebreus 9.8 este conceito é claramente expresso: “querendo dar com isto a entender o Espírito Santo que ainda o caminho do Santo Lugar não se manifestou, enquanto o primeiro tabernáculo continua erguido”. Segundo antigos relatos judaicos, o espesso véu era tão forte que dois grupos de bois puxando o véu em direções opostas não poderiam rasgá-lo.9  Seguramente, o rompimento do véu de cima a baixo no momento da morte de Cristo foi um ato sobrenatural de Deus. Foi a resposta do Céu ao contemplar que Jesus havia completado Seu sacrifício expiatório na cruz — de uma vez para sempre. Através da fé em Cristo, todos os crentes têm agora livre acesso à presença de Deus. Nas palavras do livro de Hebreus: “Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sacerdote que penetrou nos céus (...). Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna”(Hebreus 4.14–16; veja também 6.19; 10.19–22).

O véu rasgado significou o fim do sistema de culto dos hebreus num templo. Esse sistema está obsoleto, e não temos necessidade de um sacerdote humano nem de um templo físico para nos aproximarmos de Deus. Sob a Nova Aliança estabelecida por Jesus Cristo, Ele se fez sumo sacerdote no santuário do céu para cada crente. Assim é que um tal “templo cristão”, como propõe a igreja mórmon é uma contradição.

— Luke P. Wilson

Notas:

1 As citações bíblicas são as versão João Ferreira de Almeida, revista e atualizada, 2ª edição, 1993.

2 Veja também  Princípios do Evangelho, p. 231; Como Conseguir um Casamento Celestial, p. 124.

3 A escritura mórmon inclui o relato da primeira visão de Joseph Smith, o fundador do mormonismo. Segundo ele, o Pai Celestial “disse que todos os seus credos [de todas as igrejas] eram uma abominação à sua vista, e que todos aqueles mestres eram corruptos….” (Pérola de Grande Valor, Joseph Smith — História, 1:18, 19).

4 A exclusão de todos do santuário, menos os sacerdotes — descendentes de Aarão — é dramaticamente ilustrada através de um incidente na vida do rei Uzias. Ele, presunçosamente, entrou no Lugar Santo e queimou incenso. Os sacerdotes enfrentaram-no e o mandaram sair do templo: “A ti, Uzias, não compete queimar incenso perante o Senhor, mas aos sacerdotes, filhos de Aarão, que são consagrados para este mister; sai do santuário porque transgrediste; nem será isso para honra tua da parte do Senhor Deus” (2 Crônicas 26.18). 

5 O conhecimento e interesse do povo no ministério dos sacerdotes no santuário é ilustrado em Lucas 1.10. Um dos deveres diários dos sacerdotes no Lugar Santo era queimar incenso — o símbolo da oração (Salmo 141.2; Apocalipse 5.8; 8.4) — no altar de incenso que ficava imediatamente em frente ao véu (veja figura 1).  A Bíblia narra que, enquanto o sacerdote Zacarias realizava essa tarefa, “toda a multidão do povo permanecia da parte de fora, orando” (Lucas 1.10). Sua oração era, sem dúvida, para que o serviço que Zacarias fazia pelo povo fosse aceito diante do Senhor.

6 A igreja mórmon refere-se a esses rituais como “sagrados, e não secretos”. Entretanto, esta é uma distinção ilusória, já que, na verdade, é dada aos seus membros a instrução de “não conversarmos sobre as ordenanças do templo fora de suas paredes” (Boyd K. Packer,  O Templo Sagrado, 1982, p.2).

7 Levitas provenientes de linhagens de outra famílias que não a de Aarão cumpriam deveres de menor hierarquia no templo, supervisionados pelos sacerdotes (Números 3.5–9). Um estudo científico, recentemente publicado na prestigiosa revista britânica Nature, mostra haver sido encontrado um elo genético entre os homens judeus contemporâneos que afirmavam ser da linhagem do sacerdócio aarônico. Isso dá apoio à afirmação de ser possível traçar uma linha de ascendência comum, de mais de 3 mil anos, até chegar a Aarão, a personagem bíblica. O estudo, dirigido pelo professor Karl Skorecki, do Centro Médico Rambam, Instituto Technion-Israel em Haifa, Israel, encontrou “claras diferenças na freqüência de haplótipos do cromossomo Y entre sacerdotes judeus e suas contrapartes leiga”. Esta concordância genética foi encontrada nos que reivindicavam ascendência sacerdotal nas comunidades sefardita e asquenazita. O cromossomo Y é encontrado somente em homens e é transmitido através do pai. Veja Y Chromossomes in Jewish Priests (Cromossomos Y em Sacerdotes Judeus), Nature, vol. 285, 2 de janeiro de 1997, p. 32.  que ele descreve (chamado nefita — hebreus imigrantes pré-colombianos das Américas) possuía templos e observava “todas as coisas, de acordo com a lei de Moisés” (2 Néfi 5:10; 25:34). Também são eles descritos como descendentes de José (1 Néfi 5:16; ou Manassés, uma das tribos associadas a José, Alma 10:3) e não descendentes da tribo de Levi. Por este motivo, as pessoas descritas no Livro de Mórmon não poderiam ser validamente reconhecidas como sacerdotes.

Ainda que o nome Aarão apareça 48 no Livro de Mórmon , ele nunca é usado para se referir à personagem bíblica Aarão ou ao sacerdócio aarônico. Segue-se, aqui, uma lista de outros termos relacionados com o tabernáculo e/ou o templo usados no Antigo testamento (com o número de vezes se sua freqüência entre parênteses) e que não são mencionados uma única vez no Livro de Mórmon: “bacia”(13); “incenso”(121); “arca da aliança” (48); “filhos de Aarão (97); “propiciatório”(23); “dia da expiação” (21); “festa dos tabernáculos” (17); “Páscoa”(59); “casa do Senhor” (627).

9 Citado por M. R. DeHaan, The Tabernacle (Grand Rapids: Eerdmans, 1955), p. 115. 

 

REPORTAGENS

Seqüestrador de Elizabeth Smart diz que poligamia era ordem divina

Por Nick Madigan :: 08:46 15/03

SALT LAKE CITY - A esposa do homem acusado de seqüestrar Elizabeth Smart disse que a garota foi levada para ser a primeira de outras sete mulheres que uma visão divina o instruiu a procurar, de acordo com uma amiga que visitou a mulher na cadeia na sexta-feira.   

Horas depois da visita, o delegado de Salt Lake disse que o homem, Brian Mitchell, também seria acusado por uma tentativa de seqüestro em um assalto na casa da prima de 18 anos de Elizabeth. Sete semanas depois que Elizabeth foi levada de seu quarto depois que o intruso cortou a tela na janela, alguém cortou a tela na janela do quarto da prima, que seria parecida com Elizabeth.

Juntas, a conversa na cadeia e as novas acusações começam a responder por que Elizabeth foi seqüestrada e o que aconteceu com ela nos nove meses em que ela foi mantida por Mitchell e sua esposa, Wanda Barzee, desabrigados messiânicos que tinham sido excomungados da Igreja Mórmon.

"Deus lhe disse para levar Elizabeth", disse a amiga, Vicki Cottrell, diretora-executiva da sede em Utah da Aliança Nacional dos Deficientes Mentais, que é amiga de Barzee há 25 anos.

Cottrell disse em uma entrevista na tarde de sexta-feira que Barzee, que foi presa com seu marido na terça-feira enquanto caminhava em uma rua de Salt Lake City com Elizabeth, falava carinhosamente da menina.

Falando por telefone e separadas por um vidro, Barzee revelou a Cottrell que no Dia de Ação de Graças de 2000 ela e seu marido tinham recebido "uma revelação de que a lei celestial da poligamia tinha voltado e que ele deveria ter sete esposas", disse Cottrell.

Em um documento de 27 páginas que Mitchell escreveu no ano passado, do qual uma cópia foi obtida pelo The New York Times, Mitchell dizia que era um em uma linha de profetas mórmons deste a fundação da Igreja por Joseph Smith. O documento, escrito no estilo do Livro dos Mórmons e intitulado Livro de Immanuel David Isaías, Mitchell se denomina profeta e um anjo que foi mandado à Terra para restaurar à Igreja Mórmon seu caminho correto.

"Esta terra prometida dos Estados Unidos da América é lugar de depravação, idolatria, assassinato e combinações secretas", escreveu Mitchell no documento, no qual ele se descrevia na terceira pessoa como "a mão direita" de Deus.

Nesta cidade, onde grande parte da população é religiosa, Mitchell passou boa parte dos últimos anos rezando e pedindo esmolas nas ruas.

"Ele não é um verdadeiro fiel", disse Amy Moeck, 20, que está no segundo ano da Brigham Young University e se descreveu como religiosa. "Mas há pessoas que fazem esse tipo de coisa o tempo todo".

Fonte: THE NEW YORK TIMES
 

Estado americano começa a punir polígamos que se casam com jovens

Por Michael Janofsky :: 09:59 28/02

SALT LAKE CITY - Aos 15 anos, Lu Ann Kingston estava pronta para casar, ou foi isso que seus familiares disseram. Eles arranjaram seu casamento com um parente distante de 23 anos, e ela se tornou sua quarta esposa, rapidamente dando a ele dois filhos.    

Cinco anos depois, incentivada por uma tia que havia fugido de seu casamento arranjado, Kingston pegou suas crianças, pediu escolta policial e fugiu. Agora aos 23 anos, ela disse em uma entrevista que as noivas adolescentes de polígamos de casas mórmons fundamentalistas são ensinadas que: "É isso que o Pai Sagrado quer, e elas estão em uma idade em que não podem fugir porque não têm para onde ir. Não há escapatória".

As histórias de Kingston - que testemunhou publicamente - e outras jovens levaram Utah, depois de anos de ambivalência, a tomar uma nova atitude em relação aos polígamos que se casam com jovens.

A Assembléia estadual está considerando um projeto que triplicaria as penalidades contra polígamos condenados de casarem garotas com menos de 18 anos e líderes religiosos que realizarem a união. E o procurador-geral do estado promete uma vigorosa perseguição.

"Esse é um esforço deliberado de impor um precedente", afirmou o procurador Mark Shurtleff, afirmando que os promotores locais e estaduais ignoraram o problema até agora. "Felizmente isso terá um impacto sobre a prática de poligamia e dirá às jovens que estamos de olhos bem abertos".

A bigamia constitui um crime em Utah há mais de cem anos, com penas de até cinco anos de prisão. A nova medida aumentaria as penalidades no caso de casamentos com menores de idade, trazendo o marido polígamo ou o líder religioso a enfrentar uma pena de 15 anos na prisão.

Membros da comunidade polígama são contra a proposta e argumentam que a atenção dada ao problema está sendo exagerada.


Fonte: THE NEW YORK TIMES

Harém americano

A poligamia cresce no Estado de Utah, onde há casos de maridos com mais de vinte mulheres

O caso aconteceu nos Estados Unidos. Numa madrugada de verão, uma garota de 16 anos, identificada apenas pelas iniciais M.N., ligou para a polícia de um posto de gasolina de beira de estrada no Estado de Utah. Ela tinha o nariz quebrado e hematomas espalhados pelas pernas, braços e nádegas. Havia chegado cambaleante ao telefone, após correr 11 quilômetros para escapar das chibatadas do cinto de seu pai, o empresário John Daniel Kingston, e do futuro que ele reservara para ela: viver como a 15ª mulher de seu próprio tio. O desespero da menina, que tentava fugir pela segunda vez, gerou processos judiciais contra o pai e o tio-marido e jogou luz sobre uma prática que pouca gente imagina que ainda tivesse adeptos no mundo ocidental. Estima-se que 40.000 americanos vivam em famílias poligâmicas em Utah, o equivalente a 2% da população do Estado. Há casos de homens casados com mais de vinte mulheres e de casamentos entre irmãos. Um desses homens teve cinqüenta filhos com quinze mulheres diferentes.

Alegando motivos religiosos, 40.000 pessoas vivem em famílias poligâmicas em Utah. Isso corresponde a 2% da população do Estado. Até o governador já defendeu esse tipo de relacionamento

O que alimenta a poligamia em Utah é a religião. O Estado é o berço da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Seus seguidores, conhecidos como mórmons, seguem preceitos morais rígidos. Não fumam, não bebem e condenam todo e qualquer método contraceptivo. Há 590.000 deles no Brasil e a imensa maioria é a favor do casamento monogâmico e da fidelidade irrestrita entre marido e mulher. Uma pequena parcela dos mórmons, no entanto, defende a poligamia porque essa prática era adotada nas origens da crença, um século e meio atrás. Quando a religião foi criada, em 1830, seu fundador, Joseph Smith, defendia a poligamia como forma de fomentar a reprodução. Quanto mais filhos cada homem tivesse, mais perto do céu ele estaria. A prática foi oficialmente abolida em 1890, por pressão do governo federal americano. John Kingston faz parte de uma dissidência fundamentalista dos mórmons que pretende viver seguindo os preceitos do fundador. A poligamia entre eles é uma imposição religiosa que nem sempre resulta em famílias felizes. Uma pesquisa recente feita pela Universidade de Utah mostrou que os homens poligâmicos são infelizes, vivem rodando de uma casa para outra e são obrigados a trancar-se no carro para conseguir privacidade.

Antes de ser encontrada no posto de gasolina, M.N. fugiu de um rancho que seu pai mantinha a 130 quilômetros de sua casa, em Salt Lake City, para "disciplinar" filhos e mulheres rebeldes. "Eu podia sentir o gosto do sangue em meu nariz já a caminho do rancho", disse a menina em depoimento no Tribunal de Justiça. Casado com vinte mulheres, entre as quais uma meia-irmã que vem a ser a mãe de M.N., John Kingston foi indiciado pelas agressões à filha e pode pegar entre um e quinze anos de cadeia. O tio e marido, David Kingston, está sendo processado por incesto e abuso sexual de menor. Pode pegar cinco anos de cadeia por crime. Tudo indica, contudo, que o encarceramento dos dois não vai encerrar a polêmica. Já existem dois grupos antagônicos e barulhentos brigando no Estado. De um lado estão as ex-esposas de homens poligâmicos. Elas fundaram uma associação que visa dar amparo às mulheres dispostas a fugir de maridos que adotam a prática. De outro está a União das Mulheres pela Liberdade Religiosa, que congrega esposas satisfeitas com a vida que levam. "As mulheres de meu grupo são felizes em seus relacionamentos", diz a porta-voz da organização em defesa da poligamia, Mary Potter. Até o governador do Estado entrou na polêmica ao dizer que a poligamia deveria ser entendida como uma opção religiosa.

Utah se prepara para duas execuções por fuzilamento

18:19 22/05
SALT LAKE CITY, EUA, 22 (AP) - O único Estado americano cuja lei prevê a condenação de réus por fuzilamento está recrutando verdugos para promoverem as execuções no próximo mês.

Exercendo seus direitos garantidos pela lei de Utah, o serial killer Roberto Arguelles e Troy Michael Kell, um supremacista branco que assassinou um colega de cela, escolheram a morte por fuzilamento ao invés de injeção letal e deverão morrer em 27 e 28 de junho, respectivamente.

No entanto, Kell entrou com um apelo na semana passada e sua execução deverá ser adiada. A última execução por pelotão de fuzilamento nos Estados Unidos foi realizada em 1996.

Dos 850 detidos executados nos Estados Unidos desde que a Suprema Corte reinstalou a pena capital em 1976, dois foram mortos por fuzilamento, ambos em Utah: Gary Gilmore, em 1977, que se transformou na primeira pessoa executada nos Estados Unidos depois da decisão da corte, e John Albert Taylor, que foi executado 19 anos depois.

Desde 1977, o Estado de Utah executou quatro outros assassinos, todos por injeção letal.

Vários grupos contrários à pena de morte estão protestando, argumentando que o fuzilamento representa uma punição cruel e incomum.

A adoção do fuzilamento como punição em Utah data da criação do Estado, em 1896, e é uma prática que remonta à crença original dos mórmons de que o banho de sangue é uma punição necessária para quem tirou uma vida, afirma Richard Dieter, diretor do Centro de Informação da Pena de Morte (ênfase acrescentada)
 

O Departamento de Correções de Utah está recrutando oficiais de justiça para formarem dois pilotões de cinco pessoas cada, solicitando aos departamentos de polícia das comunidades onde ocorreram os crimes para que nomeiem voluntários. A identidade dos oficiais não será revelada.

Fonte; New York Times

Tiro no coração

 Introdução 

Este livro, escrito por um ex-mórmon  mostra de modo assombroso como os dogmas do mormonismo contribuíram para degenerar sua família, culminando na morte de um de seus irmãos no corredor da morte nos EUA. O livro conta ainda o envolvimento com o espírito de um índio morto que culminou na morte de um dos membros da família.Todas essas tragédias que narra o livro, é fruto direto das aberrantes doutrinas do mormonismo propagadas por Joseph Smith.  Vale a pena conferir trechos desta terrível história, a qual selecionamos aqui. Você ainda poderá saber o que era a famigerada e herética doutrina da "expiação pelo sangue" e sua importância para o mormonismo.  Boa leitura! 

A história de Gilmore 

Em 1976, Gary Gilmore se tornou o primeiro homem, em muitos anos, a ser condenado à morte nos Estados Unidos. Mas o que definitivamente abalou o país e pôs em xeque todo o sistema jurídico norte-americano foi sua renúncia a qualquer apelação e a insistência para que o governo levasse adiante a execução. Mais do que isso: num dos lances mais impressionantes da moderna sociedade de espetáculos, Gilmore passou a administrar a própria morte, coordenando de sua cela todo um fabuloso aparato de mídia que se instalara, de um dia para o outro, ao seu redor.

Agora, vinte anos depois, o irmão caçula Mikal conta a história desde o começo. Ele conta para sobreviver e, se possível, compreender o que ocorreu. O resultado é um depoimento comovente e assustador, cuja leitura dificilmente será esquecida.

Sinopse do livro 

Tiro no coração é um dos mais impressionantes testemunhos já escritos sobre as origens da violência na família, na sociedade e no Estado.

Tudo começa, no relato de Mikal Gilmore, com o assentamento dos mórmons no estado de Utah, Estados Unidos, trazendo consigo uma herança de mortes, perseguições, fanatismos e dogmas. Em Utah, religião e política se confundem a tal ponto que o estado foi o primeiro a reinstaurar modernamente a pena de morte, encontrando assim o correspondente legal para o dogma religioso da (1)“expiação pelo sangue”, de sinistra presença nesta história.

A isso se soma a desolada paisagem do meio-oeste americano, onde Frank Gilmore, o pai, vaga como um fantasma, de cidade em cidade, vivendo de pequenos golpes, arrastando consigo esposa e filhos, ele mesmo incerto quanto à origem do próprio nome (sua mãe, ex-artista de vaude­vil/e, dizia que Frank era fruto de uma breve aventura com o famoso mago Hàrry Houdini).

Uma espécie de errância fundamental paira, assim, sobre os Gilmore, e nem mesmo a estabilidade lograda anos mais tarde impedirá os filhos de continuarem, como coadjuvantes, a obra de violência e auto-destruição iniciada pelo pai. No caso de Gary, aquele que leva cada ato, cada impossibilidade ao seu limite derradeiro, a dinâmica dos reformatórios e do sistema carcerário se encarregará de fazer o resto.

A Família 

A família em meio à qual cresci não foi a mesma família dos meus irmãos. Eles cresceram em uma família que estava constantemente na estrada e nunca ficava no mesmo lugar mais que dois meses, no máximo. Cresceram em uma família em que viam o pai espancar a mãe regularmente, esmurrando-lhe o rosto até transformá-lo numa massa roxa e macerada. Cresceram em uma família em que eram estapeados. esbofeteados e humilhados por erros insignificantes. Cresceram em uma família em que tinham que se unir em desventuras secretas só para encontrar prazeres comuns. 

Tento lembrar de minha mãe (Bessie Gilmore), Fecho os olhos e forço-me a resgatar seu rosto nas minhas memórias mais remotas, quando meu pai passava a maior parte do tempo fora e as vidas dos meus irmãos ainda não tinham se desviado para um caminho de desastres em série. Ela sorria muito naqueles dias; todas as manhãs eu despertava diante de um rosto que parecia deleitar-se com meu despertar. Depois, vejo seu rosto alguns anos mais tarde. Era diferente então, cheio de raiva explosiva e, às vezes, marcado por uma perigosa insanidade — um rosto que não conseguia esconder o preço de uma história de decepções infindáveis. Passei a temer aquele rosto naquela época, em parte porque meu pai me disse que deveria temê-lo, o que apenas ajudou a piorar as coisas.

A verdade é que Bessie Gilmore tinha muitas razões para sentir raiva. Por anos meu pai a insultara e censurara, e meus irmãos já haviam feito de nossa casa um endereço famoso na vizinhança. Mas a raiva nasceu antes disso. Muito antes. 

 A Religião 

Para explicar por que Bessie Gilmore talvez tenha desejado punir sua família e terra natal, devo começar contando um pouco sobre o povo e a história no seio dos quais ela cresceu. Minha mãe veio ao mundo no início do século XX, em Utah, um estado dominado pelo mormonismo, um lugar em muitos aspectos dramaticamente diferente da América que o rodeava. Os mórmons havia muito tinham um forte e espetacular espírito de grupo e coesão: viam-se não apenas como o povo eleito de Deus dos tempos modernos mas também como um povo cuja fé e identidade foram forjados por uma longa e brutal história de derramamento de sangue e desterro. Eram um povo à parte, um povo com seus próprios mitos e objetivos, e com uma história de impressionante violência.

Minha mãe se lembrava de ter passado a infância ouvindo as lendas de seu povo — seus milagres e perseguições — e transmitiu-as a mim e meus irmãos em nossas infâncias. Destacavam-se entre essas histórias os relatos das lutas do mormonismo pela sobrevivência em seus primeiros anos, sobretudo a forte e assombrosa história do líder da igreja martirizado, Joseph Smith, jr., um homem de notável imaginação e visão na realidade, um dos mais inovadores criadores de mito da história do país e também um homem que conseguiu transformar suas obsessões mais pessoais em uma combinação épica de teologia e folclore. Smith alicerçaria quase toda a sua complexa teologia sobre o que era fundamentalmente um dilema de ancestralidade: como alguém pode resgatar os sonhos e dívidas de seus antepassados sob pena de morrer em razão de maldições não concluídas. Quando essa questão bateu às portas de minha família acabou por tornar-se um fator de conseqüências fatais. 

A Base da Religião Mórmon 

Entre os livros de Smith, o que teve repercussão mais duradoura foi, é claro, o Livro dos Mórmons. Publicado inicialmente em 1820, o Livro dos Mórmons resistiu ao tempo como poucos textos e romances americanos do mesmo período e, por mais de cento e sessenta anos, foi fator indispensável para a consolidação do mormonismo como uma das religiões de crescimento mais rápido da história moderna. As origens do livro são tão fascinantes quanto controversas: Smith afirmava que o livro fora transcrito de um conjunto de antigas tábuas de ouro com que havia sido presenteado por um anjo de Deus chamado Moroni. Nessas tábuas, estava escrita a história dos antigos habitantes da América e suas relações com o Deus de Israel — na prática, Smith estava dizendo que descobrira um complemento havia muito perdido do Velho e Novo Testamentos da Bíblia, O livro teve, e ainda tem, um tremendo impacto nas mentes de muitos americanos, e não é difícil entender seu encanto quase primitivo. Despido de suas pretensões ao sagrado, o Livro dos Mórmons é nada mais nada menos que uma luxuriante história com os temas prediletos da América: famílias e assassinato.

Escrito — ou, pelo menos, narrado por Smith a seus transcritores —em tom que procura emular a tradução da Bíblia feita pelo rei Jaime, o Livro dos Mórmons conta a história milenar de uma tribo de judeus, a família de um profeta virtuoso chamado Lehi, que reuniu seus parentes e amigos e fugiu de Jerusalém no ano 600 a. C., durante um período em que a cidade estava tomada pela depravação. Dirigidos por Deus, Lehi e seus filhos construíram uma embarcação e navegaram para uma nova terra onde Lehi ensinou que a meta maior de uma vida — o único caminho para a redenção — era conquistar o amor de Deus mediante a obediência as suas leis. Mas no seio da tribo de Lehi sempre houve rivalidades e, quando da morte do velho profeta, a nomeação de Nephi — um de seus filhos mais jovens — para patriarca de direito e provedor da família foi recebida com grande ressentimento pelos filhos mais velhos, Larnan e Lemuel. Pouco depois, Laman e Lemuel apontaram sua ira contra o legado do pai bem corno contra a piedade de Nephi e seu deus da Terra Antiga. Ameaçaram derrubar o irmão e seus seguidores até que Nephi viu-se forçado a separar sua tribo da dinastia dos irmãos. Deus ficou irado com a rebeldia de Laman e Lernuel e, por causa do orgulho e sede de sangue destes, amaldiçoou-os com o castigo da pele vermelha e proclamou que todos (1)5 seus descendentes teriam que carregar essa imperfeição e a marca da desaprovação de Deus — como pagamento pelos pecados de seus pais. Começou assim o cisma entre nephitas e Larnanitas, que constitui a trama histórica central cio Livro dos Mórmons.

                                          Violência no Livro de Mórmon

Durante o milênio seguinte, os descendentes dessas duas famílias viveram em guerra quase permanente, um dos lados pagando o preço de descender de linhagem virtuosa e o outro condenado a viver o legado de desobediência e assassinato de seus ancestrais malignos. Mais tarde, em uma das passagens mais ousadas do livro, Jesus Cristo, depois de sua crucificação e ressurreição, visita esses povos e ensina-lhes as doutrinas da salvação e o caminho para a paz. Mas a paz não dura muito tempo. Voltam à violência e à ferocidade das matanças. No encerramento do livro, há. apenas a voz de um homem, Moroni, último sobrevivente dos nephitas. Ele medita sobre a história de seu povo
abatido e suas últimas batalhas, que começaram em uma cidade chamada Desolation. Ao final das batalhas, os corpos dos nephitas estão espalhados aos milhares por toda a terra ensangüentada de urna nação que morria, e as poucas crianças que sobreviveram foram forçadas a comer a carne de seus pais. Finalmente, nada resta para Moroni fazer exceto esperar que os lamanitas, que na verdade silo Seus irmãs distanciados, encontrem-no e matem-no.
Assassinato e ruína estão impressos na paisagem da pré-América visualizada por Joseph Smith; e como sempre é necessário encontrar uma solução ou explicação para a violência, a maior revelação não estudada do Livro dos Mórmons é realmente impressionante: enquanto Moroni olha a terra banhada de sangue em torno de si e reflete sobre os significados da historia que levou a esse extermínio em massa, fica claro que a força por trás de todos esses séculos de destruição só pode ser a de Deus. Foi Deus quem trouxe esses povos errantes para urna terra deserta e foi Deus quem definiu os legados que só podiam levar a tão horrenda obliteração. Deus é o arquiteto oculto de toda a matança presente no âmago do maior romance de suspense da América, o pai irado que exige que incontáveis filhos paguem por suas regras e honra, mesmo que o preço seja a ruína infinita de gerações e gerações. O único episódio de blasfêmia do Livro dos Mórmons ocorre quando um ateu carismático e anticristo chamado Korihor aparece diante de um dos juízes e reis de Deus e proclama: ‘Tu dizes que este é um povo culpado e desgraçado por causa da transgressão de um pai. Ouve bem eu digo que um filho não é culpado por causa dos pecados dos pais’.

Por ter Korihor proclamado essas palavras ultrajantes, Deus lança sobre ele a maldição da mudez e, apesar do sincero arrependimento de Korihor, Deus não lhe concede o perdão. Korihor é deixado vagando no meio do povo, suplicando por piedade e ajuda, e o povo prende-o e pisoteia-o até matá-lo. 

 Um Legado de Violência e Mortes  

Uma terra que sempre conheceu destruição. Esta visão da América na realidade acabaria por tornar-se a mais assombrosa profecia do Livro dos Mórmons. Violência e medo seguiriam Joseph Smith e seu povo até a sangrenta morte do líder anos mais tarde; mesmo depois, assassinatos sempre encontrariam um lugar na história dos mórmons.
Apesar disso, milhares de homens e mulheres se dispuseram a seguir Smith e suas crenças. Joseph mais tarde daria à sua nova religião o nome de Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e a seus seguidores o nome de Santos. Mas seus inimigos — movidos pelo ódio que tinham ao Livro dos Mórmons — chamavam-nos de mórmons.
A origem mórmon de minha mãe remonta a essa época inicial e se estende por todas as gerações que antecederam a sua. A maioria desses homens e mulheres que foram seus antepassados saíram da pobreza na Inglaterra para entrar para a comunidade mórmon americana acreditando na promessa de que estavam viajando para a nova Terra Prometida. O que encontraram foi uma terra cheia de medo e violência. Já em meados da década de 1830, os mórmons haviam sido expulsos de vários assentamentos, entre eles as grandes comunidades que haviam construído em Kirtland, no estado de Ohio, e Independence, no Missouri. Suas fazendas haviam sido queimadas, seus homens e crianças assassinados, suas mulheres violentadas, às vezes sob a direção de homens das milícias estaduais. Boa parte da animosidade era atribuída ao que muitos americanos encaram como um sistema de crenças estranhas e costumes conjugais perturbadores dos mórmons — dizia-se que os Santos eram adeptos da poligamia (o que acabou sendo comprovado) e que acreditavam em um sistema de múltiplas deidades e múltiplos paraísos (também comprovado). Mas o que parecia incomodar — ou agitar — mais as pessoas era a personalidade do próprio Joseph Smith. Era um homem carismático, mas também orgulhoso e ambicioso. Políticos e jornalistas especulavam convictamente que Smith tinha um plano meticuloso para conquistar os estados centrais da América e construir um Império Mórmon, calcado em um estado religioso, cujo chefe seria ele próprio. Antes da década de 1840, Smith já havia sido castigado, baleado, encarcerado, ameaçado de execução militar e rotulado como o homem mais perigoso da América. Um governador de estado, Lilburn Boggs, do Missouri, chegou mesmo a decretar que os mórmons passaram a ser inimigos públicos e deveriam ser banidos da terra ou exterminados. Os rnórmons partiram e construíram uma nova cidade-estado, chamada Nauvoo, do outro lado do rio, na parte ocidental de Illinois. Sob a direção de Smith, Nauvoo tornar-se-ia uma das maiores e mais assombrosas cidades do Meio-Oeste americano; ironicamente, contudo, esse desdobramento só pioraria as coisas para Smith e seus seguidores. Os mórmons já eram vistos como um reino dentro de um estado — uma situação sem similar na história da América. Em 1844, também o povo de Illinois passaria a temer Smith e seus mórmons, como acontecera antes com o povo do Missouri. Quando se espalhou a notícia de que o guarda-costas pessoal de Smith, um lendário pistoleiro do Oeste chamado Orrin Porter Rockwell, fora o responsável pelo atentado contra o ex-governador do Missouri, Lilburn Boggs, baleado na nuca (milagrosamente, ele sobreviveu), o sonho do império do Meio-Oeste terminou. Depois de mais alguns incidentes perturbadores, Illinois fez explodir sua raiva contra Smith: o governador Thomas Ford insistiu que o profeta se entregasse às autoridades para ser julgado. Smith apresentou-se e foi preso, juntamente com seu irmão Hyrum e um punhado de líderes da Igreja, em uma pequena cidade chamada Carthage.   

 O Massacre de Mountain Meadows 

O massacre de Mountain Meadows ocorrera em 1857, o ano da chegada de Francis Kerby à América, mas as raízes da tragédia remontam aos primeiros anos do mormonismo, quando Joseph Srnith começou a conceber urna teologia que se revelaria tão implacável e sangrenta quanto a historia por ele imaginada e descrita no Livro dos Mórmons. Mais precisamente, a gênese do evento em si teve início no período de Nauvoo, quando Smith promulgou um princípio que viria a ser vilmente conhecido corno Expiação pelo sangue. À parte a prática da poligamia, nenhum outro ensinamento mórmon revelou-se tão complexo ou controvertido quanto a Expiação pelo Sangue. A interpretação mais comum do dogma que também é a formulação original feita por Joseph Smith — é a seguinte: se você tira a vida de alguém ou comete algum outro pecado grave comparável, seu sangue deve ser derramado. Enforcamento bastariam como castigo ou compensação. A forma da morte teria que ser uma que fizesse derramar seu sangue na terra, como uma apologia a Deus.

Nos últimos anos, ciente de sua imagem histórica de povo vingativo, os rnórmons têm se esforçado para desautorizar essa interpretação. O verdadeiro principio da Expiação pelo Sangue, de acordo com teólogos modernos, é uma questão de salvação, e não de vingança. Jesus Cristo expiou os pecados do mundo com seu próprio sangue; se você acreditasse que Jesus Cristo era o filho de Deus e se seguisse seus ensinamentos e respeitasse suas leis, seria então purificado dos pecados pelo sangue dele. No entanto, há alguns pecados tão graves e assassinato é um deles — que, quando cometidos, colocam o pecador além do poder de purificação por meio de Cristo. A única esperança de urna pessoa expiar esses pecados é entregar seu próprio sangue à terra, e mesmo isso pode não ser suficiente para conquistar o perdão no outro mundo. Mas para que essa forma de Expiação pelo Sangue seja devidamente executada, precisamos todos esperar por um mundo melhor, em que as leis civis e espirituais sejam administradas por um Estado único, e tal era ainda não chegou.

Essa é a versão oficial, mas as lendas do Oeste contam uma história diferente. De acordo com alguns observadores — entre eles ex-governadores e ex-juizes do território de Utah, e alguns poucos confitentes e testemunhas — a Expiação pelo Sangue era de fato praticada pelos mórmons e aplicada a um leque amplo de pecados, e não apenas a assassinatos.

A Execução de Jonh D. Lee


John D. Lee não seria o primeiro homem a ser legalmente executado no território de Utah. Mas nenhum homem antes ou depois dele — até meu irmão, cem anos mais tarde — teve uma compreensão tão aguçada do significado da pena de morte de Utah. No início da década de 1850, o Legislativo do território, dominado pelos rnorrnons, elaborou um código criminal no qual a pena para o crime de assassinato em primeiro grau atendia de maneira específica a doutrina da Expiação pelo Sangue: quem fosse condenado à morte poderia escolher entre ser fuzilado e decapitado (esta última opção foi eliminada em 1888 porque — como seria de esperar — ninguém jamais a escolheu. Havia ainda, para aqueles que aguardavam com menos ansiedade o derramamento do próprio sangue ou que simplesmente não eram mórmons, a possibilidade de uma morte não iluminista: o enforcamento. O resultado foi que uma grande quantidade de sangue foi derramada. Desde o final da década de 1840 até 1977, cerca de cinqüenta homens foram executados em Utah: Oito por enforcamento, um supostamente por estripação e dois por meios não documentados: Os trinta e nove restantes foram fuzilados. É obvio que vários outros estados, sobretudo os do Sul dos Estados Unidos, executaram números maiores de homens no mesmo período. No entanto, nenhum outro estado da União tiraria a vida de tantos usando métodos que visassem o derramamento de sangue do condenado e nenhum outro teve um código de pena de morte cujo método de execução se baseasse em doutrinas religiosas.

Quando deram a Lee a oportunidade de escolher de que modo queria ser morto, ele o fez de acordo com sua fé: preferiu ser fuzilado.

Em 23 de março de 1877, Lee foi levado ao local do massacre de Mountain Meadows. ‘Não temo a morte’, ele disse naquela manhã. Nunca irei para um lugar pior do que este onde estou agora. A seguir. depois de acusar Brigham Young de afastar os mórmons dos ensinamentos de Joseph Smith, Lee acrescentou: Fui sacrificado covardemente, pusilanimemente. Não há nada que possa fazer. E minha última palavra — é assim”. (Mais tarde, tendo sido informado das últimas palavras de Lee, Brigham Young à maneira do Senhor Deus do Livro dos Mórmons —amaldiçoou Lee e todas as gerações dele descendentes.)

Sentado em seu caixão, Lee disse suas últimas palavras: “Acertem o coração, rapazes. Não mutilem meu corpo’.

Os executores atenderam o pedido. Próximos um do outro, dispararam suas balas, varando o coração de John D. Lee, cravando-lhe o corpo no caixão. Seu sangue espalhou-se pela terra de Utah, a mesma terra onde o sangue das vítimas do massacre havia sido derramado uma geração antes. Seu corpo foi colocado em um ataúde de madeira e entregue à família para ser enterrado.

Esse episódio foi decisivo para o mundo rnórmon. Não apenas o massacre em si havia sido infame, mas também a forma como Lee foi usado para livrar a estrutura mórmon de sua culpa no que se passou. (Oitenta e quatro anos mais tarde, a Igreja acabou limpando o nome de Lee, que foi postumamente reintegrado como membro e recebeu de volta as bênçãos que lhe haviam sido retiradas.)

Depois de Mountain Meadows, os mórmons tiveram que reconhecer que mortes violentas estavam presentes em todas as partes das terras prometidas de Deus: na América abandonada bem como no reino do além. O sangue continuaria jorrando, mas agora também o povo escolhido tinha as mãos manchadas. 

 Autor: Mikal Gilmore mora em Los Angeles, é crítico de cultura pop e, desde 1986, um dos principais colaboradores entre outras, da revista Rolling Stone.

Livro: Tiro no Coração - a história de um assassino.

Editora: Companhia das Letras 1996**
 

(1) Você poderá saber mais sobre essa nefasta doutrina lendo o livro "Por que Abandonei o Mormonismo" de Thelma 'Granny' Geer - ed.Vida.

Thelma foi neta de John D. Lee e conta como a doutrina da "expiação pelo sangue" imperava nos primórdios do mormonismo trazendo mortos e destruição para o povo mórmon.  

O MITO DO "ARDOR NO PEITO"
Por Por Kevin James Bywater (Tradução: Elvis Brassaroto Aleixo)

Orar ou não orar, eis a questão!

Em vez de apontarem evidências que autentiquem a suposta inspiração divina do Livro de Mórmon, os seguidores de Joseph Smith pedem que as pessoas o leiam e orem para saber se o livro é inspirado ou não por Deus. O Livro de Mórmon diz: “E, quando receberdes estas coisas, eu vos exorto a perguntardes a Deus, o Pai Eterno, em nome de Cristo, se estas coisas não são verdadeiras; e, se perguntardes com um coração sincero e com real intenção, tendo fé em Cristo, ele vos manifestará sua verdade disso pelo poder do Espírito Santo” (Moroni 10:4). Citam ainda o texto de Tiago 1.5 para apoiar esta prática: “E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada”.

Baseados na prática desse conselho, a grande maioria dos mórmons reivindica ter sentido um “ardor no peito” como um testemunho do Espírito Santo de que o Livro de Mórmon é inspirado.

Mas seria esse espírito o Espírito Santo? Como podemos testar os espíritos? É de vital importância aplicar os testes apropriados para avaliar esses tipos de reivindicações espirituais. Pois a Bíblia alerta que: “Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele conduz à morte” (Pv 14.12).

Embora sejamos exortados a orar sem cessar (1Ts 5.17), a Bíblia não ensina em nenhum lugar que a oração seja um teste para avaliar a verdade. Mas alguém pode indagar: “Então, o que o texto de Tiago 1.5 quer dizer?”. No contexto do primeiro capítulo vemos que Tiago se refere à prova da fé por meio das tentações (Veja Tg 1.2,3,12,13). Se nos falta sabedoria, somos exortados a pedi-la ao Senhor para que possamos enfrentar as provas e tentações com um comportamento aprazível a Deus.

O apóstolo Paulo foi claro ao advertir os crentes da Galácia a não escutarem ninguém que ensinasse outro evangelho (Gl 1.6-8). Sabemos que há muitos falsos mestres pregando falsos evangelhos, falsos Jesus, e, obviamente, todas essas heresias são propagadas por intermédio de espíritos profanos (2Co 11.3,4,13,14). A oração seria o único método para identificarmos o que é o verdadeiro? Como poderíamos saber?

O perigo em orar para identificar a verdade é que é difícil distinguir a veracidade dos testemunhos espirituais, bem como sua procedência. Não podemos confiar nos sentimentos dos nossos corações (Pv 28.26; Jr 17.9), nem podemos confiar em qualquer testemunho espiritual. Atentemos para o que diz a Bíblia: “Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo” (1Jo 4.1; grifo do autor).

Não queremos aqui desestimular a oração, muito pelo contrário. Contudo, devemos aliar a oração ao exame diário das Escrituras, assim como os crentes de Beréia: “...examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim” (At 17.11). Este é o método mais preciso para avaliar se o que o mormonismo ensina é a verdade. O teste bíblico deve estar focado na Palavra de Deus (2Tm 3.15-17). E o testemunho do Espírito Santo jamais contradirá a si próprio, pois a Bíblia afirma que “os escritores bíblicos falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2Pe 1.21; grifo do autor).

Diante de tudo isso, perguntamos: orar ou não orar?

Finalizamos conscientes de que devemos orar sim, mas para que o nosso poderoso Deus nos abençoe ricamente e nos ajude a destruir os conselhos e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo (2Co 10.5).

Fonte: Defesa da Fé

Ciência Desafia História Narrada no Livro de Mórmon

Por Bill McKeeverT
Tradução Elvis Brassaroto

Pesquisas de DNA têm apresentado sérios desafios à reivindicação mórmon de que os nativos americanos tenham sido descendentes de colonizadores hebreus que teriam vindo para a América por volta da época em que Jerusalém fora capturada pela Babilônia, centenas de anos antes de Cristo.

O fundador do mormonismo, Joseph Smith, pregava que um anjo chamado Moroni lhe aparecera quando tinha cerca de
13 anos de idade e lhe contara sobre placas de ouro que teriam sido enterradas próximo à casa de sua família, em Palmyra, Nova York. O anjo também contara a Smith que as placas continham uma "relação e origem dos antigos habitantes do continente americano". Segundo a história mórmon, Smith recobrou as placas, traduziu-as e publicou o conteúdo da mensagem no Livro de Mórmon, em 1830.

A página introdutória do Livro de Mórmon declara ser a obra "um resumo do registro do povo de Néfi e também dos Lamanitas, remanescentes da casa de Israel".

O tema principal do livro envolve os descendentes de um profeta chamado Leí que, por sua vez, era descendente do personagem bíblico Manassés, de acordo com o texto de Alma 10.3. Néfi e Lamã são filhos de Leí e figuram como personagens principais no início do livro. Néfi é descrito como sendo o filho mais íntegro de Leí, enquanto que Lamã é descrito como alguém de má índole. Devido ao seu comportamento transgressor, Lamã e seus seguidores são amaldiçoados com a pele escura. A maioria dos mórmons crê que os americanos nativos eram descendentes dos lamanitas de pele escura.

Diversos antropólogos, biólogos e geneticistas desafiaram esta suposição ao longo dos anos, mas certamente nenhum deles alcançou maior notoriedade do que a que tem recentemente usufruído Thomas Murphy - Presidente do Departamento de Antropologia da Faculdade de Lynnwood, em Washington (EUA). O que tornou suas declarações tão intrigantes é o fato de ele ser membro da igreja mórmon.

Murphy insiste que o Livro de Mórmon, crido e seguido pelos mórmons, é o "livro mais correto da face da Terra", mas é incorreto quando declara que os americanos nativos são descendentes de judeus. Em 2002, Murphy empenhou um trabalho analítico sobre "A origem, genealogia e genética dos lamanitas" e concluiu que "os resultados das pesquisas de DNA não oferecem qualquer apoio para a tradicional crença mórmon sobre as origens dos americanos nativos".

Murphy destaca que "as pesquisas de DNA foram substanciadas por evidências arqueológicas, culturais, lingüísticas e biológicas que apontam de forma esmagadora para uma origem asiática dos americanos nativos". Comentando sobre o Simpósio de Sunstone (um evento anual que reúne estudantes mórmons liberais) na cidade de Salt Lake, em agosto de 2002, Murphy interrogou: "Diante das descobertas, o que nós, mórmons, devemos fazer? Temos um problema. Nossas crenças não são validadas pela ciência". Tal conclusão o levou a ser convocado à presença de autoridades mórmons para uma reunião disciplinar. Mas, devido a um grande clamor dos membros da igreja, em 8 de dezembro de 2002, seu julgamento foi adiado sem a agenda de uma outra data definida.

Os apontamentos de Murphy foram compartilhados com o público mórmon, o que gerou severas e constantes críticas da alta cúpula mórmon. Alguns o acusaram de se comportar como um "antimórmon", enquanto outros têm-se esforçado em repudiar e censurar suas pesquisas. Em 29 de janeiro de 2003, foi promovida uma conferência na Universidade de Brigham Young para discutir a controvérsia levantada pelas pesquisas de DNA. Michael Whiting, biólogo e professor da Universidade, apresentou uma resposta às conclusões de Murphy e às comparações que alguns fizeram relacionando as descobertas de Murphy e Galileo. Whiting zombou: "Esta é uma comparação imprópria. A diferença é que Galileo tinha a verdadeira ciência a favor de si. Eu não sei se podemos dizer o mesmo de Murphy".

Inúmeros mórmons que criticaram Murphy inicialmente têm reconhecido que muito do que ele diz é verdadeiro. No entanto, se recusam a concordar com a conclusão de que Joseph Smith e seu livro são falhos.

Embora Murphy represente a ameaça principal contra a fidelidade mórmon "ortodoxa", ele não está sozinho em suas conclusões. Em sua pesquisa, menciona Michael Crawford, biólogo e antropólogo da Universidade de Kansas. "Não há sequer a mínima evidência de que as tribos perdidas de Israel trilharam caminho em direção ao Novo Mundo", disse Crawford. "É uma grande história, desacreditada por uma descoberta desagradável". O geneticista Bryan Sikes, da Universidade de Oxford, e a geneticista russa, Miroslava Deremko, também compartilham de conclusões semelhantes. Murphy conta, ainda, com o respeito do geneticista Scott Woodward, da Universidade de Brigham Young, que está entre os que acreditam haver pouca esperança de estabelecer uma conexão entre os americanos indígenas e os judeus.

D. Jeffrey Meidrum e Trent D. Stephens, biólogos mórmons da Universidade de Idahode, aceitam os dados publicados sobre as origens dos americanos nativos e a possibilidade razoável de haver ligação entre americanos e asiáticos. Em um artigo intitulado "Quem são os filhos de Leí?", escrito para o Journal of Book of Mórmon Sudies, ambos admitem que "dados apresentados indicam que 99,6% dos traços genéticos dos americanos nativos estudados culminam para esta mesma interpretação". E acrescentam: "Houve pouca ou quase nenhuma evidência que pudesse ser considerada seriamente pela corrente principal da comunidade científica para indicação de uma origem no Oriente Médio, ou qualquer outra fonte de origem semelhante, para a maioria dos americanos nativos contemporâneos".

Em uma matéria intitulada "As descobertas de DNA refutam o Livro de Mórmon?", o cientista mórmon Jeff Lindsay escreveu: "Sobre o Livro de Mórmon levantam-se agora considerações de muitos líderes e membros da igreja que taxam seu texto como incorreto. Muitas pessoas, não conhecendo nada sobre o desenvolvimento inicial do continente, a não ser as migrações reportadas pelo Livro de Mórmon, têm declarado que todos os americanos nativos descenderam dos pequenos grupos mencionados no livro mórmon. Mas este pensamento está errado. Ele não é apoiado nem pelo texto do livro nem pelas evidências científicas".

A declaração de Lindsay se opõe gravemente ao comentário tecido por um dos apóstolos da igreja mórmon, Spencer W. Kimball. Em julho de 1971, em um artigo intitulado "Sobre o sangue real", a publicação mórmon declarou: "Com orgulho eu conto a todos que vem até mim que o lamanita é um dos descendentes de Leí que deixou Jerusalém cerca de 600 anos antes de Cristo e com sua família cruzou as terras e chegou à América. Leí e sua família tornaram-se os ancestrais de todas as tribos indígenas e mestiças da América do Norte, do Sul e Central e também das ilhas do mar...". Mais tarde, Kimball tornou-se o 12º presidente da igreja mórmon.

Assim como Lindsay, há outros membros da igreja que alegam que os mórmons estão interpretando mal o Livro de Mórmon. Murphy observa que organizações, como, por exemplo, a "Fundação para pesquisas antigas e estudos mórmons" (FARMS), constituída por um grupo seleto de apologistas mórmons, também estão propondo uma revisão nas interpretações do livro, a fim de conciliar a fé mórmon com a ciência. Murphy observa que "os resultados das pesquisas de DNA podem gerar um esforço de conciliação entre a ciência e o Livro de Mórmon, fazendo divergir os posicionamentos entre os mórmons intelectuais e os tradicionais".

Difícil Aceitação

Diante de toda essa confusão, muitos mórmons começam a ter dificuldades em aceitar a declaração introdutória do Livro de Mórmon sobre a suposição de os "judeus" lamanitas serem os principais ancestrais dos índios americanos. Agora, estudantes e apologistas mórmons insistem que as pessoas mencionadas no Livro de Mórmon devem ter encontrado outros grupos já residentes na América antes de eles chegarem, e que por meio de casamentos mistos os traços genéticos tornaram-se indecifráveis. Esta teoria, conhecida como "vento genético", assume que os colonizadores lamanitas permaneceram sempre como um grupo relativamente pequeno.
Entretanto, Spencer Kimball pregou em uma mensagem em uma conferência, em abril de 1947, que os nefitas e os lamanitas podiam ser numerados em centenas de milhões de pessoas que viveram nos dois continentes americanos".

Murphy persiste em notar que uma leitura honesta e literal do Livro de Mórmon não apóia a tese de que a população lamanita fosse relativamente insignificante, o que se fosse verdadeiro auxiliaria na tentativa de conciliar as coisas. Em sua palestra no Simpósio de Sunstone, na cidade de Salt Lake, Murphy demonstrou que "a extinção genética reclamada pelos novos defensores do Livro de Mórmon é incompatível com as declarações da obra que identifica os lamanitas e nefitas como multidões, muitos milhares, e milhões de descendentes" (grifo nosso). Disse ainda que "os profetas do livro mórmon prenunciam a descendência de Leí não somente para o presente, mas também para a posteridade".

Em defesa de seus argumentos, Murphy menciona um texto mórmon cujo conteúdo registra a visão de um anjo visto por Néfi, filho de Leí: "E aconteceu que o anjo me disse: Olha e vê a tua semente e também a semente de teus irmãos. E olhei e via a terra da promissão; e vi multidões de pessoas, sim, e pareciam tão numerosas quanto a areia do mar" (1Néfi 12.1). Na página 33 do "Manual de Estudante do Livro de Mórmon", uma publicação de 1979, consta a explicação de que "a 'semente' refere-se aos nefitas, enquanto que 'a semente de teus irmãos' refere-se aos lamanitas". Na mesma visão, Néfi declara: "E aconteceu que olhei e vi que a semente de meus irmãos havia vencido a minha semente; e espalharam-se em multidões pela face da terra" (1Néfi 12.20). Os mórmons acreditam que esta profecia ter-se-ia cumprido cerca de 421 d.C., na batalha do Monte Cumorah.

Murphy lembrou em seu discurso que o anjo que falou a Néfi prometeu que "o Senhor Deus não permitirá que os gentios destruam completamente a mescla de tua semente que está entre os teus irmãos" (1Néfi 13.30). Líderes mórmons da "velha-guarda" têm-se convencido de que os descendentes de Leí permaneceriam abundantes e poderiam ser facilmente identificados.

O atual presidente da igreja mórmon, Gordon B. Hinckley, também declarou que aqueles descendentes de Leí (mencionados em Néfi) poderiam ser identificados. Em várias ocasiões, Hinckley empregou em seus discursos de dedicação de templos mórmons palavras que validam a veracidade do Livro de Mórmon.

Em 6 de março de 1999, em seu discurso de consagração do templo de Juarez Chihuahua (localizado no Norte do México), Hinckley rogou a Deus que "abençoasse os Santos (mórmons) para que eles continuassem vivendo ali sem maiores incômodos. Para que pudessem viver em paz e segurança. Para que fossem prósperos no cultivo de seus campos e persistentes em suas vocações. Para que os filhos e filhas do pai Leí crescessem em força e usufruíssem do cumprimento de todas as promessas antigas relacionadas a eles" (grifo nosso).

Em 7 de agosto de 1999, a igreja mórmon publicou, no periódico LDS Church News, a oração de dedicação conferida pelo presidente Hinckley por ocasião da consagração do templo de Guayaquil, Equador. Novamente, Hinckley identificou os fiéis mórmons como descendentes literais de Leí. "Tem sido algo muito interessante contemplar a congregação dos descendentes do pai Leí quando se reúnem no templo", disse. "Muitas dessas pessoas têm o sangue de Leí correndo em suas veias, e isto é justamente o fator que promove seu grande interesse e responsabilidade", concluiu.

Ainda na mesma oração de dedicação do templo equatoriano, Hinckley fez uma advertência aos fiéis acerca "de pessoas que se denominam instruídas e que deixam seu intelecto arruinar os fundamentos de sua espiritualidade e insistem em conduzir sua fidelidade ignorando aqueles que foram designados por Deus para conduzir o povo". A publicação ainda afirma: "Há aqueles que sentem que seus líderes vivem fora da realidade de nossos dias. Eles tentam conduzir os membros substituindo a revelação de Deus dada aos nossos profetas pelos seus próprios conhecimentos".

Essas palavras de precaução não estão diretamente relacionadas à questão do DNA, porém, podem provar o tamanho da confusão que envolve os mórmons que gostariam de permanecer fiéis às suas lideranças eclesiásticas, mesmo diante da disparidade existente em suas interpretações acerca do Livro de Mórmon e aquelas defendidas pela Universidade de Brigham Young.

A igreja mórmon poderia terminar com a controvérsia publicando uma declaração oficial concernente à linhagem dos lamanitas e nefitas, todavia, isto parece improvável. Na tentativa de acalmar as inquietações dos mórmons, a igreja publicou diversos artigos sobre a questão do DNA no site oficial da igreja na Internet. A página eletrônica é clara em mostrar, porém, que tais artigos não consistem de "posições e declarações oficiais da igreja". Até que a igreja decida defender ou denunciar os comentários de seus líderes e membros que tentam encontrar uma resposta que seja consistente intelectualmente para a fé que advogam, os mórmons, num todo, continuarão a enfrentar o dilema entre a fé na ciência ou a fé nas revelações dos profetas mórmons. Por qual delas se decidirão?

Fonte: "Defesa da Fé"                      

Principais Erros Doutrinários da Igreja dos Santos dos Ultimos Dias(Mórmons), de acordo com a Bíblia Sagrada:

.Batismo pelos mortos: Atos 2:38-41; Marc. 16:16; Mat. 28:19,10; Apoc. 22:17; Salm. 49:7; I Tes. 4:16-17;Heb. 11:39-40;

.Onde se acha a fonte de Salvação: Joa. 14:6; Atos 4:12;

.Podem as pessoas serem salvas nos seus pecados sem o arrependimento e confissão? Atos 16:30-31; Atos 3:19-20; 

.O Derramento de sangue de pessoas é amor? I Joa 4:8-10 e 19-21; 

Santidade do Domingo:Gen 2:1-3, Ex. 20:8-11, Eze 20: 12,20, Luc. 4:16, Mat.24:20, Atos 13:42-44, Apoc. 1:10, Mat 12:8, Luc. 6:5, Is. 66:22,23; Heb 4:4-13;

. Imortalidade da Alma:I Tim. 6:15,16, Gen. 2:7, Ex. 12:7, Jó 27:3, Sal. 146:4, 6:5, 115:17, Joa. 11:11-14;

 

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